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Alice, a Superfície de Uma Menina Profunda

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Sinopse

Quer ler uma história para ficar presa do início ao fim? Está no lugar certo!

Emoção, romance, drama e tragédias. Uma história envolvente abordando temas como a***o, exploração e prostituição. Essa é a história de uma menina ingênua, romântica e cheia de sonhos, superando barreiras e enfrentando as dificuldades para sair de uma situação terrível.

E quando tudo parece entrar nos eixos, desmorona outra vez, mas ela sempre levanta e dá a volta por cima, conheçam Alice.

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A infância sempre deixa marcas, sejam elas boas ou ruins...
Oi abusadas, meu nome é Alice, e a história que quero contar para vocês, começa a alguns anos atrás, quando eu tinha 6 anos... Era só uma menininha e vi meu pai falecer. Não sabia muito bem o que estava acontecendo, eu não entendia nada sobre o que era a morte, e por que o meu paizinho. Só fui entender melhor alguns anos depois, quando na escola, todo mundo tinha um pai para entregar seus trabalhinhos de dia dos pais, e eu não sabia o que fazer com os meus. No primeiro ano, levei para casa e entreguei a minha mãe. Ela, com os olhos tristes, me disse para entregar ao meu irmão, de 16 anos, que morava com a gente. Assim o fiz, e pude ver uma lágrima escorrer em seus olhos, ao pegar da minha mão e me abraçar. Depois, entendi que aquilo nos deixava tristes, e então, no dia dos pais, eu fazia os trabalhinhos e os jogava no lixo do banheiro da escola, antes de ir para casa. Assim ninguém precisaria sofrer mais nesse dia. Morávamos em uma casa linda, com um terreno enorme, um cachorro vira latas que adotamos a alguns anos. Como o terreno era grande e o cachorro apesar de ser grande, era super dócil, ficava solto, livre em todo pátio. A casa não era luxuosa, mas para mim, naquela inocência de criança, era tudo o que eu precisava. Moravamos eu, minha mãe, minhas duas irmãs e meu irmão. Meus irmãos desde cedo aprenderam a trabalhar e ganhar a vida. Minhas irmãs tinham só 11, e 14 anos, e trabalhavam de diarista em uma casa de família. Somos de uma família humilde, e desde que meu pai faleceu, minha mãe tem dado conta de tudo sozinha, e como a dificuldade as vezes aperta, e minha mãe tem problemas de saúde, meus irmãos também foram trabalhar. Como eu ficava a maior parte do tempo sozinha, costumava brincar sempre em um campo com muitas árvores que tinha ao lado da minha casa, brincava sozinha, sempre gostei disso. Ficava nesse campo por horas, quando minha mãe me deixava sair. Até que em um fim de tarde, quando eu estava com quase 8 anos, eu brincava ali como sempre, e apareceu um senhor. Muito simpático ele perguntou onde eu morava, contei. Me mostrou apontando com o dedo, onde era sua casa. Era logo ali atravessando para o outro lado do campo. Minha mãe sempre me proibiu de ir para aqueles lados. Ela dizia que ali era perigoso, pois tinham muitas árvores e mato, chegava a ser escuro de longe. Esse senhor me convidou para ir em sua casa buscar uns doces que ele havia comprado, de princípio eu disse que não podia, expliquei o que minha mãe sempre me falava sobre acompanhar, ou falar com estranhos, e também me lembrei que ela me daria uma surra, e não me deixaria mais sair se me pegasse dando tréla pra esse estranho. Mas como ele insistiu, e disse que me traria de volta até esse lado para não ter perigo, eu aceitei. m*l sabia eu que o perigo iria me acompanhar. Chegando lá, ele me deu os doces como prometido, e me convidou para entrar. Eu disse que não, que precisava ir porque já ia escurecer e meu irmão viria atrás de mim, e ia levar uma bela surra da minha mãe se ela soubesse que eu atravessei o campo. Ele concordou, e como prometido me levou até o outro lado. No outro dia, ele estava lá novamente, só que dessa vez um pouco mais cedo. Me convidou para ir novamente, e disse que tinha uma surpresa para mim. Eu toda carente de atenção, e animada pela nova amizade, fui. Chegamos lá e ele me chamou para entrar. A casa era escura, meio assustador se eu estivesse lá sozinha. Tinham poucos moveis, e nenhum porta retratos (sempre fui muito boa com os detalhes). Passamos por um corredor de piso bruto, era tudo tão limpinho, não tinha um pozinho em nada! Entramos em uma porta no fim do corredor, no que parecia um quarto. Quando ele acendeu a luz, pude ver ali o sonho de qualquer menina da minha idade! Muitas bonecas, o quarto todo rosa, com uma caminha com lençol e cortinas da Barbie. Fiquei encantada com tudo aquilo e fui logo perguntando toda empolgada: - tem uma menina que mora aqui?! Cadê ela? É sua filha? Ele disse que não, que fez esse quarto por que se sente muito sozinho, e que gosta de ver as crianças brincando felizes ali. Disse que eu podia brincar ali enquanto ele ia fazer um suco para nós. Tinha um estojo de canetinhas coloridas que eu fiquei apaixonada! Meu sonho sempre foi ter um desses, tantas cores, tudo tão lindo, minha mãe nunca pode comprar um assim para mim. Coitada, ela fazia o que podia, eu sei, não era fácil para ela sozinha com uma criança, e 3 adolescentes. Meu irmão ao invés de estar pensando em uma faculdade, teve que parar os estudos para trabalhar e ajudar em casa. Eu fiquei ali fazendo desenhos com as canetinhas e nem percebi o tempo passar. O senhorzinho me trouxe o suco, era de manga, eu adorava suco de manga. Tomei logo dois copos, fazia