Pré-visualização gratuita Capítulo 1
Ananda
Acordei com as palavras carinhosas que meu pai me gritava, provavelmente está drogado e bebendo eu não aguento mais está vida o pouco que eu ganho trabalhando no mercado do seu Júlio o meu pai pega quase todo o meu dinheiro e quando eu não dou ele me agride eu tenho algumas tatuagens pelo corpo pra esconder algumas marcas que tenho pelo corpo deixada pelo meu pai eu tenho o cabelo cacheado mais uso as minhas tranças, tenho também um piercing no rosto.
— Ananda, onde está você sua imprestável, você ainda está dormindo? – Levantar logo e vem preparar alguma coisa pra mim comer anda sua desgraçada – Gritou estressada.
— Já estou indo– Responde ainda como a voz de sono ainda sonolenta, sentei na cama cosando os olhos. Passei uns três minutos refletindo e fazendo o download da alma e se valia a pena todo este esforço que eu estou fazendo pra uma pessoa que só me ver como um caixa registradora que só sirvo para dar dinheiro e pagar suas dívidas. Não é fácil suportar as humilhação do meu pai a minha mãe morreu a 7 anos atrás por uma overdose quando eu cheguei a noite da escola eu a encontrei caída no chão com a boca espumando não tinha mais o que fazer ela estava morta se a minha vida já era uma merda ficou pior.
Levantei da cama e fui até o pequeno banheiro qua tinha do lado do meu quarto fiz toda a minha higiene matinal tomei o meu banho de água fria o chuveiro tinha queimado novamente e não tem sobrado dinheiro pra trocar, sair do banho enrolada na toalha e entrei no meu quarto e fui até a cômoda que tinha no meu quarto peguei o meu uniforme, um conjunto de lingerie me troquei rapidamente porque meu amado pai ainda está berrando lá em baixo. Passei meu perfume gosto de está bem cheirosa trabalho com pessoas então tenho que manter a minha aparência, saio do quarto e desço pela pequena escadinha de cimento, de uns seis degraus que dá na parte de baixo, meu querido pai está a jogado no sofá eu dei um longo suspiro.
— Achei que teria que subir pra te retirar da cama sua imprestável anda , vai fazer meu café que eu estou com fome.
— Você poderia ter feito já que chegou e está aí jogado como sempre né bêbado e drogado. – Falei indo pra cozinha vê se tinha pelo menos o pó de café e açúcar já que ele pega tudo pra vender pra ter dinheiro pra comprar as merda dele tava de costas quando eu sentir as minhas tranças ser puxada com força.
— Olha aqui sua vagabunda você me respeita porque você está na minha casa você está me ouvindo.
— Pai me solta você está me machucando assim as minhas tranças PAIIIIII – Ele estava puxando as minhas tranças com tanta força que eu achava que iria arrancar fora da cabeça.
— Você aqui não manda em nada você tem que fazer o que eu mando sua desgraçada então vai fazer meu café anda – Ele soltou as minhas tranças e me empurrou contra o armário velho que tinha na cozinha eu acabei batendo a testa.
— Você está maluco olha o que você fez agora vou ter que ir trabalhar com a testa machucada – Ele não falou nada só voltou pra sala e fui fazer o café não por ele mais por mim que precisava ir trabalhar então eu fiz o café eu não suportava mais mais está vida que levava eu tenho que dá um basta nisto, terminei o café e fui olha se tinha alguma coisa no armário pra comer nem um pão velho tinha o armário já estava criando teias de aranhas.
— Anda logo com o meu café .
Eu fui levar seu café pra que ele não venha atrás de mim.
— Aqui seu café querido papai – Falei pra ele que ficou me olhando com as sobrancelhas arquivada, como quem interrogo algum o olhei já esperando que ele falasse alguma coisa.
— Onde está o biscoito, pão, qualquer coisa? – Pediu normal, sem rispidez desta vez.
Respirei fundo, porque as vezes de verdade da vontade de largar tudo mais pra onde eu iria? – Como e que vai ter alguma coisa pra comor se ele pega todos os meus e gasta com o seu maldito vício.
— Como é que vamos ter alguma coisa pra comer se não temos dinheiro o que eu ganho trabalhando tenho que sair pagando duas dívidas que não são poucas você tá devendo o morro quase todo.
— Como que você se atreve a falar comigo assim sua vagabunda. – Disse e isso em seguida um bofetada que acertou o lado esquerdo do meu rosto.
Eu não aguentava mais isso eu tenho que sair desta vida desprezível. Engolir o choro e sequei as minhas lágrimas como alguém que te colocou no mundo faz isso como seu próprio sangue, sai de casa e fui descendo o morro. Eu me encontrei com a Jessé agente trabalha juntas no mercado do seu Júlio.
— Oi amiga, bom dia o que foi isso Nanda? – Não o desgraçado do seu pai te bateu de novo amiga até quando você vai aguentar isso em vamos lá pra casa você sabe que a minha mãe te adora.
— Eu sei amiga e eu agradeço por isso mais não vou deixar a casa da minha mãe nas mão do meu pai pra ele acabar vendendo ela pra usar droga eu tenho que aguentar amiga querendo ou não ele é meu pai não vou deixa ele sozinho.
— Aí Nanda você é uma guerreira porque se fosse eu já tinha largado de mão não tava nem aí se era ou não meu pai só não queria ver assim, vem vamos entrar pelos fundos e vamos dar um jeito neste machucado.
Agente foi pelos fundos e assim que entramos já demos de cara com a Carla a que se acha superior a todos, passamos imediatamente pro banheiro a Jessie retirou da sua bolsa um kit de maquiagem e começou a passar no meu rosto pra esconder o machucado e a marcar da bofetada que levei.
— Pronto amiga deu pra esconder um pouco os machucado – Eu olhei no espelho e realmente não dava pra ver nada dos machucados.
— Obrigada Jessie, você é minha salvação, menos vamos trabalhar por se não a outra já vem atrás da gente.