O Morro do Fênix estava quieto demais naquela noite. Quando o silêncio é exagerado, é porque alguém está pensando. E Caveira pensava melhor no escuro. Ele estava sentado na laje mais alta da boca, cotovelos apoiados nos joelhos, olhando as luzes espalhadas pela cidade. A notícia da volta de Coringa já tinha chegado até ele. Não oficialmente. Não anunciada. Mas o morro fala. E quando o dono da Esperança pisa de novo no território, o eco corre. Caveira não ficou surpreso. Ele esperava. Cinco anos atrás, foi ele quem armou a emboscada. Informação vazada, horário marcado, polícia na medida certa. Não foi sorte. Foi cálculo. Coringa caiu porque alguém falou demais. Agora, ele estava solto. E isso mudava tudo. — Então ele voltou… — Caveira murmurou para si mesmo. Um dos homens dele se ap

