A Família Cullen.

2609 Palavras
Narrando: Alice Jasper está no avião comigo rumo à Forks. Poderíamos ir correndo, mas nós dois concordamos em observar a paisagem. Jasper observava a multidão de nuvens onduladas, que fazia com que os homens se lembre o quão são comparados com o universo. E eu observava Jasper. Ele parece tão tranquilo. Tão calmo. Calmo demais, p**a que pariu. Eu o cutuquei. — Oi.. — Ele falou. — Por que você está tão quieto? — Perguntei. — Estou pensando em algumas coisas.— Ele riu. — Além disso, eu sou quieto. É o meu jeito. E o silêncio voltou a pairar sobre nós. O que for que ele pensava era torturador não saber. E eu sabia que era sobre o seu passado. Ele não tocou no assunto em nenhum momento. Eu sabia que ele não iria contar. — Prometa-me uma coisa e apenas uma coisa. — Digo enquanto ele se vira devagar para olhar pra mim. — Prometa que você nunca vai mentir pra mim. Quando não quiser comentar sobre algo, diga que não está afim ou que não é da minha conta, mas não minta pra mim. Ele enlaçou seus dedos nos meus. — Eu prometo... — Ele murmurou e desviou o olhar para olhar novamente para o céu nublado. — Um dia você vai me contar sobre o que aconteceu com você e eles... E você e ela... — Nós não temos mais nada um com o outro. Nunca mais quero vê-la ou o que for... E o passado não interessa mais. — O passado sempre interessa. Sempre quis descobrir o meu. Ele voltou a me olhar com curiosidade. — Mas eu não sei. — Resmungo. — Me lembro que um dia acordei em um hospício, mas nem me lembro como cheguei lá.. ou quanto tempo estava lá. Ouvi dizer que meus pais estão mortos, mas sempre quis saber o nome deles. Ou o rosto. Gostaria de saber se tenho uma irmã, ou se tenho uma irmã e ela tem namorado. Queria saber se estão felizes.. É só o que desejo pra eles. Deito minha cabeça nos ombros dele. — Você precisa aceitar quem você foi ou o que é. Você não pode ficar remoendo isso. — Digo. — Você é incrível.  — Não é isso... É apenas que fui alguém que não reconheço. Falo pra mim que o Jasper do passado não sou eu, mas às vezes penso que ele sou eu e que esse Jasper do presente não sou eu e... Estou me embolando todo, que merda! — Ele responde. Sei que foi difícil pra ele dizer isso, pois seus olhos estão distantes do meu. Sorrio. — A gente vai ficar bem. — Digo. — Eu amo você. — Mas você não sabe o que eu fiz. — Ele  retrucou e voltou a olhar a janela, me deixando surpresa. — Eu sei um pouco.. Minhas visões diziam muito de você enquanto estava no hospício. Já devem ter me dito mais antes, mas não me lembro.. Odiar a si mesmo, eu sabia o que era isso. É um sentimento tão r**m e tão forte. Ele pode te destruir em qualquer momento, mas sobretudo as pessoas que te amam. — Você pode ser tudo o que você pensa que é, mas isso não muda o fato de que é tudo o que quero em minha vida. — Eu sorrio e aperto sua mão. — Preciso então te contar sobre uma coisa bem triste de fazer chorar agora mesmo. — Voltei a dizer. — Pra que você não se sinta o maior sofredor do mundo. — Você é sádica, é?