3 meses, 1 trimestre ou 12 semanas, 90 dias ou 2160 horas. 1/4 de um ano.
Três meses as vezes parecem se passar em um estalar de dedos quando estamos em uma rotina agitada, podem parecer uma década quando estamos ansiosos para a viagem dos sonhos ou pelas tão esperadas férias.
Três meses pode parecer uma vida inteira de dor e sofrimento quando se está sem notícias das pessoas que você mais ama no mundo, dos seus melhores amigos, dos seus irmãos.
De fato, Bailey e Joalin estavam expostos a perigos, doenças, animais e a toda força da natureza, mas tinham a segurança de estar bem e de saber que todo o resto estava seguro.
Para Sabina, a situação era bem mais assustadora. Ela não sabia se estavam vivos ou mortos, seguros em uma ilha ou sequestrados, velejando no meio do oceano ou tentando voltar para casa em um país desconhecido.
A latina os amava tanto e sentia uma falta absurda dos dois, sentimento esse tão forte, que a morena seria capaz de trocar de lugar com eles, se fosse possível. Apenas para vê-los bem e em segurança.
Ela havia parado sua vida nesses últimos três meses. O mundo havia virado de cabeça para baixo para a mexicana.
A notícia do desaparecimento dos dois correu cada canto do mundo, tornando o Now United extremamente conhecido, em uma proporção inimaginável.
As músicas batiam recordes e recordes de vizualições, suas redes sociais bombavam e os integrantes viraram máquinas de fazer dinheiro.
Porém, era impossível continuar.
Trocavam tudo isso, todo sucesso, fama e dinheiro por saber onde Bailey e Joalin estavam.
No primeiro mês, os amigos se reunirão em Los Angeles, assinaram acordos para a pausa em suas carreiras e mobilizaram buscas pelos dois. Faziam correntes de orações, buscavam ajuda para todos os deuses, de todas as crenças.
No segundo mês, era hora de voltar para casa. Não eram vistos na rua, não falavam sobre o assunto e pouco conversavam entre si.
No terceiro, as coisas pareciam começar a voltar para a rotina, entrevistas curtas eram dadas, aos poucos voltavam para as redes sociais, a praticar atividas corriqueiras e se preparar para a o rumo que suas carreiras poderiam tomar.
O sentimento era de perda, Sabina era a única que ainda acreditava que pudessem ser encontrados e ainda mais, encontrados vivos.
Para os outros, era como se tivessem perdidos irmãos, choravam, estavam tristes e abalados, perdidos porém começavam a se conformar com a ideia de nunca mais ve-los.
Sabina nunca pararia. Ela havia prometido para si mesma e para quem quisesse ouvir que não desistiria de achar os amigos, e mais, que os achariam vivos.
Todos os dias, ela saia com a equipe de buscas para procura-los. Ainda não havia voltado para casa e dedicava todo seu tempo em busca pelos desaparecidos. Com exceção das consultas com a psicóloga, que tinha duas vezes por semana.
Ela não iria desistir, cumpriria sua promessa até encontra-los.
Porque ela tinha certeza que iria.