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1759 Palavras
Fabrizio Cinco Anos Antes Me sentei no sofá branco da sala de casa e recebi Angelina em meus braços, deslizando as mãos com cuidado por seus ombros até os cotovelos e voltando, repetidas vezes pacientemente enquanto ouvia o som da sua respiração diminuindo com os minutos. Ela estava m*l. Terrivelmente depressiva desde a morte do pai, se mantendo em silêncio na maior parte do tempo. Abalada e sofrendo por minha causa. Nos poucos momentos que quer companhia é para ficar quieta em meus braços, como agora. Beijo o topo de sua cabeça, trazendo sua atenção para mim por alguns instantes. Ela tem os olhos grandes e avermelhados e eu beijo a ponta do seu nariz, também vermelho e a aperto, mostrando que estou aqui. Seu silêncio é um tanto doloroso e eu odeio a ver sofrer assim por alguém que não merece. — Estou aqui. — É o que consigo dizer e ela funga, se virando e passando os braços em volta do meu pescoço. Enlaço sua cintura, a segurando com firmeza e afundo o rosto contra seu pescoço, puxando o cheiro gostoso que ela tem para mim. Sua pele se arrepia e eu não seguro o sorriso quando ela se afasta, franzindo a sobrancelha me censurando. — Você só pensa naquilo? Baixo a cabeça, segurando a risada. Estamos à algumas semanas juntos, dividindo a cama e a vida. Eu não penso no que eu quero fazer, ou melhor, me obrigo a não pensar colocando o que ela está sentindo em primeiro lugar e isso é só o mínimo. — Claro que não, foi você que se arrepiou toda sem que eu fizesse nada!— Me queixo, vestindo minha melhor expressão inocente, acompanhando seu rosto começar a ficar vermelho. Toco seus lábios com os meus e sorrio aliviado, ali está a mulher por quem me apaixonei de forma tão rápida e avassaladora, de certo, escondida atrás do luto mas ainda ali. Sua dor vai sumir com o tempo e é apenas um pequeno preço a se pagar por uma vida toda junto a ela. De forma tímida, Angelina se levanta, me olhando de um jeito que eu ainda não conheço e morde a própria boca de um jeito que eu gostaria estar fazendo. Me levanto, rente ao seu corpo e por causa dos centímetros mais alto, com os olhos grudados nos seus, a olho de cima. — Alguma coisa para me dizer, senhora Martinelli? — Encontro minha voz em algum lugar no fundo da garganta e diferente do que achei, não vejo seu olhar vacilar. — Bem, senhor Martinelli,— Começou numa mistura sensual e nervosa, que me deixava com uma certa ansiedade —sua esposa gostaria de saber se o senhor daria a honra de acompanhá-la no banho. Puxo minha camisa, a tirando pelo pescoço e descarto no chão. Acho que é resposta o suficiente. Com um pequeno impulso Angel sobe em meu colo, enlaçando as pernas a minha volta e me beija com a ânsia que conheço bem. Sempre tirávamos forças do r**o para não fazer besteira quando namorávamos mas agora não precisamos mais disso e eu encho as mãos quando a seguro pelas popas fartas da b***a, nos levando pela casa. Batendo suas costas contra a parede alguns cômodos mais perto do banheiro, tento desacelerar as coisas, afastando minha boca da sua, forço minhas mãos a pararem de entrar por dentro de suas roupas, apertando seu corpo em todos os lugares possíveis. Precisamos ir mais devagar, para ser especial para ela. Pra mim. Eu deveria não ser esse virgem ansioso e desesperado, prestes a perder o controle mas nunca consegui me deitar com uma mulher desde que Ághata me disse para fazer com alguém que eu gostasse de verdade. Ainda me lembro do barulho do seu corpo caindo no chão... Puxo o ar com força, encostando minha testa na de Angel, que assim como eu arfa desesperada. — Achei que era apenas um banho inocente. — comecei a trilhar um caminho de beijos por seu rosto, buscando me acalmar. — O banho até pode ser mas estou aqui imaginando que não deveríamos ser mais. — diz afiada, fazendo com que eu queira gemer, agradecendo desesperadamente pelo fogo. Suas mãos seguraram meu rosto e com um sorrisinho malicioso, Angel roça seus lábios nos meus e sussurra baixinho:— Quero ser sua hoje, entendeu? Vai f********r comigo. Não preciso de mais nada depois disso. Meu coração bate forte no meu peito quando ela desce no chão do banheiro. Suas mãos apressadas até a barra da própria blusa, ansiosa para me mostrar os s***s fartos mas eu a paro, beijando seus lábios e trazendo sua atenção para mim. — Deixa eu fazer isso. — Peço já levando as minhas mãos onde estão as suas e começando a deslizar o tecido para cima, com cuidado. O ar frio beija sua pele quando o pedaço de pano já está no chão e acompanho com os olhos atentos seus pelos se eriçarem, me tornando devoto aos montes fartos que fazem minha boca salivar assim que pouso meus olhos sobre eles. Volto meus olhos aos dela, e me ajoelho devagar a sua frente, sem nunca deixar seus olhos. Com cuidado e autocontrole tirados de dentro do meu r**o, deslizo a calça de flanela e a calcinha fina pelas pernas macias. O pequeno triângulo no meio de