de volta a las vegas

402 Palavras
Aline finalmente recebeu alta, mas precisava voltar ao trabalho. Ela tinha que criar a coreografia para o próximo espetáculo, mesmo ainda sentindo dor do assalto. Levou consigo o peso das limitações físicas, mas não queria atrasar nada. À noite, depois de um dia exaustivo, ela se deitou na cama. O celular vibrou novamente — era Stefan: Stefan: Como você está se sentindo? Aline: Um pouco cansada… mas consegui terminar a coreografia. Só porque você me incentivou a criar. Stefan: Eu sabia que você conseguiria. Aline: Eu tentei, mesmo sentindo dor… não queria que nada atrapalhasse o trabalho. Stefan: Eu sei… mas ainda é difícil. Queria poder estar aí com você, te ajudando, mas não posso. Ela sorriu, mesmo sentindo a tristeza na voz dele: Aline: Sim… não tem problema. Eu vou entender. Esse é o seu trabalho, a sua carreira, os seus sonhos. Eu nunca vou me opor a isso. Stefan: Obrigado… você é incrível por compreender isso. Aline: Eu só preciso aprender a me adaptar, a lidar com essa distância. Mas faz parte de quem você é, e eu admiro você por isso. Naquele momento, mesmo separados por milhas de distância, o vínculo entre eles ficou ainda mais forte. Havia carinho, cuidado e respeito mútuo — e a certeza de que, apesar das dificuldades, estavam dispostos a construir algo juntos. Finalmente, Aline terminou a coreografia do dia, recebeu o cachê completo e voltou para Las Vegas. Assim que entrou no apartamento, pegou o celular e ligou para Stefan. Aline: Já tô no meu apartamento. Stefan: Ah, que bom! Como foi o dia? Aline: Péssimo… tô sentindo muita dor no estômago. — disse, com a voz frágil. Stefan: Isso é horrível… e eu não tô aí com você. Aline: Quatos meses você vai ficar antes de voltar pra cá… — suspirou. Stefan: Tô tentando conseguir liberação por três meses… mas ainda tenho que esperar. Aline: O r**m é que, se morássemos perto, seria difícil pra mim por causa do meu estúdio. Stefan: Sim… isso não dá, princesa. Ela sorriu, mesmo cansada, tentando se conformar: Aline: Então vamos ter que aprender a lidar com a distância mesmo, Stefan. Stefan: Concordo… vamos aprender juntos. Apesar do cansaço e da dor, aquele momento de conversa trouxe conforto. Mesmo separados por milhares de quilômetros, o carinho e o cuidado mútuo fortaleciam o vínculo deles, mostrando que a distância não diminuía a conexão que estava se formando.
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