Sou o Mario, e se você acha que reunião de família é só pavê e piada de tiozão, é porque não conhece os meus primos, o Rodrigo e o Léo.
A gente cresceu junto, mas o tempo foi generoso demais com aqueles dois. O Rodrigo é o mais velho, aquele tipo "bruto" com barba por fazer e braços que parecem que vão rasgar a camiseta a qualquer movimento. Já o Léo é o oposto, mais novo, corpo de quem vive na academia, aquela barriga tanquinho que parece esculpida e um sorriso que desarma qualquer um.
O clima estava pesado desde que chegamos. Era um calor de matar, e a piscina era o único refúgio. O resto da família tinha ido até a cidade fazer compras para o jantar, e ficamos só nós três, com um cooler cheio de cerveja gelada e o som no talo.
Eu estava deitado na espreguiçadeira quando senti um respingo de água fria. Era o Léo, saindo da piscina, com a água escorrendo pelo peitoral definido. Ele parou na minha frente, tapando o sol.
— Tá muito quieto aí, Mario. Entra na água ou a gente vai ter que te jogar — ele disse, com aquele olhar que parecia estar me despindo.
O Rodrigo, que estava sentado na borda tomando uma long neck, deu risada.
— Deixa o garoto, Léo. Ele tá com cara de quem tá imaginando coisa.
Eu senti meu rosto queimar. Eles sabiam. Sempre souberam que curtia, e a gente sempre teve umas brincadeiras de mão boba na infância, mas agora éramos adultos. E que adultos.
— Não tô imaginando nada — menti, levantando. — Mas já que vocês querem bagunça...
Eu não cheguei a terminar a frase. O Rodrigo levantou num pulo, me pegou no colo como se não pesasse nada e o Léo veio por trás. Eles me levaram pro quarto da sede, rindo, mas o clima mudou no segundo em que a porta se fechou. A brincadeira acabou, e o que ficou foi aquela eletricidade de quem quer se devorar.
O Rodrigo me prensou contra a porta. O cheiro de cerveja, e homem era inebriante.
— A gente sabe que você quer isso faz tempo, Mario — ele sussurrou no meu ouvido, a barba pinicando meu pescoço de um jeito que me fez arrepiar até o último fio de cabelo.
O Léo não perdeu tempo. Ele se ajoelhou na minha frente e começou a abrir o fecho do meu short. Estava prestes a explodir. Quando me vi nü entre os dois, parecia um sonho. O quarto estava fresco por causa do ar-condicionado, mas nós três estávamos pegando fogo.
Foi uma coreografia perfeita. Enquanto o Rodrigo me beijava com uma fome absurda, explorando minha boca com a língua, o Léo cuidava de me deixar louco embaixo. As mãos do Rodrigo eram grandes, firmes, apertando minha cintura e minhas coxas, me mantendo no lugar enquanto eu perdia o chão.
— Calma, primo... tem muito tempo ainda — o Léo disse, olhando pra cima com aquele rosto de anjo safado.
A gente se mudou pra cama. Eu no meio, cercado por dois monumentos. Era mão pra todo lado, boca onde não se via, e o som dos nossos corpos se chocando. O Rodrigo assumiu o controle, me virando de costas. Ele era a força, o ímpeto. Senti o peso do corpo dele sobre o meu, os músculos do peito dele pressionando minhas costas.
O Léo se posicionou na minha frente, me dando algo para focar enquanto o Rodrigo me possuía por trás. Era o paraíso. Eu me sentia completamente preenchido, amado e desejado. O ritmo era frenético, a linguagem era só de gemidos e frases curtas ditas ao pé do ouvido.
— Você é nosso, Mario... só nosso hoje — o Rodrigo susurrava, cada estocada dele me fazendo ver estrelas.
Eu segurava o pescoço do Léo, puxando-o para beijos molhados enquanto tentava não perder o fôlego. O prazer era tanto que eu mäl conseguia processar. O atrito, o calor, a sincronia dos dois... era como se eles soubessem exatamente onde tocar e como apertar.
O Léo começou a se movimentar mais rápido na minha frente, a mão dele me estimulando com uma técnica que me levava ao delírio. Sentia que estava chegando no limite. O Rodrigo também acelerou atrás, as mãos dele cravadas no meu quadril, guiando o movimento com uma autoridade que me deixava louco.
— Vou gøzar, Rodrigo... Léo, vou... — não conseguia nem completar a frase.
A explosão veio em conjunto. Eu gøzei entre eles, sentindo meu corpo travar enquanto a descarga de prazer me desligava do mundo. Segundos depois, senti o calor do Rodrigo contra minhas costas e o Léo se entregando também, todo mundo ofegante, suado e entregue.
Ficamos ali jogados por um tempo, o único som era o do ar-condicionado e as nossas respirações voltando ao normal. O Rodrigo me deu um beijo na nuca e o Léo me abraçou de lado.
— Nada m*l pra uma tarde de domingo, hein? — o Léo brincou, quebrando o gelo.
— Se o pessoal da família soubesse o que rolou nesse quarto... — o Rodrigo completou, dando um tapinha de leve na minha coxa.
A gente se limpou rápido, ouvindo o barulho dos carros chegando no cascalho lá fora. Saímos do quarto como se tivéssemos acabado de tirar um cochilo.