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Até Eu Decidir Que Acabou

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Sinopse

Elara e Elowen são irmãs gêmeas idênticas com um segredo que as distingue: olhos heterocromáticos, um castanho profundo e outro verde intenso. Criadas numa família criminosa na Bulgária, as duas fugiram para a França em busca de uma vida tranquila. Elara, a professora dedicada que tem um passado sombrio, tenta deixar para trás, mas quando Elowen desaparece com Miran, um homem poderoso e herdeiro de uma fortuna sombria, o equilíbrio das irmãs se quebra.

Evander Bourgeois, tio de Miran, um homem implacável e obcecado, chega ao vilarejo em busca do sobrinho, mas encontra Elara e a confunde com sua sobrinha desaparecida. Sem poder revelar a verdade, Elara se vê presa numa teia de mentiras, medo e dominação. Agora, para proteger sua irmã e sobreviver, ela terá que viver sob o controle de um homem que acredita ter o direito de decidir seu destino.

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"O Dia Que Ele Chegou"
O dia m*l havia começado e Elara já estava cansada. Desde que se mudou para aquele povoado e deixou sua vida para trás, tudo parecia um caos. Ela abandonou seu país, a Bulgária, e com ele uma família que a destruiu desde a infância. Ela e sua irmã gêmea, Elowen, sempre foram usadas, mas o estopim veio quando o pai quiseram vendê-las em um casamento arranjado, apenas para ampliar o poder da família. Elara jamais aceitaria. Preferia morrer antes que aquilo acontecesse. Três anos atrás, as duas irmãs fugiram e se estabeleceram na França, num vilarejo tranquilo. Elara tornou-se professora de idiomas e adorava dar aulas às crianças. Não foi fácil. Ela lutou, chorou noites inteiras, mas no fim, ver sua irmã viva e longe daquele pesadelo era o suficiente para seguir em frente. As duas sempre foram ligadas por algo maior que o sangue. Eram gêmeas idênticas, e mais do que isso, únicas. Ambas nasceram com olhos heterocromáticos, o que, para a família, era uma maldição: um olho castanho-escuro como um lago parado, o outro verde como uma floresta profunda. Elara nunca se achou bonita. Seus cabelos negros caíam lisos, pesados, e os olhos eram a única coisa que realmente chamava atenção. Mas ter Elowen, que dividia tudo com ela, dava-lhe paz. Elara sempre fora centrada. Elowen, por outro lado, vivia com um sorriso no rosto e esperava coisas boas da vida, mesmo tendo crescido como uma mercadoria naquela família amaldiçoada, marcada por crimes, assassinatos e corrupção. Fugir foi a única salvação. Ela acreditava que, se um dia fossem encontradas, seriam mortas. Agora, Elowen havia desaparecido. Partira com um homem por quem se apaixonara, um rosto que Elara vira apenas três vezes, mas que bastou para que a irmã se entregasse inteira. Elara tentou manter distância da relação, tentou alertar a irmã, mas Elowen não a ouviu. Já faz quatro meses que ela se fora, e Elara sentia uma solidão que não experimentava há anos. Não recebeu nenhuma notícia a estava matando lentamente. Fingir que estava bem era impossível. Ela se mudará para aquele vilarejo porque ouvirá boatos de que Elowen estaria por ali, mas no fim, tudo mentira. Tentou descobrir mais sobre o homem que levou sua irmã, mas ele parecia um fantasma: sem passado, sem rastro. Elara, desesperada, se penteava com força diante do espelho, como se quisesse arrancar os pensamentos junto com os fios. Em um rompante, bateu a escova contra a mesa. — Maldição, Elowen... Onde você está? — sussurrou, com a voz embargada. Ter alguém idêntico a ela no mundo e, mesmo assim, não conseguir encontrá-la... — Eu vou morrer, irmã — murmurou. Chorou de saudade, de medo, de cansaço. Ainda estava se recuperando quando escutou um som violento na porta. Batidas duras, como se quisessem arrombar. O susto congelou seu corpo. “Será papá?”, pensou, num medo infantil. Seu coração disparou. Tentou fugir, mas olhou pela janela da pensão estavam no segundo andar. — Abra essa maldita porta, Miran! Eu sei que você está aí com essa v***a! — berrou uma voz do outro lado. Elara sentiu um frio na espinha. Aquele homem... ele estava atrás do noivo da irmã. Não havia mais escolha: tinha que abrir. Com as pernas trêmulas, destrancou a porta. Um homem a encarava. Alto, cabelos pretos, olhos negros e intensos. O olhar dele era como uma lâmina. — Cadê meu sobrinho, sua v***a? — falou em francês, com a voz carregada de ódio. Elara tentou manter a calma. — Senhor... eu não sei do que está falando. — Não me irrita — rosnou ele, avançando. Num segundo, a agarrou pelo pescoço e a prensou contra a parede. O mundo girou. Ela sentia o bafo quente dele misturado ao frio de um objeto encostado à barriga. Uma arma. — Vou perguntar só mais uma vez: onde está Miran? — sibilou. — Eu vim pessoalmente porque sabia que teria que resolver isso com as próprias mãos. O último rastro dele foi aqui, nesse vilarejo. E você estava com ele. Do bolso interno do casaco, ele puxou uma foto. Era Elowen, sorrindo ao lado de Miran, num jantar. — Agora você vai dizer que não conhece meu sobrinho? Vai dizer que essa da foto não é você? Elara congelou. Ele a confundia com Elowen. E não estava blefando, era um homem disposto a matar. Não podia dizer a verdade. Não podia expor Elowen. — Eu não sei onde Miran está — disse com dificuldade. — Ele me deixou aqui, apodrecendo, e foi embora... O aperto no pescoço aumentou. — Está brincando comigo? — rugiu. — Miran nunca desapareceria sem me avisar. Você o matou, foi isso? Ela m*l conseguia respirar. Ele queria matá-la. Os olhos dele ardiam em desprezo e raiva. Mas, de repente, algo mudou. Soltou-a. Elara caiu no chão, tossindo, tentando puxar o ar de volta. Ele deu um passo atrás e sorriu. Um sorriso diabólico, velho conhecido. Era o mesmo sorriso que ela via no pai. Nos irmãos. — Então... eu vou acreditar em você? — perguntou, apontando novamente a arma para a cabeça dela. — Escuta bem, Elowen: você vem comigo. Até eu encontrar meu sobrinho, você vai ficar na minha casa. E acredite, você vai preferir o inferno. Ajoelhou-se diante dela, o cano da arma pressionando a testa da mulher. — Antes que eu me esqueça: meu nome é Evander Bourgeois. E a partir de hoje, eu sou o seu dono. Até Miran aparecer, você será a minha moeda de troca. Entendeu? Elara não respondeu. Apenas o fitou. Talvez, naquele dia, o próprio d***o tivesse vindo encontrá-la.

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