Gadernal narrando Parei diante daquele homem que, por mais que tivesse me tirado do sério tantas vezes, hoje tinha feito algo que ninguém mais poderia ter feito. Eu estendi a mão. — Obrigado. — minha voz saiu firme, sem hesitação. — Obrigado por salvar minha mulher. Meu filho. Ele ergueu os olhos, surpreso. Não precisava dizer mais nada, porque o gesto já dizia tudo. — Eu não sou o tipo de homem que volta atrás com a própria palavra. Não sou. Mas depois do que você fez aqui hoje… pela primeira vez na vida, eu volto. O médico pareceu conter a respiração. — Você tá recontratado no posto. O silêncio de todos foi interrompido apenas pela respiração pausada da Lívia, que ainda dormia no leito atrás de mim. — Eu não quero você fora daqui. — continuei, apertando a mão dele com firmeza.

