Ciume.

1127 Palavras
Narrando: Jasper Ela às vezes deixava tudo parecer tão calmo, que por pouco minha sede não passou. Por pouco. Os humanos, porém, são tão saborosos..me chamando constantemente..querendo que eu apenas crave meus dentes.. Esperando que eu apenas segure os seus pescoços sutilmente, os sufoque e os leve direto ao Paraíso nos céus...E me fazendo experimentar o Paraíso na Terra... — Jasper, por favor. — Murmurou Alice. — Já andamos mais de 10 km nessa floresta. Sei que você deve ter sentido algum cheiro bom. Ora, esqueça aqueles humanos. O modo como ela falava era tão tranquilizador. Ela é tão bonita. — JASPER! RESPONDE! Acordo do meu delírio mental. — Desculpe, desculpe. — Me sento em alguma pedra no caminho, apenas para colocar a mente de volta no lugar.— Han, um animal grande. Um tigre, algum leão, será que tem por aqui? Algum urso... Algo grande. Ouço o barulho de uma pancada e um grunhido de algum animal em seguida. — Um javali? Esse é o maior que conseguiu achar?— Perguntei, reclamão. Quando estou com sede, viro uma outra pessoa. Uma pessoa ranzinza e entediada. — Não vamos conseguir achar algum tigre rápido e sua sede está tão evidente que eu estou com medo. - Ela respondeu, piscando pra mim. Ela me fez rir. Deveria ser essa a sua intenção. Ela é doce, amorosa, gentil. A bondade em meio ao caos que esse mundo é. O javali estava sangrando e fez atiçar minha sede. O que me surpreendeu é que ele estava com o que parecia ser um ferimento de uma arma no peito. Ah, sim. Entendi perfeitamente agora porque Alice queria que eu matasse o javali. — Está mentindo. —Digo, arqueando a sobrancelha. — Pois está errado, majestade. Não minto nunca. Como disse você parece o demônio quando está com sede. — Ele está morrendo! Por isso o pegou, para que não tivesse dois animais mortos em um mesmo lugar... — Come logo!!! Se você não comer, eu como! O sangue está escorrendo.  — Ela revirou os olhos, mas pude ver um pequeno sorriso no canto dos lábios. Sim.. Alice é um anjo. ... Quando terminei de me saciar, também bebi o sangue de seis porcos (argh!). Os seis porcos também estavam quase mortos. Alice também havia mentido sobre os drogados serem os únicos do local, haviam caçadores ilegais na floresta e eu só pude beber o sangue daqueles que já haviam sido baleados. Porque para Alice não podíamos matar pessoas. Mas também não podíamos matar animais. (Não quando podíamos aproveitar os que já estavam mortos). E acho que os caçadores não se interessaram pela carne de seis porcos pequenos e de um javali velho. Francamente, nem eu. Não tinha gosto. Mas ver sua cara de felicidade quando terminei, seu sorriso, seu abraço apertado e as palavras "eu sabia que você conseguiria", me fez pensar que continuaria com isso por causa dela. Ela estava tão feliz pela "minha dedicação para o nosso futuro" que comecei a ficar feliz também. ... Com o tempo, acabei por me acostumar com o sangue de animal e quase me esquecia do sangue humano. Quando algum humano se aproximava de mim, as coisas se tornavam difíceis. Então Alice deu a ideia de acamparmos em uma floresta do Texas. O clima era agradável e eu amava passar o tempo com Alice. (Alimentávamos juntos e conversávamos a maior parte do tempo). Ela tinha vergonha de me pedir um beijo, então eu sempre tomava a iniciativa primeiro. Isso me fazia lembrar um namoro humano. Com Alice, tudo era muito fácil e feliz. ... Sempre quando ela dizia que estava na hora de conhecer a família Cullen, eu enrolava ela mais um pouco. Pois era tão tranquilo está a sós com ela. Mas, agora já era a hora... Não me interessava pelos Cullens, mas faria tudo por ela. — Você não pode julgar as pessoas sem conhecê-las, uma pessoa me disse isso uma vez. - Disse Alice, enquanto nos arrumávamos para partir rumo à Forks. — A única coisa que disse a você é que talvez não sejamos bem-vindos. - Reclamei. - Imagine duas pessoas aparecerem do nada na sua casa dizendo que querem morar com você. Isso tiraria a privacidade deles. — Minhas visões disseram que é tudo o que Carlisle quer. — Quem é Carlisle? — Que absurdo, Jasper! Ele é o seu futuro pai! Você já deveria saber!— Ela retrucou com raiva. Reviro os olhos enquanto puxo a mala dela, cheia de vestidos e mais nada. — Você vai gostar deles. — Ela segurou minha mão suavemente — Eu prometo. — Não seremos uma família de sangue. — Digo baixinho, mas sabia que Alice iria ouvir. — O que quer dizer com isso? — Digo que haverá outros homens... vampiros, mas do sexo masculino... E eles podem sentir atração por você. Alice abre um sorriso de orelha a orelha. — Então todo esse drama por causa de ciume? Eu enrubesço. Eu não estou com ciume, estou? — Pare de imaginar coisas... — Digo. — Você está! — Ela diz rindo.— Sua primeira demonstração de ciumes! Awwn! Abaixo a cabeça e saio rápido para a rua a nossa frente, sem esperar por Alice. — Jasper, não fuja de mim! Quero olhar bem essas bochechas para guardar de recordação. — Diz Alice aumentando o passo e se aproximando de mim. Estou morrendo de vergonha. Estou começando a ficar pálido. Estou suando frio. — Você vai brigar com algum vampiro por mim? Seria tão legal. Desde que você vença, lógico. Olhe pra mim, Jasper... Jasper! Ela levanta o meu rosto e me encara. Seus olhos claros fixam em mim. — Você é tão fofo quando está com vergonha e com ciume. — Alice, para de delirar.— Resmungo, não conseguindo encará-la. — Eu ficava assim também, quando você não me conhecia, sabe. — Ela sorri. — Achava que pela primeira vez minhas visões estavam erradas. Esperei pelo momento certo para ir atrás de você, - ela continuou,- mas esse tempo nunca chegou. Então você veio até mim. Talvez você não se lembre. Eu te vi andando rumo aquela cafeteria... O destino me trouxe você... Não vai ser uma simples pessoa que me tirará de você. — A-A-li-ce. — Murmuro.- Eu não estou com ciume. Não se preocupe com isso.. Ela me cala com um beijo. Um simples e intenso beijo. — Você fica fofo quando está assim. — Cala a boca, Alice! Ela me olha com fúria por ter chamado sua atenção e começa a me encher de tapas nas costas. Eu rio enquanto ela acha que está me machucando. Passam alguns segundos e seguro suas mãos. Beijo cada uma. E a beijo na boca novamente.
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