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1839 Palavras
Pandas.... realmente sumi .... não estava bem psicologicamente ainda não estou mas já tinha capítulos prontos desse livro. Fiquei sem celular apresar de escrever agora no tablet eu também uso o celular pois as vezes a vontade de escrever dá em todos os lugares. Venho pedi que comentem no livro até mesmo pra dá ânimo em continuar Sofia A roupa em si escolhida era surpreendentemente branca. Pelo jeito, Mamis havia desistido do vermelho chamativo. Era um conjunto delicado: um sutiã de renda branca que realçava meus s***s, apesar de pequenos, e uma calcinha... peculiar. Não tinha fundo. "Acho que ela veio com defeito," murmurei, analisando a peça com uma sobrancelha erguida, tentando quebrar a tensão que me invadia. As meninas riram em uníssono, um som forçado, sem a alegria de antes. "Nós já vimos suas calcinhas, 'calcinha de vó'," brincou Marina, com um sorriso malicioso, mas seus olhos castanhos brilhavam com uma preocupação genuína. "Não tem erro nenhum, é só pra facilitar as coisas," finalizou Ella, piscando para mim, mas o gesto parecia mais uma tentativa de me tranquilizar do que uma piada. Eu ainda estava me sentindo estranhamente nua, mesmo vestindo aquilo. A fragilidade da renda e a ousadia da calcinha me deixavam exposta e vulnerável. Para completar o visual, havia um robe de plumas branco, leve e etéreo, que m*l escondia as curvas do meu corpo, e uma cinta-liga de renda com meias que subiam sensualmente até minhas coxas. E assim, enquanto a noite começava a ganhar vida lá fora, nas ruas movimentadas de Palermo, as meninas também se arrumaram, cada uma com sua própria aura e experiência, prontas para enfrentar mais uma noite no clube. E eu... por fora, uma máscara de aparente calma, a prática de disfarçar a turbulência interna me tornando especialista em ocultar o pânico que me consumia. Por dentro, cada fibra do meu ser gritava em protesto, mas meus músculos estavam tensos, meu rosto impassível, como uma estátua de ébano prestes a rachar. Mamis pigarreou, chamando a atenção dos poucos clientes que já se acomodavam nos sofás de veludo roxo, seus olhares curiosos e avaliadores varrendo a entrada do salão. A música ambiente, um jazz suave e insinuante, pareceu diminuir de volume, criando uma atmosfera de expectativa tensa e premonitória. "Senhores," Mamis começou, a voz grave e melodiosa ecoando pelo espaço, mas com uma nota de excitação estranha e inquietante. Um sorriso enigmático, quase predador, dançava em seus lábios pintados de um vermelho escuro. "Esta noite, temos uma nova flor em nosso jardim. Uma beleza exótica, uma joia rara que certamente despertará seus sentidos mais... exigentes." Ela fez um gesto teatral em minha direção, e todos os olhares se voltaram para mim. Senti o calor subir pelo meu pescoço, o constrangimento me envolvendo como um abraço sufocante, o sangue pulsando em minhas têmporas. As luzes baixas e coloridas do salão pareciam se concentrar em mim, expondo cada detalhe da minha pele n***a reluzente sob o tecido branco e revelador, como se eu fosse um espécime em exibição. O que ela está fazendo? pensei, a confusão me assombrando. Todas as meninas novas eram apresentadas discretamente, misturando-se gradualmente ao salão. Aquela exibição pública era incomum e me deixava ainda mais vulnerável. "Permitam-me apresentar..." Mamis continuou, um brilho estranho e febril em seus olhos. "Uma jovem com a pele da cor da noite mais profunda, adornada pela suavidade da seda. Observem suas curvas... a cintura fina que se abre em quadris generosos, a promessa de noites... bem aproveitadas." Houve alguns risos baixos e olhares maliciosos, que me fizeram encolher por dentro. "E seus olhos... profundos como poços de mistério, capazes de aprisionar qualquer olhar." Senti um peso opressor