19-45 Ruby

2615 Palavras
— O peão só anda uma casa por vez seu i****a, babaca e trapaceiro. — Resmunguei enquanto estávamos sentados no chão um de frente para o outro jogando xadrez. O lado legal de ficar trancados na biblioteca era que não iríamos ficar tão entediados, tinha algumas distrações. Quebra-cabeças faltando algumas peças, livros pré-históricos desinteressantes - apesar de que não acho que ler seja muito a praia do Dean - e também jogos de tabuleiro. — Mas no primeiro movimento pode andar duas casas! — Mas não é o primeiro movimento, engraçadinho. Ele riu abafado enquanto olhava para o tabuleiro pensando em qual peça iria mexer, eu não conseguia deixar de reparar no seu rosto pensativo e em como ele fica tão mais bonito quando está concentrado. Dean entorta os lábios e estende a mão para mexer em alguma peça mas não olho para ver qual é, ele está realmente concentrado no tabuleiro e não me olha. — Quando o horário de aula acabar eles vão ter que vim guardar a caixa de som e o microfone, também vai haver muito movimento nos corredores e é só gritar para que abram a porta… não vamos ficar presos aqui para sempre. — Dean comentou achando que eu estava preocupada com isso, provavelmente. Ele se apoiou nos braços e nossos olhares finalmente se encontraram. — Não estou preocupada com isso. — Movi uma nova peça no tabuleiro. — Hum… — Resmungou encarando os próprios pés. — O final do ano está chegando, acha que vai sentir saudades da escola? — Mudei de assunto enquanto observava a sua mão morena se estender para tocar na peça que queria. Fico bobinha só de imaginar as mãos dele me tocando, não é nem só pelo lado carnal, mas pelo contato físico, pelo carinho. — É, eu não sei. Talvez eu vá sentir falta das pessoas. — Do Killer principalmente, não é? É o seu fiel escudeiro. — Ironizei. — E você da sua namoradinha, não vive sem ela. — Ele retruca provavelmente falando da Línea. Dean não percebe que seu rei está exposto e que a minha rainha está em vantagem, só quando toco na peça da rainha que ele nota e já começa a dá xilique. — Ah, não. Não, não, não, não… — Ah, sim. Sim, sim, sim, sim e sim! — Movo a última peça capturando o rei dele. — Xeque-mate! Levanto do chão dando pulinhos em comemoração e quando olho para baixo ele está me olhando com um sorriso de canto sem mostrar os dentes enquanto continua sentado apoiado nos braços e com as pernas relaxadas. Paro e devolvo um sorriso simples o olhando. Já estou cansada de tanto falar dos olhos dele, mas não canso por completo, não dá. Os olhos dele são os olhos castanho claro mais lindos que eu já vi, e não canso de checar milhares de vezes se não são verdes, mesmo sabendo que não são. Dean levanta do chão e nossa diferença de altura me faz estremecer, fico quietinha enquanto ele se aproxima e de repente o mundo fica em silêncio existindo somente nós dois. Posso ouvir a minha respiração, que acelerou um pouco mais quando ele encostou a testa na minha e usou sua pressão contra mim para que eu desse passos para trás até encostar na mesa atrás de mim. Só consigo lembrar de quando nos beijamos exatamente aqui pela primeira vez, literalmente. Exatamente nesse mesmo cantinho e nesse mesmo ângulo. A forma como o rumo das coisas estavam indo por outro caminho de tão tensas que estavam ficando, aquilo foi incrível. Roçamos nossos rostos um no outro devagar, suavemente com carinho, com os olhos fechados e testas descansadas uma na outra, enquanto respiramos pesado ao ponto de conseguir ser audível. Ele segurou meu quadril e bateu contra o seu corpo. Estava bruto demais, mas parecia ser por causa de um indesejado desespero da parte dele. Ele beija minhas bochechas, minha testa, meu queixo e quando chega à minha boca mergulha a língua em um beijo lento. Ele mordisca meus lábios, provando, degustando, e eu retribuo com o maior prazer. Então, algo muda. O beijo se torna desesperado. Ele puxa meus cabelos, como se quisesse fundir a sua boca à minha e eu agarro seus fios, como se a minha vida dependesse disso. Nos tornamos uma bagunça de mãos, beijos, amassos. Senti falta de ar, então percebi que ele estava apertando meu pescoço com uma certa força. Dean puxou meu lábio entre os dentes me fazendo senti-los arder, beijou o canto dos meus lábios rapidamente mais voltou a me beijar. Minha cabeça é fortemente pressionada contra a sua como se pudesse fazê-la atravessar o seu rosto. Dean me dá selinhos violentos, empurrando seu rosto contra o meu, com voracidade e sem os mover. Como se ele estivesse descontando algo com esses "pequenos" gestos. Ele afastou seu rosto do meu, e mesmo assim ainda consigo sentir a sensação dos seus lábios tocando os meus. A ponta do seu nariz roça no meu, e seus olhos permanecem fechados por uns segundos. Dean se abaixa um pouco e sinto seu olhar pairar sobre o meu b***o, ele segura a parte de