A gente sempre ouve dizer que existe uma linha tênue entre uma amizade muito forte e a tësão, mas nunca achei que fosse cruzar essa fronteira. Me chamo Samuel e o Sávio é meu brother desde o ensino médio. A gente divide tudo, cerveja, segredos e, até aquela noite, só o videogame. O Sávio é o tipo de cara que chama atenção sem fazer esforço, alto, ombros largos e um jeito de falar que parece um abraço.
Estávamos no meu apartamento assistindo a um jogo, mas o clima estava estranho. Sabe quando o silêncio começa a pesar e qualquer toque parece dar choque? A gente tinha bebido um pouco além da conta e, num momento de risada, nossas pernas se esbarraram e ficaram ali, coladas. Olhei para ele e, em vez de desviar, o Sávio me encarou com um desejo que eu nunca tinha visto.
— Samuel, se eu fizer o que estou querendo, nossa amizade nunca mais vai ser a mesma — ele disse, com a voz rouca, a mão subindo pela minha coxa.
— Talvez seja exatamente isso que esteja faltando, Sávio — respondi, sentindo meu coração martelar no peito.
Ele não esperou, me puxou para um beijo que explodiu tudo. Era um beijo de homem, com pegada, língua com língua e um gosto de urgência. Em segundos, estávamos sem camisa no sofá. O corpo do Sávio era quente, e o paü dele já marcava o jeans, düro como uma pedra. Me ajoelhei entre as pernas dele no tapete da sala. Queria sentir o gosto do meu melhor amigo.
Abri o zíper dele e o paü dele pulou para fora, grosso, latejante e com aquela veia saltada que me deixou loüco. Eu o peguei com as duas mãos, sentindo o calor, e comecei a chupar. O Sávio soltou um palavrão e jogou a cabeça para trás, enterrando os dedos nos meus cabelos. Eu lambia a cabeça, descia até a base, sentindo o cheiro forte de homem. Ele estava tão excitädo que eu sentia o paü dele pulsar dentro da minha boca.
— Para, Sam... se continuar assim eu vou gøzar agora — ele gemeu, me puxando para cima. — Eu quero você.
Quero entrar em você.
Ele me levou para o quarto e me deitou de costas na cama, levantando minhas pernas. Sávio não é de muita frescura; ele cuspiu na mão, lubrificou o paü dele e começou a massagear a minha entrada com o polegar, me preparando. Estava tremendo de antecipação.
— Relaxa esse cüzinho para mim, brother — sussurrou, se posicionando.
Ele empurrou a cabeça do seu cacetë para dentro. Senti aquele preenchimento absurdo, uma dorzinha que logo se transformou em um calor que subia pela espinha. Sávio foi entrando devagar, centímetro por centímetro, até que o corpo dele bateu no meu. Ele estava todo dentro de mim. O encaixe era perfeito.
Ele começou a se mover. No começo, estocadas lentas e profundas, mas logo o ritmo acelerou. O Sávio fødia com vontade, com aquela agressividade de quem estava guardando aquilo há anos. O som da pele dele batendo na minha bünda era a única coisa que eu ouvia, além dos meus próprios gëmidos.
Enquanto ele me cømia com força, me preenchendo por completo, ele esticou o braço e segurou o meu paü, começou a me mastürbar no mesmo ritmo das estocadas. A sensação era de outro mundo. O impacto lá atrás somado à mão firme dele lá na frente me fez perder totalmente a noção de onde eu estava.
— Isso, Sávio! Mais forte! — eu gritava.
— Você é muito apertado, Samuel... Püta que pariu, que delícia! — ele murmurava, aumentando a velocidade.
Eu via o suor pingando do peito dele no meu abdômen. Cada vez que ele ia fundo, sentia meu paü latejar na mão dele. Estávamos em sincronia total. A pressão dentro de mim era absurda, e a mão dele me apertava com força, subindo e descendo freneticamente. Eu sentia que ia explodir.
— Eu vou gøzar! Sávio, eu vou! — avisei, com os olhos revirados.
— Eu também, Sam! Vamos juntos!
Foi uma explosão coordenada. No momento em que ele deu a estocada mais profunda da noite, descarreguei tudo na mão dele, jatos quentes que sujaram meu próprio peito e os dedos dele. No mesmo segundo, senti o calor do Sávio me inundando por dentro. Ele gøzou fundo, tremendo todo em cima de mim, soltando um urro de satisfação que deve ter acordado os vizinhos.
Desabamos um em cima do outro, ofegantes, os corações batendo no mesmo ritmo acelerado. O cheiro de sexo e de nós dois tomava conta do quarto. O Sávio se afastou devagar, limpou o suor da testa e me deu um sorriso cúmplice.
— E agora, como fica a amizade? — perguntei, ainda tentando recuperar o fôlego.
Ele se deitou do meu lado, me puxou para um abraço e deu um beijo na minha testa.
— Agora a amizade ficou muito melhor, Sam. Muito melhor.