em meu peito, um aperto frio em meu estômago. A maneira como Mamis me descrevia, como um objeto de desejo, me deixava nauseada. Um homem corpulento, de rosto avermelhado e um bigode farto e grisalho, pigarreou, a voz rouca e lasciva. "Quanto por essa 'joia rara', Mamis? Parece... apetitosa." Outro, magro e elegante, com óculos de aro dourado e um sorriso cínico, ergueu uma taça de champanhe. "A beleza tem seu preço, meu caro. Mas a exclusividade... ah, a exclusividade não tem limites. Ofereço quinhentos." O primeiro homem bufou, batendo a mão na mesa com força. "Quinhentos? Por uma novata? Dou setecentos!" "Oitocentos," um terceiro homem, mais jovem e com um sorriso presunçoso, elevou a aposta, os olhos fixos em mim com uma intensidade que me deixava desconfortável. "Quero provar essa novidade." Meu estômago se revirou em um nó apertado. Era como se eu fosse um objeto à venda, um pedaço de carne sendo leiloado, e cada oferta me despojasse de um pouco mais da minha dignidade. Meus olhos encontraram os de Ella e Marina, que me observavam com uma preocupação crescente e silenciosa, seus rostos tensos e preocupados. "Mil!" o homem corpulento gritou, batendo a mão na mesa pequena ao lado de seu sofá, a excitação em sua voz me dando ânsia. "E a quero pra primeira hora!" "Mil e duzentos," o homem elegante retrucou, com um aceno displicente, como se estivesse comprando um carro. "E exijo discrição total." A disputa escalonou rapidamente, os valores subindo em incrementos cada vez maiores, a cada oferta me fazendo sentir mais e mais como um produto. As vozes se tornaram mais altas, carregadas de uma excitação lasciva e uma competitividade doentia. "Mil e quinhentos!" "Dois mil!" "Dois mil e quinhentos e uma garrafa do melhor uísque da casa!" Um dos homens, calvo e com uma barriga proeminente, levantou-se, a voz pastosa e embargada. "Três mil! E ela passa a noite comigo!" O homem elegante riu com desdém, um som frio e calculista. "Três mil? Isso é troco pra mim. Ofereço quatro mil!" A atmosfera estava carregada de tensão e desejo, uma energia animalesca que me deixava apavorada. Os homens se encaravam, os olhos brilhando com cobiça, a competição acirrada e desumana. De repente, o homem corpulento se levantou bruscamente, empurrando o mais jovem que havia feito a oferta de oitocentos. "Você não tem dinheiro pra competir comigo, garoto!" rosnou, o rosto congestionado de raiva, as veias pulsando em seu pescoço. "Tem idade pra estar aqui...." "Não preciso da sua permissão pra fazer uma oferta, velho babão!" retrucou o jovem, empurrando-o de volta com fúria. A situação degenerou rapidamente em uma briga física. Empurrões se transformaram em socos, cadeiras foram arrastadas pelo chão com um estrondo, e as vozes antes excitadas agora gritavam de raiva. O jazz suave foi abafado pelo caos da luta animalesca pela minha... atenção. Mamis observava a cena com um semblante impassível, como se aquilo fosse uma ocorrência comum, parte do espetáculo, mas seus olhos brilhavam com um cálculo frio e implacável. Ella e Marina se aproximaram de mim, seus rostos pálidos e preocupados, mas impotentes diante da situação. Eu não conseguia crer que Mamis estava fazendo tal coisa comigo... "Sofia, você está bem?" sussurrou Ella, segurando meu braço com firmeza, a voz tremendo levemente. Eu estava paralisada pelo horror e pela humilhação, o medo me prendendo como raízes em um pesadelo. Aquilo era real? Aqueles homens estavam brigando por mim como se eu fosse um objeto sem valor, despojando-me de toda a minha humanidade? O constrangimento inicial havia se transformado em um medo visceral, gelado, que me paralisava os membros. "Eu... eu quero ir embora," consegui murmurar, a voz um fio trêmulo, quase inaudível. "Calma, senhores, calma! Está assustando a jovem!" Mamis elevou a voz, um tom de autoridade cortando