trás dos minhas pernas e me levanta para sentar em cima da mesa. Meu corpo aquece quando ele esconde o rosto entre meus s***s e suspira enquanto aparenta inalar o meu cheiro. Seguro seu rosto com as mãos enfiadas por dentro do seu cabelo e puxo os seus lábios para mim, desejando que fôssemos um corpo só, que nossos corpo se fundissem e se tornassem somente um. Nos encaramos entre a milimétrica distância entre o beijo, respirando ofegante como se estivéssemos acabado de sair de uma aula de educação física. Ajo sem pensar, sem controle, sem saber direito o que estou fazendo, eu só sei que o quero mais do que já quis qualquer outra coisa. Seguro a barra da sua camisa e a forço para cima, Dean apenas aceita levantando os braços. Derrubo o tecido e deixo minhas mãos descerem pela lateral do seu tronco, beijo seu maxilar com delicadeza ouvindo seu ofego uníssono e nos abraçamos sentindo nossos troncos colados um no outro. Dean me imita, segura a barra da minha blusa e a puxa para cima hipnotizado com meu rosto quando meu cabelo cai sobre os ombros. Vejo seu olhar descer dos meus olhos até um pouco mais para baixo, e seus lábios entreabrirem para respirar pela boca. Fecho levemente os olhos ao sentir o choque elétrico que se instala em meu corpo ao sentir o contato das suas mãos em meu b***o, e tudo o que consigo fazer é encarar os seus olhos com as pupilas dilatadas que não me olham mais nos olhos. Ele abaixa um pouco seu rosto e minha pele arrepia quando ele deixa um beijo molhado sobre meu mamilo, e um gemido pelo susto quando ele o puxa entre os dentes. Dean me olha, nossos olhares se cruzando como se houvesse algo muito além de nós dois. Sinto suas mão deslizarem por baixa da minha saia pela parte de fora das minhas coxas nuas, deslizando para cima cada vez mais enquanto encarava meus olhos com seu olhar fixo e neutro que me desmonta, hipnotiza e desarma qualquer reação de defesa do meu corpo. Quando as mãos dele fazem o caminho de volta ele arrasta a minha calcinha junto. Nossos narizes se tocam e ele me encara fixamente enquanto isso, eu nunca me senti tão vulnerável como agora e nem tão nervosa, até sentir a respiração dele contra meus lábios me arrepiando ao ponto de me fazer sentir calafrios. — Você confia em mim? — Dean questiona quase em sussurro e minha única reação é balançar a cabeça positivamente. Meu coração acelera vendo ele se ajoelhar no chão e afastar as minhas coxas enquanto observava a minha reação, meu peito subindo e descendo com a respiração já ficando descontrolada antes de qualquer estímulo e quase tendo um ataque cardíaco com o coração em disparada. Atenta a cada detalhe, eu o observo pairar sobre a minha virilha. O meu mundo para quando Dean me devora como se fosse um canibal. O som de estalo que ecoa faz a minha consciência sair do corpo por alguns segundos. Arqueio as costas ao sentir a sua língua por toda a minha extensão, circulando e me sugando. Ele aprofunda a língua em mim, uma, duas, três vezes, e eu resmungo apertando a borda da mesa entre os dedos. A biblioteca acabou ganhando nosso toque especial, nossa marca registrada. Contraí as minhas costas até o limite. Isso é perfeito. Nunca vou esquecer dessa sensação. Nunca fui tão longe como agora, sinto como se minha respiração saísse do corpo. — Dean... — Chamei pelo seu nome em um murmúrio. Nunca me senti tão livre como agora. Não tenho o menor controle da minha respiração, é o máximo que posso emitir já que ainda estamos na escola. Sem escândalos, Ruby. Aperto a lateral da mesa com força a cada vez que ele desce um pouco mais. Ele está me sugando. Sinto que ele quer sugar minha alma. Eu estou muito sensível, e ele está fazendo com muita força. Meu corpo inteiro está trêmulo e ele nem sequer deixa que eu me mova. Dean segura minhas pernas com força. — Com calma… — Pedi em um sussurro. Ele não faz. Ele continua. Sinto seus dedos deslizarem para dentro de mim. Eu mordo o lábio tentando me controlar. O ambiente parece tão abafado e tão pequenininho agora. Cada vez que os dedos dele se movimentam, sinto minha consciência ir embora e voltar a cada segundo. O problema é que ele está fazendo isso muito rápido. Minha consciência viaja inúmeras vezes, e a única coisa que ainda escuto são os barulhinhos de molhado que ele deve gostar, já que nem sequer tenta evitar. Ele está segurando meu quadril com força, não tenho idéia do nível da força, mas tenho a certeza de que é brutalmente exagerada. Sinto uma pressão muito forte na minha virilha. É uma sensação incrível, é uma sensação perceptível de que vem algo muito bom por aí. Seguro os seus cabelos com força. Não ligo se estiver machucando ele, me preocupo com isso depois. Tento separar ainda mais as pernas, mas é o próprio Dean que faz isso para mim. Ele pressiona meus joelhos tão forte contra a mesa, que mesmo estando completamente