Estou com você.

918 Palavras
Narrando: Alice. Estou coberta de felicidade! Embora já tenha previsto que nós dois nos daríamos um casal perfeito, não imaginei que ia ser tãããõ perfeito. Jasper é tudo de bom. Educado, gostoso, paciente. Qualquer pessoa amaria em tê-lo, mas agora ele é meu. Ele parece gostar de mim, e isso é um pouco estranho, já que conheço Jasper há mais de um ano(embora não pessoalmente) e ele acabou de me conhecer. Pessoas não saem por aí se apaixonando no mesmo dia. Mas, eu tenho o privilégio de ser linda além dos limites, então talvez seja por isso. Não que eu esteja reclamando, é claro. É estranho, mas não me importo. Eu estou feliz e isso é o suficiente. Eu sei que com Jasper vai dar certo. É isso o que diz nas minhas visões. E caso algo dê errado, eu posso prendê-lo no cativeiro até ele me amar novamente. Estou apenas pensando por impulso, pois jamais faria isso. Ou eu espero não ter que fazer isso! — Achei! — Disse Jasper do outro lado do rio. — É enorme! Corro para onde ele está e posso ver o pequeno peixinho que ele conseguiu pescar. Começo a rir. — Esse é o peixe mais pequeno do mundo! — Digo.  Não era exatamente pequeno, mas eu gostava de contrariá-lo. — O maior peixe já pescado se encontra na minha mão. — Jazz me responde e começa a rir também. O peixe começa a se contorcer nas suas mãos e a implorar por água. — Tadinho, Jazz! Coloca ele de volta no rio! Apelidei-o de Jazz, porque combina com seu nome e ele tem o estilo dos anos vinte. Ele continuou segurando o peixe, que se debatia freneticamente em sua mão.  — Me beija primeiro. — Ele expôs sua condição. Eu bufo.  — Não, isso é chantagem. Já expliquei que aquele pequeno e rápido beijo foi apenas uma tentativa de você não matar a funcionária da loja. — E desde quando vampiros ligam pra isso? O peixe continuava a implorar por água. — Jasper!!! O peixinho!!! — Digo começando a tentar pegá-lo. — Não me respondeu! — Ele dizia rindo. — Ela estava grávida! E agora a linda garotinha vai nascer em paz... Jasper abriu um grande sorriso. — Você é uma boa pessoa. — O peixinho ainda está na sua mão, e-st-ú-p-i-d-o! Ele ergueu uma sobrancelha de desafio. Ele ainda não havia desistido de sua condição. Respirei fundo e dei a ele um selinho, mas ele segurou minha cintura com as mãos e pressionou nossos corpos. Tentei resistir, mas foi impossível. Minha boca se abriu automaticamente para recebê-lo, sua língua me dando formigamentos por todo o corpo.  Suas mãos delicadas acariciavam minha cintura, mas ao mesmo tempo eram firmes, como um sinal de posse. Eu estava totalmente inerte em seus braços, sentindo seu calor, enquanto meu corpo clamava por mais. Era um beijo de língua, apaixonado, intenso e irresistível. Eu me esqueci até do peixe. ∾ Não via a hora dele me beijar novamente, desde que ele não soubesse - claro - que eu também queria. — Eu soltei o peixe enorme no rio antes de nos beijarmos, caso tenha ficado preocupada ou... esquecido. — Ele brincou. — Não seja tão convencido! Eu me lembrei dele o tempo todo e foi uma tortura esperar. — Minha mentira era tão descarada que comecei a rir. — Não sabe nem mentir, que vergonha. — Ele disse rindo também. — Por que queria salvar o peixe? Eles não tem alma. — Como você sabe? — Perguntou Alice.— Os livros e filmes também dizem que vampiros não tem alma. Ele sorriu. — Você questiona demais. — Ele pegou minha mão e saímos de novo. — Pra onde vamos? Ele me ignorou e me puxou para a rua movimentada e divertida da Filadélfia. ∾ — Ganhei de você de novo! — Gritei pegando mais um ursinho de pelúcia, no jogo Ganhe ou Tome, de algum parque de diversões. A ideia do jogo era você mirar certo nas cabeças dos bonequinhos e atirar água. Ganhei de Jasper pela terceira vez, ele já estava ficando irritado. — Você deveria lançar uma onda de calmaria para você mesmo, perdedor. - Sussurrei em seu ouvido. — Você também, roubando desse jeito. Roubando desse jeito, era a terceira vez que Jasper me dizia isso, pois não aceitava perder. Só porque eu previa onde exatamente eu deveria acertar. Ganhei mais uma vez de Jazz e mandei ele segurar o meu quarto ursinho. Pequei mais uma ficha quando ele murmurou no meu ouvido: — Por favor, vamos sair daqui. — Perder é natural! — Disse rindo. Mas, os olhos de Jasper estavam vazios e suas veias faltavam sair do lugar. Eu sabia o que estava acontecendo e então sai do parque junto com ele. — Você não sente isso, essa... essa secura... — Com o tempo você consegue diminuir essa sede. — Menti. Embora não mate mais humanos, minha vontade de matar nunca acabou. Havia uma floresta perto do parque, onde quase ninguém ia e funcionava como um ponto de droga para os demais. —  Não... Não podemos... — Ele apontou o dedo na direção do grupo que estava se drogando. — Viemos aqui para matar animais, não eles. Quem sabe você não encontra um animal bem gordinho por aí para acabar com sua sede. — Eu não vou conseguir. — Murmurou Jasper. Segurei sua mão. — Eu estou aqui com você, esqueceu? Eu vou te ajudar. ∾
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