— Ele arqueia as sombrancelhas. — Shhhh! Vou contar a trágica e aterrorizante história da família Cullen. ... — A família Cullen surgiu apenas por causa de Esme, embora seja Carlisle que transformou todo mundo, menos nós dois. Carlisle era um pouco medonho nos primeiros anos de sua vida. Vejo a curiosidade de Jazz crescer ao ver que volta a me olhar nos olhos. Tão irresistivelmente bonito. — Carlisle era filho de um pastor, acredite ou não, e ele era muito religioso. O pai de Carlisle caçava bruxos e vampiros, e vivia querendo matar todos eles, liderava caças escondidas contra tais, e sendo assim, tal pai tal filho. Digo isso porque Carlisle desde pequeno acreditou que criaturas sobrenaturais eram criaturas endemoniadas e coisas do tipo. — Mas Carlisle tinha um bom coração e sempre ajudava todos. Mesmo achando que vampiros eram criaturas endemoniadas, ele era contra o abuso de trabalho do pai. Sempre dizia que mereciam uma chance para se redemir, antes de somente serem castigados pela Igreja - que os queimavam vivos. — Ele assumia a responsabilidade do seu pai de liderar a caça, mas quando viu que eles estavam matando sem clemência, até mesmo os vampiros que Carlisle considerava bons ou arrependidos, ele começou a ficar com um passo atrás. E em uma das reuniões macabras, ao ver um vampiro todo esbranquiçado, se contorcendo de dor, Carlisle como o anjo que é tentou ajudá-lo, mas foi só ele chegar um pouco perto e... Jasper me olha assustado. — Sim, sim. O vampiro matou Carlisle. Mas, ele se sentiu culpado, parece, porque o transformou em seguida. — Nossa,— comentou Jasper — você bem que me avisou que seria uma história de dar medo. Eu não julgo o vampiro, no entanto.. Deve ser horrível ficar preso e sem sangue durante um bom tempo. Você só ataca, a sede fala por você, sem pensar em quem está a sua frente.  — Carlisle estava se sentindo paranoico, até porque o seu pai, a única pessoa que ele conhecia e amava, se voltaria contra ele caso descobrisse. — Continuei. — Mas, eu acho que o pai dele morreu. — E a mãe? — Ah, sim, esqueci de mencioná-la. Ela morreu. Dando a luz. — Ela suspirou.— Depois da sua transformação, Carlisle tentou diversas maneiras de suicídios. Uma mais brilhante do que a outra, tão criativas. Alguma delas como exemplo, foi pular de um penhasco, se afogar, ficar sem beber sangue. — Pensei que ficar sem beber sangue funcionaria. — Disse Jasper. — Funcionaria se nós tivéssemos controle. Até hoje nunca ouvi nenhuma história de qualquer vampiro que tenha se matado de fome. — Realmente.— Jasper riu.— Espere... Como você descobriu tudo isso?? Ri. — Eu passei uma parte da minha vida me dedicando a ser modelo e.. bom.. vigiando a família Cullen. Eu os ouvia comentar algumas coisas de longe. O problema era Edward, ele deveria suspeitar de alguma coisa, já que ele pode ler pensamentos há uma certa distância. Ele sabia de algo, tenho certeza. Então essas minhas visitas não eram tão frequentes e sempre bem longe deles. Mas, sim, sou uma espiã.  Jazz começou a gargalhar. — Ele logo descobriu que com animais sua sede também em parte seria nutrida, então foi a partir daí que ele começou com a tática de beber sangue animal. — Digo. — Não sei como foi sua relação com o pai, antes de seu pai morrer. — Carlisle já trabalhou com os Volturi, ou pelo menos conviveu com eles por um tempo, o que é mais provável. Os Volturi viram um vampiro que não matava humanos, se chocaram e meio que obrigaram ele a passar mais tempo com eles e ver se ele se animava mais. É claro que não funcionou. — Aro é obcecado por Carlisle, e ninguém sabe ao certo dizer o porquê. Ele odeia todos os Cullens, mas vive falando como ama Carlisle na frente de todo mundo, dizendo que está com saudades do velho amigo. E ele é o único que pode matá-lo, foi o que eu ouvi uma vez de alguém.