Passaram-se alguns dias, e tudo estava certo para Stefan sair do quartel no dia seguinte. Mas, no fim da tarde, o Major entrou na sala dele:
— Stefan… não vai dar pra você sair amanhã. Só daqui a cinco dias.
Ele suspirou, frustrado, mas não havia outra escolha. À noite, ligou para Aline:
Stefan: Princesa… não vou poder ir amanhã. Só depois de cinco dias.
Aline: Ah, não… Stefan! Como assim?
Stefan: Eu também fiquei m*l. Queria estar aí amanhã, mas não posso fazer nada.
Aline: Tá… tudo bem. Desculpa por insistir.
Stefan: Não, não… espera, Aline. Você não falou nada errado. Eu juro que queria estar aí amanhã.
Aline: Tá bom… eu sei. Então vamos guardar a espera, né?
Stefan: Sim… vamos. Cinco dias vão passar rápido, princesa.
Mesmo com a frustração da espera, havia entre eles uma calma confiança. Eles já estavam aprendendo a lidar com a distância e a valorizar cada momento, mesmo que ainda fosse apenas por mensagens e ligações.
Dias se passaram, e a tensão sobre as férias de Stefan continuava. Finalmente, ele decidiu conversar de vez com o Major:
— Chefe, cara… você não consegue adiar um pouco das suas férias por três meses? — perguntou o Major, preocupado com o planejamento do quartel.
— Não, chefe — respondeu Stefan, firme — eu preciso ir ver meu esposa. A gente se fala todo dia, já criamos um vínculo. Eu fiquei m*l, ela ficou m*l… por não podermos nos ver na data combinada.
O Major suspirou, tentando pesar a situação:
— Entendo, mas eu realmente precisava de você aqui.
— Eu entendo, chefe… — continuou Stefan — mas faz muito tempo que não tiro férias. Tenho direito. Tenho duas férias atrasadas e ainda as férias de soldado recém-casado. Eu tenho direito a ficar três meses fora.
O Major balançou a cabeça, sabendo da razão, mas mostrando a dificuldade:
— É que… é complicado ficar três meses fora com um soldado como você.
— Eu sei, chefe — disse Stefan, mantendo firmeza na voz — mas eu preciso disso. Preciso ter uma vida fora daqui também.
O silêncio caiu por alguns segundos. Stefan respirou fundo, sentindo que estava lutando por algo que realmente importava. Por Aline, por eles.
— Vou tentar… — respondeu o Major finalmente. — Mas não prometo nada.
— Obrigado, chefe. — Stefan respondeu, sabendo que era o primeiro passo para finalmente poder viver os próximos meses ao lado de quem amava.
Faltavam apenas dois dias para Stefan sair do quartel. Era noite, e eu já estava tentando descansar, mas a ansiedade não deixava.
Stefan conseguiu, finalmente, dois meses e meio de férias, o máximo que pôde. Era pouco, mas seria tempo suficiente para estarmos juntos.
Pegou o celular e ligou para mim.
— Estava dormindo? — perguntou, com a voz ainda cansada da rotina.
— Não, estava cochilando. Pode falar.
— Consegui dois meses e meio para ficar aí com você.
— Ai, que bom! — respirei aliviada. — Dois meses e meio dá pra gente se curtir um pouco, passear, fazer coisas juntos… mesmo que passe rápido.
— Sim, é verdade — disse ele, com um sorriso que eu podia ouvir na voz. — Mas vai dar tudo certo, Aline.
— Sim… vai dar tudo certo. — respondi, com o coração batendo rápido, já imaginando cada momento que passaríamos juntos.
Por fim, senti uma paz diferente, sabendo que os próximos meses finalmente seriam nossos. Dois meses e meio para fortalecer nosso vínculo, viver juntos e criar lembranças que nenhum obstáculo poderia apagar.