Aline finalmente recebeu alta, mas precisava voltar ao trabalho. Ela tinha que criar a coreografia para o próximo espetáculo, mesmo ainda sentindo dor do assalto. Levou consigo o peso das limitações físicas, mas não queria atrasar nada.
À noite, depois de um dia exaustivo, ela se deitou na cama. O celular vibrou novamente — era Stefan:
Stefan: Como você está se sentindo?
Aline: Um pouco cansada… mas consegui terminar a coreografia. Só porque você me incentivou a criar.
Stefan: Eu sabia que você conseguiria.
Aline: Eu tentei, mesmo sentindo dor… não queria que nada atrapalhasse o trabalho.
Stefan: Eu sei… mas ainda é difícil. Queria poder estar aí com você, te ajudando, mas não posso.
Ela sorriu, mesmo sentindo a tristeza na voz dele:
Aline: Sim… não tem problema. Eu vou entender. Esse é o seu trabalho, a sua carreira, os seus sonhos. Eu nunca vou me opor a isso.
Stefan: Obrigado… você é incrível por compreender isso.
Aline: Eu só preciso aprender a me adaptar, a lidar com essa distância. Mas faz parte de quem você é, e eu admiro você por isso.
Naquele momento, mesmo separados por milhas de distância, o vínculo entre eles ficou ainda mais forte. Havia carinho, cuidado e respeito mútuo — e a certeza de que, apesar das dificuldades, estavam dispostos a construir algo juntos.
Finalmente, Aline terminou a coreografia do dia, recebeu o cachê completo e voltou para Las Vegas. Assim que entrou no apartamento, pegou o celular e ligou para Stefan.
Aline: Já tô no meu apartamento.
Stefan: Ah, que bom! Como foi o dia?
Aline: Péssimo… tô sentindo muita dor no estômago. — disse, com a voz frágil.
Stefan: Isso é horrível… e eu não tô aí com você.
Aline: Quatos meses você vai ficar antes de voltar pra cá… — suspirou.
Stefan: Tô tentando conseguir liberação por três meses… mas ainda tenho que esperar.
Aline: O r**m é que, se morássemos perto, seria difícil pra mim por causa do meu estúdio.
Stefan: Sim… isso não dá, princesa.
Ela sorriu, mesmo cansada, tentando se conformar:
Aline: Então vamos ter que aprender a lidar com a distância mesmo, Stefan.
Stefan: Concordo… vamos aprender juntos.
Apesar do cansaço e da dor, aquele momento de conversa trouxe conforto. Mesmo separados por milhares de quilômetros, o carinho e o cuidado mútuo fortaleciam o vínculo deles, mostrando que a distância não diminuía a conexão que estava se formando.