— Dei de ombros. — São pessoas estranhas, fique distante deles. Jazz faz uma expressão de nojo. — Conheci um deles uma vez.. Acho que seu nome era Jane.. São muito estranhos. — Totalmente. — Respondo. — E, por fim, Carlisle se tornou médico. — MÉDICO? — Jasper praticamente berrou. — Como um vampiro consegue ser médico? Ver sangue... Eu sinto tontura só de pensar. — Também já pensei nisso. No hospital, conheceu Esme, sua paciente.. E Edward também. Edward foi transformado um pouco antes de Esme, mas foi vendo Esme que ele decidiu criar uma família. — Seus olhos brilham só de pensar.  — Os seus também. — Sorrio. — Mas eles brilham o tempo todo, então... — Você é toda clichê. — Eu sei. — E então chega a vez de Edward. O primeiro filho. Foi a mãe de Edward, Elizabeth Manson, que implorou para Carlisle encontrar seu filho e fazer o que ele tiver que fazer para deixá-lo vivo. Já que ela estava com gripe. Não me lembro o nome da gripe. Acho que febre tifoide. Nossa todo mundo da época estava morrendo de febre tifoide. Que horror! — Horror? Muito pouco pra descrever. Acho que meus pais morreram de febre tifoide também, mas não sei. — Ele suspira. — Oh, Jasper, eu sinto muito.. — Mas eu não sei se eles morreram de febre tifoide. — Ele respondeu. — Eu sinto muito pela morte deles. — Mas também não sei se eles morreram. — Jasper.. eu só sinto muito!! — Vai ficar nervosa por causa disso? — Ele pergunta nervoso. — Estou nervosa, porque você está nervoso. — Eu não estou nervoso! — Ele grita nervoso! — Você deve estar com sede. — Respondo, procurando uma solução. Me viro e pego um copo com sangue animal, tampado por fora, para que não mostrasse a cor para os passageiros. Tive essa ideia depois de alguns momentos constrangedores ao lado de Jazz, sempre que ele tentava matar uma pessoa aleatória por perto quando sua sede atacava. Ele toma tudo em um segundo. Ele respira fundo de satisfação. — Você é psicopata. — Digo, ao ver como seu corpo já demonstrava alívio. — Obrigado, embora o sangue esteja com um gosto horrível.. — Disse Jasper. — Você tem certeza que pegou um pouco ainda hoje? — Peguei ontem. — Respondo. — Deve estar com um gosto completamente horrível. Mas, é o único que encontrei na mochila. — Você sempre se lembrando de mim. Obrigado mesmo assim. — Ele sorri. — Continua, anda... Continua a história... — Você vai parar de me interromper, então? — Você fala demais, madame. — Ele ri. — Não me chama de madame! — Grito. — Eu não sou velha! — Uma velha com carinha de nova. — Ele debocha. — CARLISLE FOI AO ENCONTRO DE EDWARD, MAS ELE CHEGOU TARDE E EDWARD JÁ ESTAVA MORRENDO, ELE O TRANSFORMOU E FIM!— Eu grito. Jasper começa a rir loucamente. As pessoas do avião me olham assustadas. — Para de rir. É uma história triste... — Falo baixinho e ele tenta segurar o riso. — Você falou gritando e agora todo mundo está nos olhando. Reviro os olhos. — Bom, isso não é engraçado. — É sim! — Ele fala e continua rindo. — Agora é a vez de Rosalie Hale... — Rosalie Cullen... — Ele corrige. — Hale. — Cullen porque ela é uma Cullen. — Responde. — Você também será Jasper Hale. — Eu? Por quê? — Vocês se parecem irmãos e Carlisle achará uma boa ideia. Vocês serão os filhos adotivos. — Porra... — Ele murmurou surpreso. — Isso foi alguma de suas visões também? — Rosalie se apaixonou muito jovem e iria se casar jovem com um rapaz. — Disse, ignorando sua pergunta. — Ela estava caminhando sozinha à noite quando ele a avistou. Ele estava meio bêbado, a despiu na frente dos amigos e eles a...a... É, isso mesmo. Jasper abre a boca de surpresa. — Carlisle a encontrou toda machucada e morrendo na rua. Quando Carlisle a encontrou, tentou transformá-la.  — Durante muito tempo Rosalie o odiou. Ela queria a morte e ele a deu a vida... Ao se tornar vampira, ela se vingou de todos os seus e**********s. Ao seu "prometido" se vingou de maneira especial, com um vestido de noiva e com um buquê de rosas na mão. Ela riu bastante. — Mas ao conhecer Emmett, tudo mudou. Ela o salvou depois que Emmett se machucou tentando fugir de um urso. Pediu a Carlisle para transformá-lo. — Ela conseguiu compreender Carlisle com o tempo. Carlisle queria apenas que ela fizesse companhia para Edward, porque Edward também não se adaptou fácil aquela vida. E ela também queria uma companhia agora, independente de transformar essa pessoa em um monstro. — Emmett é um ser curioso, engraçado e pra ele tudo está excelente em todo o tempo. Respiro fundo e Jasper desvia o olhar para a janela. — Estamos aterrissando. Você falou tanto a viagem inteira, que nem percebeu. Sorrio. — Tenho medo do Carlisle. — Disse Jasper. — Mas, por quê? Ele é tão bom o tempo inteiro. — Por isso mesmo. Fico surpresa e já iria perguntar o porquê novamente, quando ele me puxa para um beijo. A dúvida ainda martelava na minha cabeça, mas Jasper pareceu notar, porque disse que iria no banheiro, e ficou lá até o avião aterrissar. Ao sairmos do avião, puxei seu braço com força. — POR QUE VOCÊ TEM MEDO DE PESSOAS BOAS?— Perguntei. — É normal de pessoas ruins. — Pare de show, Jasper. Você não é r**m. — Ora, você nunca se sentiu assim? — Ele murmurou no meu ouvido. — Pessoas tão boas que parecem que nos dão sermões mentalmente, dizendo você é um monstro, olha como eu sou bom. — Isso não é verdade. — Claro que sim, todo mundo já sentiu... — Não é verdade que você é uma pessoa r**m. — Digo. — Como eu estava dizendo... — Nada vai mudar minha opinião sobre você, não insista. Pegue minhas malas logo e vamos conhecer os Cullens. Ele sorri de orelha à orelha. — Primeiro, quero te mostrar uma coisa.. E, antes que ele pegasse, tenho uma visão borrada de um anel de noivado. — Ai meu Deus, Jasper! — Eu grito, sorrindo de orelha a orelha. — Ahn, não, não estrague a surpresa. Finja que está surpresa.. — Ele ri e pega minha mão e coloca um anel prata em meu dedo. — E finge também que eu te pedi em casament o de um jeito romântico e clichê, do jeito que você gosta. Eu acho que estou chorando. Não está saindo lágrimas, mas estou chorando. Estou chorando de felicidade. E não sei o que dizer. Ai, meu Deus. Tenho que dizer alguma coisa. — No banheiro estava ensaiando o que ia dizer... É meio barata, eu sei... Comprei ontem e nem me lembro onde. Tinha conseguido dinheiro de um clã que esqueci o nome, nunca pensei que ia precisar dele. — Ele sorri tímido. Ai, meu Deus. Jasper está me pedindo em casamento. Ai, meu Deus. — A-A-li-ce? Você não gostou? Eu não sei como reagir a isso, eu estou tremendo. Eu então só o puxo pela cintura e o beijo intensamente. O beijo falou por mim, acho. Eu dou mordidas de leve de vez em quando. Eu o agarro forte e com vontade, totalmente sem controle. — Alice.. — Ele diz quando percebe que eu estou desabotoando a camisa dele no meio do aeroporto. — Você não acha que devemos fazer isso em um lugar mais íntimo? Afasto as mãos. E enrubesço. — Você confunde tudo. Eu não estava querendo t*****r, eu só estava querendo ver um pouco a sua cicatriz das...das... do abdômen... Ele começa a rir e eu também. — Te amo, está bem? — Sussurro. — E eu aceito me casar com você.
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