Ramon Narrando Saí daquele motel com a cabeça meio leve, meio vazia. Tinha acabado de me encontrar com uma garota do job, daquelas que parecem ter sido desenhadas pra agradar. Linda pra Carälho, educada, sabia exatamente o que dizer, quando sorrir, quando ficar quieta. Tudo no ponto. Paguei o programa sem pechinchar e ainda deixei o dinheiro do táxi separado pra ela voltar pra casa. Não ia correr o risco de sair por aí com uma prostituta do meu lado. Isso queimaria minha imagem fácil, e eu não sou o****o. Aparência é tudo no meu jogo. Entrei no carro, liguei o som baixo e comecei a dirigir sem pressa, tentando organizar os pensamentos. Aquela sensação estranha no peito não passava. Não era culpa, não era prazer. Era alerta. Depois de uns minutos, olhando pelo retrovisor quase por reflex

