Depois do jantar, vou para o meu quarto e me deito. Posso ouvir Dixon gritando lá de cima. Ele está gritando tão alto, que posso entender cada palavra que ele está dizendo.
— Você é o único que queria isso, não eu!
— Sim? Bem, ela é MINHA noiva. Eu não dou a mínima!
— f**a-se!
— Ela não é sua, não é de mais ninguém, MINHA, e só eu posso fazer o que eu quiser!
E continua a partir daí. Eu cubro meus ouvidos com um travesseiro para diminuir o som de seus gritos constantes e funcionou como um encanto. Na manhã seguinte, acordo com o som de alguém chamando meu nome. Conheço muito bem essa voz.
— Kyla, acorde. - Dixon diz, parecendo chateado.
Eu me sento e esfrego meus olhos suavemente.
— O que está acontecendo? Que horas são? - pergunto.
— Levante-se e vista-se. Vou te levar para a escola. - ele diz.
Meus olhos se arregalam de surpresa. No ano passado, terminei o ensino médio, fui aceita em uma universidade, mas não pude ir porque meu pai não permitiu. Ele disse que a faculdade era para garotas que tinham cérebro e que eu não era a sortuda deles. Por que estou indo agora?
— Eu não vou à escola. - respondo.
— Bem, comigo você irá. Então prepare-se. Eu não vou perguntar de novo. - ele diz, irritado.
Ele se vira e eu estremeço suavemente com o leve movimento. Ele para e se vira para me olhar de cima a baixo, então ele sai. Eu respiro e me levanto e começo a me vestir. Acho que é isso. Acho que vou para a escola.
Quando desço as escadas, encontro uma mochila cheia de livros e outros suprimentos e olho em volta antes de pegá-la, sorrindo. Debaixo dele, fica uma nota.
— Aproveite seu primeiro dia, querida. - Daxine.
— Obrigado Daxine. - digo baixinho.
— Vamos lá. - de repente diz Dixon, sua voz profunda me fazendo pular.
Ele sai na minha frente e vai para o carro, e eu me junto a ele, sentando no banco do passageiro. No caminho para a universidade, o passeio é tranquilo até que Dixon quebra o silêncio.
— Eu notei o fato de que você está sempre se encolhendo para mim. Importa-se de me dizer por quê? - ele diz.
— Não. - respondo.
— Eu realmente não estava perguntando. - ele diz severamente. Eu hesito e ele suspira e joga a cabeça para trás.
— Se você vai ser minha esposa, eu deveria saber algo sobre você. - ele diz, olhando para mim.
— Eu... eu não me sinto confortável em compartilhar isso com você. - digo, me preparando para o pior. Em vez do pior, recebo um encolher de ombros e um "tanto faz.", e o passeio continua em silêncio até chegarmos ao estacionamento da universidade.
— Vamos. Eu não tenho o dia todo. Eu preciso trabalhar. - ele diz cansado.
Eu saio e caminhamos para o escritório da frente com minhas malas na mão. Somos recebidos por uma mulher com um sorriso no rosto e o cabelo preso enquanto nos apresenta.
— Bem-vindo à nossa universidade, o que posso fazer por você? - ela pergunta descaradamente.
— Você pode colocá-la? - Dixon pergunta, apontando para mim.
— Ela fez um pedido aqui? - a mulher pergunta.
Vixen fica quieta, me dando permissão para falar.
— Um .. sim senhora. Eu me matriculei cedo, eu fiz no meu último ano, ano passado? - digo.
— Deixe-me ver aqui. - ela diz, digitando em seu computador. — E qual é o seu nome, querida? - ela me pergunta.
— Kyla. Kyla. - gaguejou.
— Augustine! Oh, é um prazer tê-la aqui! Fiquei tão animada quando você aceitou nossa oferta. Você é uma garota esperta, estamos felizes em tê-la. Vou imprimir um cronograma e colocá-la no sistema. Muito obrigado! - ela diz, apertando minha mão.
