Capítulo 3 - Progresso

1263 Palavras
Depois do jantar, vou para o meu quarto e me deito. Posso ouvir Dixon gritando lá de cima. Ele está gritando tão alto, que posso entender cada palavra que ele está dizendo. — Você é o único que queria isso, não eu! — Sim? Bem, ela é MINHA noiva. Eu não dou a mínima! — f**a-se! — Ela não é sua, não é de mais ninguém, MINHA, e só eu posso fazer o que eu quiser! E continua a partir daí. Eu cubro meus ouvidos com um travesseiro para diminuir o som de seus gritos constantes e funcionou como um encanto. Na manhã seguinte, acordo com o som de alguém chamando meu nome. Conheço muito bem essa voz. — Kyla, acorde. - Dixon diz, parecendo chateado. Eu me sento e esfrego meus olhos suavemente. — O que está acontecendo? Que horas são? - pergunto. — Levante-se e vista-se. Vou te levar para a escola. - ele diz. Meus olhos se arregalam de surpresa. No ano passado, terminei o ensino médio, fui aceita em uma universidade, mas não pude ir porque meu pai não permitiu. Ele disse que a faculdade era para garotas que tinham cérebro e que eu não era a sortuda deles. Por que estou indo agora? — Eu não vou à escola. - respondo. — Bem, comigo você irá. Então prepare-se. Eu não vou perguntar de novo. - ele diz, irritado. Ele se vira e eu estremeço suavemente com o leve movimento. Ele para e se vira para me olhar de cima a baixo, então ele sai. Eu respiro e me levanto e começo a me vestir. Acho que é isso. Acho que vou para a escola. Quando desço as escadas, encontro uma mochila cheia de livros e outros suprimentos e olho em volta antes de pegá-la, sorrindo. Debaixo dele, fica uma nota. — Aproveite seu primeiro dia, querida. - Daxine. — Obrigado Daxine. - digo baixinho. — Vamos lá. - de repente diz Dixon, sua voz profunda me fazendo pular. Ele sai na minha frente e vai para o carro, e eu me junto a ele, sentando no banco do passageiro. No caminho para a universidade, o passeio é tranquilo até que Dixon quebra o silêncio. — Eu notei o fato de que você está sempre se encolhendo para mim. Importa-se de me dizer por quê? - ele diz. — Não. - respondo. — Eu realmente não estava perguntando. - ele diz severamente. Eu hesito e ele suspira e joga a cabeça para trás. — Se você vai ser minha esposa, eu deveria saber algo sobre você. - ele diz, olhando para mim. — Eu... eu não me sinto confortável em compartilhar isso com você. - digo, me preparando para o pior. Em vez do pior, recebo um encolher de ombros e um "tanto faz.", e o passeio continua em silêncio até chegarmos ao estacionamento da universidade. — Vamos. Eu não tenho o dia todo. Eu preciso trabalhar. - ele diz cansado. Eu saio e caminhamos para o escritório da frente com minhas malas na mão. Somos recebidos por uma mulher com um sorriso no rosto e o cabelo preso enquanto nos apresenta. — Bem-vindo à nossa universidade, o que posso fazer por você? - ela pergunta descaradamente. — Você pode colocá-la? - Dixon pergunta, apontando para mim. — Ela fez um pedido aqui? - a mulher pergunta. Vixen fica quieta, me dando permissão para falar. — Um .. sim senhora. Eu me matriculei cedo, eu fiz no meu último ano, ano passado? - digo. — Deixe-me ver aqui. - ela diz, digitando em seu computador. — E qual é o seu nome, querida? - ela me pergunta. — Kyla. Kyla. - gaguejou. — Augustine! Oh, é um prazer tê-la aqui! Fiquei tão animada quando você aceitou nossa oferta. Você é uma garota esperta, estamos felizes em tê-la. Vou imprimir um cronograma e colocá-la no sistema. Muito obrigado! - ela diz, apertando minha mão. — E de agora em diante, ela passará a se chamar por Kyla Reed. - Dixon intervém. A mulher olha dele para mim e sorri. — Sem problemas! - ela diz. — Estarei aqui às 16h30. E não me deixe esperando. Não sou um homem paciente. - ele diz. Eu saio e dou uma olhada na minha agenda. A primeira aula que vou é de Cálculo, então pergunto para me orientar e eventualmente consigo. Sento-me e, um ou dois minutos depois, ouço alguém sussurrando para mim. — Psst! - ela sinaliza. — Ei você! - ela sussurra. Olho para cima e ao redor até ver uma garota acenando para mim. — Você precisava de algo? - pergunto. — Seu nome? O meu é Lyilah. Lyilah Standoff. Eu sou do primeiro ano. Você? - ela diz, estendendo a mão. Eu pego sua mão e a aperto, sorrindo calorosamente para ela. — Kyla Augstine. - eu respondo. — Deixe-me ver sua agenda. - diz Lyila. Eu entrego para ela e ela sorri brilhantemente. — Nós temos todas as mesmas aulas! Quer ser amigas? - ela pergunta, levantando a sobrancelha para mim. — Claro. Eu gostaria disso. - digo, sorrindo. Meu telefone vibra com um texto, então eu abro e é de Dixon. --- Raposa 😕. 16h30! NÃO ME FAÇA ESPERAR. 👍🏽👍🏽👍🏽👍🏽 . Leitura: 7h15 --- Guardo meu telefone e olho para Lyilah, que está sorrindo para mim, devolvendo minha agenda. — Obrigada. - digo. — De nada. Hoje deve ser divertido. - ela diz. Eu com certeza espero que seja. Depois de matemática, redação, língua estrangeira e uma aula de psicologia junto com uma de enfermagem, é o fim do dia e estou exausta. Eu fico na frente da universidade, esperando Dixon aparecer quando um cara esbarra em mim. — Que diabos? Cuidado para onde você está indo! - eu digo. Eu me viro e vejo um homem alto, cerca de 1,90m e ele se vira sorrindo enquanto seus outros amigos se aglomeram ao meu redor. — Você é bonita. Qual é o seu nome? - ele pergunta, um sorriso tortuoso em seu rosto. — Ouvi dizer que era Kyla. - um de seus outros amigos diz. — Kyla? É um nome bonito. Quer almoçar comigo amanhã? Talvez pudéssemos sair. - disse se aproximando. O que diabos esse cara está pensando? — Que diabos?! Afaste-se de mim! - gritei. — Vamos, baby, me dê uma chance, você não quer saber como é isso? - ele diz, agarrando seu p*u pelas calças. Isso é doentio. De repente, ouço a porta de um carro se fechar e posso sentir a aura dominante de Dixon atrás de mim. — Afaste-se, p***a. - ele diz, agarrando meu pulso e dando a esses caras um olhar mortal. — Olhe para esse cara, quem ele pensa que… Ele é cortado por um soco no rosto de Dixon. Ele está deitado no chão, se contorcendo enquanto seus amigos tentam ajudá-lo no chão. — Caramba. - Dixonmurmura, apertando sua mão. Sangue escorre do nariz do outro cara enquanto cada pessoa lá fora olha para mim e Dixon. Lyilah corre até mim e me abraça. — Você está bem? - ela pergunta. — Eu deveria ter avisado sobre eles. Eu ouvi sobre esse grupo. Eles são do terceiro ano, eles gostam de comer carne fresca. - ela diz. — Kila! - Dixon grita do carro. Ele está olhando para mim com uma expressão calma enquanto se senta no carro. — Vejo você amanhã Lyilah. Obrigado por se importar tanto. - Eu digo. Saio e vou para o carro, sentando com a cabeça baixa enquanto voltamos para casa.
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