o crescente alvoroço da briga, embora seus olhos brilhassem com um cálculo frio e implacável. Os seguranças, até então discretos nas sombras, começaram a se aproximar, prontos para intervir na crescente violência. "Estamos aqui pra nos divertir, não pra brigar," continuou Mamis, seu olhar percorrendo os rostos tensos e excitados dos homens. "Lembrem-se do que temos diante de nós. Uma beleza rara, como eu já disse. Mas há mais..." Ela se aproximou de mim, passando um braço ao redor da minha cintura, um toque possessivo e frio que me fez estremecer por dentro. "Sofia," Mamis prosseguiu, sua voz agora mais confidencial e sugestiva, como se revelasse um segredo valioso para aumentar o meu valor e atiçar ainda mais a cobiça daqueles homens. "Apesar da sua beleza... digamos... selvagem, há uma pureza nela. Uma castidade intocada que... vocês compreendem bem, cavalheiros, convenhamos, é uma raridade nos dias de hoje." Ela deu uma risada curta e significativa, observando o efeito de suas palavras nos homens, atiçando seus desejos mais primitivos. "E necessário paciência... delicadeza... e ter o controle..." Os olhares curiosos e lascivos ganharam uma nova nuance, uma mistura de cobiça e um certo... desafio? A ideia de "conquistar" algo intocado parecia despertar um interesse ainda maior. "Eu esgoli seco .... sabia do meu propósito....e tudo vai passar quando acabar"...me convencia O homem elegante, que havia oferecido quatro mil, pigarreou novamente, a taça de champanhe cintilando em sua mão trêmula. "Casta, você diz? Isso eleva o preço, sem dúvida. Cinco mil." O homem corpulento hesitou por um instante, a raiva da briga anterior ainda visível em seu rosto. Mas a palavra "casta" pareceu reacender sua excitação. "Cinco mil e quinhentos!" O homem mais jovem, que havia sido empurrado, endireitou a camisa com um resmungo. "Se ela é realmente como diz... seis mil!" Mamis sorriu, satisfeita com o rumo dos acontecimentos. "Vejam só, cavalheiros. O apreço pela raridade é sempre recompensador. Seis mil... uma excelente oferta para começar a desvendar os mistérios de Sofia." Ela apertou levemente minha cintura, um aviso silencioso. "Lembrem-se, estamos falando de uma experiência... única. Uma tela em branco esperando para ser pintada." Sua voz insinuava possibilidades, atiçando ainda mais a imaginação dos presentes. A disputa recomeçou, impulsionada pela nova informação. Os preços subiam, acompanhados por olhares cada vez mais intensos e promessas sussurradas de noites inesquecíveis. A briga anterior parecia ter sido esquecida na ânsia de possuir aquela "jóia rara" com um suposto véu de pureza. Meu constrangimento se aprofundava a cada oferta, a cada olhar que me desnudava com uma avidez crescente. Eu era um objeto de desejo, um troféu a ser conquistado a qualquer preço. No meio do leilão crescente, quando a oferta já beirava os dez mil e os olhares famintos se multiplicavam em minha direção, um homem grande, ombros largos e um rosto marcado por cicatrizes, aproximou-se de Mamis. Ele se inclinou, sussurrando algo em seu ouvido. A reação de Mamis foi imediata e chocante. Seu rosto, antes pintado com uma máscara de profissionalismo calculista, empalideceu visivelmente. Seus olhos arregalaram, e por um breve instante, sua compostura elegante se esvaiu, revelando um medo genuíno. Seus olhos encontraram os meus por uma fração de segundo, um olhar rápido e aflito antes de se voltarem para o microfone em suas mãos trêmulas. Ela pigarreou, a voz falhando, muito distante do tom melodioso e confiante de minutos atrás. "Senhores... me... me perdoem..." Sua voz gaguejava, cada palavra custando um esforço visível. "Houve... houve uma... uma mudança de planos..." Ela evitou meu olhar, fixando seus olhos em um ponto qualquer acima da multidão.
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