suas pernas parece tão apetioso que me pego deslizando a ponta do nariz por lá, puxando seu cheiro delicioso para mim, agarrando suas pernas e enfiando a língua no espaço fechado, ansioso e guloso por tirar tudo dela. — Cazzo! —Ela geme baixinho, tombando o corpo para frente, enfiando as mãos dentro do meu cabelo como se fosse demais enquanto me esforço, desesperado para c****r o que é meu. Quando me dou por vencido, me levanto, lambendo meus próprios lábios e lhe lanço um sorrisinho. Angel está vermelha de um jeito que nunca vi. Inocentemente, abaixo minhas próprias calças, e faz bem pro meu ego ver seus olhos arregalados quando encara meu m****o. Pegando em sua mão, a levo para debaixo d'água. Angelina Diferente do que pensei, Fabrizio é um santo enquanto tomamos banho. Seus toques e esbarrões parecem distantes enquanto sinto estar queimando de dentro para fora em brasa pura. Avalio os riscos de pular em cima dele, obrigar a me tomar aqui e agora mas me mantenho quieta, derrubando o sabonete vezes demais, sem nunca conseguir uma de suas reações. Onde está o homem que acabou de enfiar a língua em mim? O banho não tem muitas surpresas e enrolada na toalha felpuda, vou até o quarto, começando a procurar o que vestir e senti quando seu corpo pairou atrás do meu e me virei, encontrando-me encurralada. Fabizio acariciou meu rosto suavemente, como se quisesse gravar meus traços em sua mente. Eu estava hipnotizada mais uma vez pela escuridão de seus olhos, que quase não notei quando ele se inclinou brevemente, roçando a ponta do nariz por meu rosto me causando um turbilhão de sensações que sempre que ele se aproximava surgiam de dentro de mim. E então nossos lábios se roçavam. Uma, duas, sete vezes. E quando se tornou insuportável, venci a distância entre nós, deixando a calma de lado. Nós dois sentíamos a necessidade um do outro, de nos pertencermos, de nos encaixar para que as coisas pudessem ser ainda mais completas entre nós. Por isso, tão logo nos afastávamos e já estávamos agarrados novamente. O empurrei, desesperada para chegar até a cama e no meio do caminho, perdi minha toalha, ficando totalmente nua e senti seus olhos gulosos sobre minha pele. Caído na cama, montei-o pronta para dar minha primeira volta no brinquedo que estava doida pra brincar. Queria sentí-lo, queria poder notar o quanto eu o afetava, o quanto ele me queria e desejava, mas ele nos virou no colchão, cobrindo seu corpo com o meu, apertando seu peitoral contra meus s***s, nossas peles se acariciando, arrepiadas e quentes de afeto e necessidade. Sua mão reivindicou meu corpo com ânsia, e tocou tudo que podia, apertando desde meus s***s até minha b***a, quando num puxão, me fez enrolar as pernas a sua volta e se sentou comigo em seu colo. Fabrizio desceu as mãos pelo meu corpo, venerando cada pequena parte que seus dedos contornavam. Segurei seu rosto com as duas mãos, como ele havia feito no nosso primeiro beijo, trazendo seu olhar para o meu. Nossa conexão silenciosa se estabeleceu e eu lhe sorri, sem nenhum temor. — Vai me faz sua, senhor Martinelli. Só sua... Você só meu. Ele curvou os lábios, se inclinando sobre mim para beijar meu pescoço em chupões fartos. Mordi os lábios, me sentindo molhada lá. Fabrizio finalmente segurou seu m****o em uma das mãos, e eu me ergui, o sentindo encaixar na minha entrada. Uniu nossas testas já levemente suadas ao mesmo tempo que forçava sua i********e devagar contra a minha. Cerrei os olhos, sentindo uma boa ardência e ele deve ter visto pois quando reprimi os lábios numa careta de desconforto, freou o movimento. — Eu não quero te machucar. — Sua voz era num tom sofrido de quem não queria parar, mas mesmo assim, fez menção de se retirar da minha carne pulsante. No momento em que percebi, deixei minhas pernas cederem e então ele estava dentro de mim. Doeu. Ardeu muito. Não que eu conheça sobre essas coisas mas ele era bem avantajado e eu estava sendo uma guerreira. Escutei o gemido rouco deixar sua boca quando ele me abraçou, sem se mover, esperando que eu me acostumasse e quando estava pronta mais uma vez, promovi um encontro entre as nossas bocas em mais um beijo profundo, e finalmente ele se perdeu entre as minhas pernas. Rebolou, entrou e saiu, e fui sentindo o bem estar aumentar a cada segundo que me erguia devagar, só para descer de novo e de novo. Deixei a paixão que eu sentia por ele prolongar o momento, sentindo pequenos espasmos de prazer, a temperatura do cômodo se elevando a cada novo olhar e gemidos sôfregos ao pé do ouvido. Por fim, estávamos exaustos, satisfeitos e completos como nunca. — Sabe de uma coisa?— ele disse, ainda tentando se recuperar. — Eu quero passar o resto dos meus dias amando você. Deitada ao seu lado, o olhei tímida. — Já disse que te amo? Seus olhos desceram até os meus. — Não. — Respondeu. — Eu te amo. — Ainda? Eu sorri, ele sorriu e eu me aconcheguei em seus braços. — Sempre.
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