entorpecida ao ponto de não estar sentindo dor, eu consigo sentir uma leve ardência. Mas não importa. Olho para baixo e minha respiração falha ainda mais vendo ele me observando. Ele movimenta seus lábios para cima, para baixo, para os lados... Tombo a cabeça para trás. Meu corpo paralisa. Arqueio as costas automaticamente. Tento abrir os olhos mas o teto gira e meus olhos não conseguem se manter abertos. Eu estou tremendo muito. Minha boca está aberta mas não emito nenhum som. Estou sentindo uma sensação de bem-estar que parece de outro mundo. Se eu abrir os meus olhos agora, posso ver um campo de girassóis ao meu redor. Um gemido teima e escapa dos meus lábios sem querer, e apenas sinto a sua mão cobrir a minha boca, mas Dean continua me cobrindo com a boca. Ele não para, é teimoso e eu já não aguento mais. Tento o afastar mas é inútil, ele só afasta quando ele quer. Ele levanta e paira sobre mim, beija minha bochecha e em seguida meus lábios. Lhe dou um selinho rápido, intercalando entre selinhos e troca de olhares. Nossos olhares podem se tocar, transamos pelo olhar, conversamos através dos olhos, estamos conectados e isso vai além da carne. Empurro seu peito para trás, levanto da mesa e o empurro até que sente em uma das cadeiras escoradas no armário. Dean ofega apenas observando, eu monto em seu colo e mexo nos botões da sua calça. Ele me ajuda e me olha com os olhos cheios de luxúria, abaixa um pouco a cueca o suficiente, e segura a lateral do meu quadril levantado enquanto guia o próprio m****o até a minha entrada. Seguro em seus ombros aproximando nossos quadris devagar sentindo um suspiro de alívio sair dos lábios dele e bater contra os meus enquanto ele apoia a cabeça no armário. Levanto meu quadril e abaixo novamente enquanto nossos rostos se encontram, segurando o rosto de Dean com as duas mãos tentando acertar um beijo que fica hipnotizado quando a cada sentada meus s***s balançam. É surreal, esse som… essa sensação. Os sons abafados que escapam de nós, o gemido oprimido, prisioneiro, que se liberta vez ou outra das nossas bocas e ecoa pelo cômodo. Minhas paredes o apertam, ordenhando-o, e ele geme, me segurando pelo quadril, guiando minhas investidas. Firmo os pés no chão e me impulsiono para cima e para baixo, o sugando enquanto arranho seu peito, Dean geme sôfrego tão descontrolado quanto eu e nos sufoco com os lábios um do outro para pelo menos tentar abafar cada som. Dean agarra meu tronco e me levanta me colocando de volta em cima da mesa. Ele vem para cima mim, não há pausa ou aviso quando me penetra com força, me tomando contra a mesa, bruto, sem a menor noção de nada. Não há palavras, além de gemidos e o som dos nossos corpos batendo um contra o outro. Ele me fode como um louco e eu me derramo em seus braços, completamente entregue, gemendo sob o seu olhar atento, como se não quisesse perder nem um segundo. Eu sorri um pouco vendo ele subir em cima da mesa junto comigo, afasto um pouco para trás enquanto ele torna a se elevar sobre mim. — Dean, a mesa não vai aguentar nós dois. — Aviso em um sussurro, mas ele nem sequer parece ligar. — Vai fazer parte da experiência. — Ironiza. Com um ofego, ele me toma outra vez e me fode tão profundamente, que eu abro a boca, mas não consigo externar nenhum som. De joelhos, ele mantém minhas pernas abertas, e nós dois observamos nossos corpos unidos, ele entrar e sair de dentro de mim, lentamente, para então ir mais rápido e forte, fazendo a mesa arranhar o chão. É o paraíso. O meu paraíso. Eu gemo, reviro os olhos, arranho suas coxas, afundo minhas unhas em seu couro cabeludo, e ao se curvar para mim ele cobre minha boca com a sua. Dean morde o meu mamilo esquerdo, depois o direito. Com um brilho nos olhos, ele me dá mais. Ele me dá tudo. Envolvo seu pescoço com os braços, cruzo as pernas em suas costas, e, sem parar de me f***r, ele enrola meus cabelos em sua mão, me forçando a olhar para o teto. Seus quadris batem contra a minha carne, tão brutal e tão fundo que eu não consigo me segurar. Gemo abafado, em um som choroso e meus lábios trêmulos se fundem com os seus tentando objetivamente não fazer escândalos. Um gemido aflito sai dos seus lábios e ele segura o meu rosto, me beija com tanto significado, e eu logo o sinto se derramar dentro de mim. Ele emite um som abafado em minha boca, estremecendo e empurrando contra mim enquanto o sugo, o recebendo por inteiro, o apertando tão forte, que Dean precisa se apoiar nos cotovelos para não desabar em cima de mim. — Merda… — Pragueja antes de me beijar e pressionar a testa na minha, recuperando o fôlego. Ele se joga ao meu lado, mas não demora para me puxar para si. Nós estamos ofegantes e nossos olhos não se desviam um do outro como se não precisássemos dizer nada, os olhos já diziam por si só.
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