Me chamo Cintia, e preciso confessar uma coisa, sempre tive uma quedinha pela minha cunhada. Não era algo que deixava transparecer, claro. O meu irmão, é um cara legal e eu não faria nada pra magoar ele. Mas a minha cunhada… nossa. Desde o primeiro dia que ela entrou em casa, com aquele sorrisão aberto, me senti diferente.
Ela é o oposto de mim. Eu sou mais contida, prática, cabelo sempre preso. Ela é pura energia, cabelo cacheado solto, usa pulseira colorida que faz barulho e ri de qualquer coisa. E me olha de um jeito… que às vezes acho que não é só coisa da minha cabeça.
O estopim foi um domingo, meu irmão tinha viajado a trabalho no sábado de manhã, e a minha cunhada tinha ficado meio pra baixo. Ela ligou pra mim de tarde, a voz meio sumida.
— Cintia, tô com um vazamento horroroso aqui na pia da cozinha. Você sabe resolver essas coisas ou conhece alguém?
Eu sabia resolver, trabalho com engenharia civil, então vazamento pra mim é quase um desafio pessoal. Em meia hora eu tava lá, com minha chave de f***a e um jeito profissional que escondia o completo nervosismo por estar sozinha com ela no apartamento.
O problema era simples, resolvi em vinte minutos. Quando me virei, ela estava parada no balcão da cozinha, me olhando com aqueles olhos castanhos enormes.
— Você é minha heroína. Sério. Posso te pagar com um vinho? Abri uma garrafa ontem e tô tomando sozinha, é meio deprê.
Aceitei, não era hora de ser antisocial. Sentamos no sofá da sala, com aquele silêncio meio estranho do apartamento vazio. O vinho era bom e, depois do segundo copo, a conversa fluiu. Falamos de tudo, menos do meu irmão. Ela contou das inseguranças dela, do trabalho novo, e eu, que nunca conto nada pra ninguém, me vi falando dos meus pais, das minhas dúvidas.
— Você é muito forte, Cintia. Mas também é muito fechada — ela disse de repente, encarando o fundo do copo.
O ar saiu dos meus pulmões.
— E, você é muito linda.
Não sei quem se moveu primeiro. Só sei que de repente estávamos nos beijando. Foi um beijo desesperado, com gosto de vinho tinto e batom de cereja. As mãos dela se enfiaram no meu cabelo, soltando o coque, e as minhas encontraram a cintura dela, puxando-a para mais perto de mim no sofá. AlMinhas mãos subiram por baixo da camiseta larga que ela usava, encontrando a pele quente das costas, depois a frente do sutiã. Ela arqueou contra meu toque, soltando um gëmido baixo que me fez tremer por dentro.
Foi um movimento natural, instintivo. Entre beijos e mãos apressadas tirando pedaços de roupa, acabamos deitadas no tapete da sala, frente a frente, nos encarando. A luz do fim da tarde entrava pela janela, iluminando a curva do seu sëio, a suavidade da sua barriga. Nunca tinha visto nada tão lindo.
— Como a gente faz? — ela perguntou.
— Só, deixa rolar — respondi, e a minha voz saiu rouca.
Ela se aproximou, roçando o corpo no meu, e foi então que nossas pernas se encontraram, se entrelaçaram. Eu estava de costas no tapete, e ela veio por cima, mas não totalmente. Se posicionou de lado, uma das minhas cochas entre as pernas dela, e uma das coxas dela, pesada e macia, se encaixou perfeitamente entre as minhas roçando na minha büceta.
O primeiro movimento foi hesitante, um deslizar suave. A pele úmida dela contra a minha xotä molhada. Um suspiro escapou dos meus lábios. Ela repetiu o movimento, e dessa vez foi como se um circuito fechasse. A fricção naquele ponto exato, o peso da coxa dela me pressionando.
— Ta gostoso assim? — ela murmurou no meu pescoço, só consegui fazer que sim com a cabeça, já perdendo a capacidade de formar palavras.
A gente encontrou um ritmo. Lento no começo, depois mais firme, mais seguro. Era uma dança. Nossos quadris se moviam em sincronia, buscando a pressão perfeita. Prendi minhas mãos nos quadris dela, sentindo os músculos trabalhando, puxando-a contra mim a cada movimento. Ela enterrou o rosto no meu ombro, e os gëmidos dela, abafados, eram o som mais erótico que eu já tinha ouvido.
A sensação ia construindo, subindo da minha virilha e se espalhando como calor líquido por todo o meu corpo. Estava completamente enrolada nela, no cheiro do seu shampoo, na textura da sua pele, no som da nossa respiração ofegante se misturando.
— Cintia… — ela gëmeu, e o jeito que falou meu nome foi a gota d'água.
Me contrai toda, um orgasmo me levando de forma intensa, mas surpreendentemente suave. Ondas de prazer que pareciam não ter fim, enquanto me agarrava nela, tremendo. Ela não parou, continuou o movimento, e senti o corpo dela ficar rígido, os dedos cavando nas minhas costas, antes de se soltar também num gemido longo e profundo, o corpo dela se debatendo suavemente contra o meu.