— E de agora em diante, ela passará a se chamar por Kyla Reed. - Dixon intervém.
A mulher olha dele para mim e sorri.
— Sem problemas! - ela diz.
— Estarei aqui às 16h30. E não me deixe esperando. Não sou um homem paciente. - ele diz.
Eu saio e dou uma olhada na minha agenda. A primeira aula que vou é de Cálculo, então pergunto para me orientar e eventualmente consigo. Sento-me e, um ou dois minutos depois, ouço alguém sussurrando para mim.
— Psst! - ela sinaliza. — Ei você! - ela sussurra.
Olho para cima e ao redor até ver uma garota acenando para mim.
— Você precisava de algo? - pergunto.
— Seu nome? O meu é Lyilah. Lyilah Standoff. Eu sou do primeiro ano. Você? - ela diz, estendendo a mão.
Eu pego sua mão e a aperto, sorrindo calorosamente para ela.
— Kyla Augstine. - eu respondo.
— Deixe-me ver sua agenda. - diz Lyila. Eu entrego para ela e ela sorri brilhantemente. — Nós temos todas as mesmas aulas! Quer ser amigas? - ela pergunta, levantando a sobrancelha para mim.
— Claro. Eu gostaria disso. - digo, sorrindo.
Meu telefone vibra com um texto, então eu abro e é de Dixon.
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Raposa 😕.
16h30! NÃO ME FAÇA ESPERAR.
👍🏽👍🏽👍🏽👍🏽 .
Leitura: 7h15
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Guardo meu telefone e olho para Lyilah, que está sorrindo para mim, devolvendo minha agenda.
— Obrigada. - digo.
— De nada. Hoje deve ser divertido. - ela diz.
Eu com certeza espero que seja.
Depois de matemática, redação, língua estrangeira e uma aula de psicologia junto com uma de enfermagem, é o fim do dia e estou exausta. Eu fico na frente da universidade, esperando Dixon aparecer quando um cara esbarra em mim.
— Que diabos? Cuidado para onde você está indo! - eu digo.
Eu me viro e vejo um homem alto, cerca de 1,90m e ele se vira sorrindo enquanto seus outros amigos se aglomeram ao meu redor.
— Você é bonita. Qual é o seu nome? - ele pergunta, um sorriso tortuoso em seu rosto.
— Ouvi dizer que era Kyla. - um de seus outros amigos diz.
— Kyla? É um nome bonito. Quer almoçar comigo amanhã? Talvez pudéssemos sair. - disse se aproximando.
O que diabos esse cara está pensando?
— Que diabos?! Afaste-se de mim! - gritei.
— Vamos, baby, me dê uma chance, você não quer saber como é isso? - ele diz, agarrando seu p*u pelas calças. Isso é doentio.
De repente, ouço a porta de um carro se fechar e posso sentir a aura dominante de Dixon atrás de mim.
— Afaste-se, p***a. - ele diz, agarrando meu pulso e dando a esses caras um olhar mortal.
— Olhe para esse cara, quem ele pensa que…
Ele é cortado por um soco no rosto de Dixon. Ele está deitado no chão, se contorcendo enquanto seus amigos tentam ajudá-lo no chão.
— Caramba. - Dixonmurmura, apertando sua mão.
Sangue escorre do nariz do outro cara enquanto cada pessoa lá fora olha para mim e Dixon. Lyilah corre até mim e me abraça.
— Você está bem? - ela pergunta. — Eu deveria ter avisado sobre eles. Eu ouvi sobre esse grupo. Eles são do terceiro ano, eles gostam de comer carne fresca. - ela diz.
— Kila! - Dixon grita do carro. Ele está olhando para mim com uma expressão calma enquanto se senta no carro.
— Vejo você amanhã Lyilah. Obrigado por se importar tanto. - Eu digo.
Saio e vou para o carro, sentando com a cabeça baixa enquanto voltamos para casa.