calor e estava com muita cede. Quando terminei, entreguei o copo a ele, agradeci, e disse que agora tinha que ir, para que minha mãe não desse minha falta. Ele concordou e disse que como combinado me levaria até o outro lado para não ter perigo. Perguntou se eu gostei das canetinhas, eu disse que amei. Ele falou que eu poderia levar se quisesse. Eu disse que não, pois teria que explicar a minha mãe onde consegui e ela iria brigar comigo. Ele disse: - Então elas são suas, e você pode vir aqui brincar com elas sempre que quiser. Esse será nosso segredo, Alice! Eu ia pelo menos 3 vezes na semana na casa do meu novo amigo, ficamos muito próximos, ele me fez prometer que nao contaria nada a ninguém, para que nao brigassem comigo em casa, e assim eu fiz, pois gostava muito de estar lá com ele. Até que um dia, ele me chamou no outro quarto ao lado, me disse que era o quarto dele. Me falou para sentar em seu colo, que queria me mostrar uma coisa. Eu fui. Sentei no colo dele e ele me mostrou algumas fotos de crianças, todas mais ou menos da minha idade, meninas e meninos, perguntei: - quem são? Ele respondeu: - são meus amiguinhos, assim como você! Me olhou e sorriu, tirando uma mecha do meu cabelinho loiro que caia sobre o rosto, enquanto dizia: - se você continuar sendo uma boa menina, logo vou ter uma foto sua aqui também. Em seguida, pegou uma revista, onde tinha muitas mulheres peladas, ficava me perguntando se eu achava aquilo bonito, mas eu não estava gostando daquela brincadeira mais, e falei que já estava na hora de ir embora. Ele me deixou sair, e quando levantei do colo dele pude perceber que a bermuda de tactel azul clara dele, estava com uma mancha mais escura, passei a mão em meu vestidinho azul florido, e percebi que estava um pouco molhado. Pensei que podia ser suor, já que estava muito calor. Fui embora. Ele se trocou, e me levou, sempre falando que eu não podia contar nada a ninguém, para que minha mãe não brigasse comigo. Eu não contaria jamais! Minha mãe me deixaria com as pernas toda marcada de vara ou cinta. Ela não tinha muita paciência para conversar, com ela ou era tudo certinho, ou o couro comia. Corri para casa, e quando entrei ela veio, brava e preocupada, perguntar onde eu estava - Onde você se enfiou menina?! Fui te procurar e não te achava em lugar nenhum! - Estava brincando com a Marcia mãe, dai ela me chamou para ir no mercadinho com ela. O mercadinho era a 3 quadras dali, então essa desculpa poderia funcionar. Ela falou: - E quem te deu permissão para sair daqui sua moleca desobediente?! Eu falei para não sair dali! - Desculpa mãe, não vou fazer mais - Espero que não mesmo, se não já sabe o que vai acontecer! Dois dias depois, eu queria sair para brincar, e ela não queria deixar, eu teimei, e fiquei insistindo, como sempre, muito teimosa. Ela então pegou o cinto que meu pai usava. Um cinto grosso, com fivelas grandes e pesadas. Começou a me bater nas pernas, eu colocava as mãos, na esperança que doesse menos, mas não sei o que Era pior, porque meus dedinhos ardiam com cada puxada do cinto. Até que em uma, eu consegui segurar e puxei da mão dela, mas como ela era mais forte, minha mão estava doendo, então soltei, e no impulso, ela puxou forte, e bateu em um quadro com foto do meu pai que estava na parede. Aquilo doeu em mim, pois eu gostava muito daquela foto. As vezes sentava ali e ficava olhando pra ela só para não esquecer o rosto dele. O tempo estava passando, e eu queria lembrar dele pra sempre, mas o sentia cada vez mais distante em minha vida, nas memórias, e nem sonhar mais com ele eu conseguia. Quando o quadro se quebrou, ela me bateu com mais força, me fazendo quase urinar nas calças, já tinha uma marca que estava sangrando, então ela parou, guardou o cinto, juntou o vidro do porta retratos que estava no chão, e disse: - olha o que você fez garota! Se seu pai estivesse aqui, estaria muito triste com você. Ele não precisava estar triste comigo, eu mesma já estava, não queria ter quebrado. Eu estava chorando, e hoje nem me lembro mais se a dor da surra era maior do que a da culpa. Ela continuou dizendo: - não queria sair? Vai lá agora! Vai mostrar para suas amigas como são as pernas de uma garota teimosa. Como eu sou teimosa mesmo, e orgulhosa desde pequena, engoli o choro, limpei o rosto nas mangas da blusa e sai, bem plena, com a cabeça erguida, toda dolorida e marcada, mas orgulhosa porque consegui. Fui para o meu esconderijo, lá chorei mais um pouco, até que vi o meu novo amigo. Ele se aproximou e como viu que eu estava chorando, foi logo perguntando o que aconteceu. De princípio fiquei com vergonha de contar que levei uma surra da minha mãe por ser teimosa, mas como ele insistiu, acabei contando a verdade. Ele foi sentar ao meu lado na grama para me consolar, já que eu havia voltado a chorar enquanto contava o que aconteceu. Quando ele sentou, sem querer encostou a perna na minha, e como ainda doia muito, eu dei um leve gemido e reclamei de dor. Ele perguntou o que Era, eu puxei um pouquinho a calça pra ver, e estava sangrando um pouco uma das marcas. Ele pegou em minha mão e disse: - vamos pequena menina, eu vou cuidar de você, vou cuidar do seu machucado. Eu disse que não precisava, não era a primeira vez que minha mãe me cortava de cinto, e nunca recebi ajuda e nem por isso morri né. Mas ele ficou insistindo, e disse que eu poderia brincar um pouco e me distrair, acabei aceitando

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