Joalin mais uma vez foi a primeira a acordar. Como de costume foi direto até o lago, tomar banho antes de comer.
Quando percebeu que ficaria naquela ilha por mais tempo que o esperado, a loira sabia que seu corpo sofreria mudanças. É claro que isso não era muito importante para a situação que estava vivendo, na verdade era a menor de suas preocupações. Mas ela não deixou de pensar e refletir sobre isso, sempre foi magra naturalmente e com a carga de exercícios físicos que costumava fazer não se preocupava muito com o peso ou com a alimentação pois sabia que não tinha facilidade de engordar.
Na ilha, a finlandesa se via obrigada a se acostumar com uma alimentação restrita. Isso era bom por um lado, já que se via livre de frituras e refrigerantes, por exemplo. Mas ela se preocupava se seu corpo estava recebendo nutrientes suficientes para que mantivesse sua saúde em dia.
Apesar da situação dos dois parecer entediante, Bailey e Joalin se viam fazendo exercícios pesados quase sempre. Tudo para manter a segurança da cabana e deles mesmos.
Com todos esses fatores, a loira acreditava que iria ficar cada vez mais magra, o que não estava acontecendo na prática.
A forma como seu corpo estava agindo com a vida que estavam levando perdidos era um pouco estranha.
Seus s***s estavam maiores e mais sensíveis do que nunca, ela que sempre teve pouco peito, se sentia uma nova Kardashian. Porém também estavam mais sensíveis, assim como sua barriga bem inchada, seu quadril estava um pouco mais largo.
Loukamaa culparia a menstruação atrasada pelos efeitos colaterais, ela não se preocupava muito já que seu ciclo nunca foi regulado e como foi forçada a parar o anticoncepcional após a chegada na ilha, a ausência da menstruação parecia justificável, além de um motivo para agradecer.
Porém naquela manhã em específico ela se preocupou. Sentia seu corpo cansado e um enjoo praticamente incontrolável.
Não é difícil de imaginar a primeira possibilidade que passou em sua cabeça.
Gravidez.
Joalin nunca pensou em ser mãe, na verdade não planejava ter filhos. Mas também não era como se ela abominasse essa possibilidade.
Mas ali? Perdida em uma ilha deserta?
Não, não era isso. Não poderia ser.
Ela se veria perdida com uma criança em sua vida normal, imagine na situação que estavam vivendo. Não saberia o que fazer, por onde começar, seria um desastre.
Pouco antes de chegar até o lago, precisou correr e vomitar. Seu estômago parecia querer sair de seu corpo e por mais que ela estivesse com muita fome, não sabia se conseguiria comer.
Não era a primeira vez que isso acontecia, ela já se sentia m*l a mais de um mês e as vezes acordava desse jeito, mas foram poucos os dias que chegou a vomitar.
Já havia pensado na possibilidade de estar grávida mas sempre descartou essa ideia muito fácil, além de esconder os sintomas de Bailey.
Pela primeira vez, a opção parecia martelar em sua cabeça.
Na verdade ela já sabia, ou melhor, ela desconfiava mas naquela manhã teve certeza.
Não sabia como, mas o sentimento em seu peito comprovava isso.
As coisas pareciam não querer se encaixar, dessa vez, não conseguiu esconder o enjoo matinal do filipino, que encontrou-a vomitando na beira do lago.
-Você tá bem? -correu até a europeia, segurando seus cabelos. Ela demorou um tempo para conseguir se recuperar, passou um tempo de cabeça baixa e lavou a boca com a água corrente, quando finalmente voltou a ficar de pé, sentiu-se tonta e com a visão escurecida. Segurou o braço do asiático por breves segundos, até finalmente voltar a si e se sentir segura.
- Tô, eu só devo ter comido alguma coisa que não me fez bem
-Então por que tá chorando?
- Eu não tô chorando- limpou as lágrimas
- Não precisa mentir, eu sei que você tá chorando. Você se machucou? Tá com alguma dor?
- Não Bailey, eu tô bem
- Você tá com saudades de casa? Por que eu também tô e é normal
-Eu tenho muita saudade de casa e do mundo, mas eu já disse que não tô chorando.
-Lógico que tá, Joalin. Eu não sou burro, você tá me deixando preocupado.
- Eu tô bem Bay, só tô chorando porque odeio vomitar. É isso- falou a primeira coisa que apareceu na sua cabeça- Tenho medo de ficar doente aqui e não ter o que fazer
- Eu vou fazer um chá pra você com aquelas plantas. Você vai ficar bem, não vai ficar doente.
- Tudo bem
-Deve ter sido o peixe que comemos ontem,- ele se embolava nas palavras, falando rápido e tentando acabar com aquele momento r**m e confortar a finlandesa- ele não tava com o cheiro muito bom, sabia que era melhor não ter comido e
- c*****o Bailey, eu tô grávida- afirmou com certeza, cortando o garoto.