PH Narrando Abri a porta da salinha e o frio me bateu na cara como lâmina. Daquele que corta mesmo, entra no osso. Na hora pensei: Carälho, os moleque exageraram. Dei dois passos pra dentro, estalei o dedo e acendi a luz. — Püta que pariu. — escapou de mim sem querer. Os caras tinham passado do limite. Tiraram tudo do maluco. Tudo. Ramon tava largado no chão, pelado, pele arroxeada, corpo encolhido, tremendo que nem vara verde. O ar-condicionado ainda ligado no talo, cuspindo gelo naquele cubículo fedido. Fui direto no controle e desliguei o ar. — Não vai me dizer que a florzinha morreu de frio. — murmurei, puxando um sorriso torto. Nada. Nenhuma reação. O peito m*l subia. Nesse momento, SD e Tony chegaram atrás de mim. Pararam na porta e ficaram me olhando rir sozinho. — Qual foi

