MILK

937 Palavras
Bailey despertou confuso com a luz do sol em seu rosto, não se lembrava de como adormeceu na noite anterior. Ele acreditou ter dormido nos braços do furacão loiro, logo após chorar por horas em seu ombro. A tempos o asiático não se sentia tão vulnerável como estava na noite anterior. O medo da solidão se fez presente, May acreditava que por um motivo Joalin foi parar naquela ilha com ele, seriam apenas os dois até serem encontrados. Não queria que a única pessoa que poderia estar do seu lado não tivesse uma boa convivência com ele nesse período. Era Joalin Loukamaa, eles se conheciam a anos, implicavam entre si o tempo todo e perturbavam Sabina . Eram melhores amigos e nunca haviam brigado, não seria uma ilha deserta, e aparentemente paradisíaca que estragaria isso. Ele pensou sobre o motivo do que estava acontecendo, com certeza havia um. Talvez só passasse mais algumas horas perdido, mas o filipino tinha a constante sensação de que sua "vida na sociedade" seria marcada pelos acontecimentos daquele período. Quando tomou coragem para levantar do bote, precisou ser cuidadoso para que a finlandesa não acordasse, já que ela tinha o corpo entrelaçado ao dele. Antes de qualquer coisa, o filipino juntou pequenas pedras escuras para escrever o maior SOS que conseguiu sobre a areia clara da praia. O trabalho foi cansativo e demorado, mas necessário se quisessem ser encontrados com facilidade. Quando acabou, sentia seu estômago pedir por uma comida salgada, porém tudo que conseguiu foram algumas frutas. Bailey juntou mais que o necessário para o café da manhã, talvez fosse o suficiente para que ele e a loira passassem o dia. Cocos, bananas, acerolas, goiaba, mangas. Depois de comer, deu graças a Deus por ter trago sua escova de dentes e uma pasta cheia. Joalin acordou horas mais tarde, ao seu lado, não estava mais o moreno, mas sim as frutas por ele juntadas. Depois que seus olhos claros se acostumaram com a claridade, se sentou sobre o bote. As roupas de Bailey pela areia logo foram avistadas, ela comeu algumas das acerolas, estava faminta. O mais novo saiu do mar com os cabelos pingando e com gotículas de água escorrendo pelo abdômen. Vestia apenas uma boxer preta, a finlandesa suspirou com a cena e negou em seguida, voltando para a realidade. -Bom dia Jojo- Já juntei algumas frutas e escrevi o sos na areia -Bom dia Bay- respondeu meio perdida- Já tô comendo essas acerolas.  Daria tudo por um café. -O problema é que aqui só tem três opções de bebida- se arrependeu da piada assim terminou de falar. A loira sonolenta ainda tentava lembrar das três bebidas- Ok, pessima piada- balançou o cabelo tentando tirar o excesso de água. Joalin finalmente entendeu a piada, sentindo suas bochechas corarem em seguida -Água, água de coco, acho que o leite eu dispenso. - procurou sua garrafa. O bom humor matinal do asiático irritou-a um pouco, a piadinha mais ainda. Respirou fundo, seu estresse não era nado comparado a tudo que estava acontecendo em suas vidas. Ela se esforçou para lembrar o dia da semana e a data, levantando em seguida. Bailey se sentou no lugar da garota, vendo-a se desfazer da roupa enquanto caminhava até até o mar. Joalin sentiu vergonha quando lembrou da pequena lingerie preta que vestia e mais ainda da vermelha guardada em sua mochila. Bailey tentou desviar o olhar do corpo da loira, mas sua b***a parecia chamar o nome do filipino. O que aconteceria com seus hormônios se continussem naquela ilha? A loira permitiu que as ondas batessem contra seu corpo e mergulhou na água morna em seguida.  Por um segundo, Loukamaa se imaginou vivendo nessa ilha por um tempo, não demorou para preocupações atingirem sua cabeça. "O que vou fazer quando tiver menstruada?", "Preciso achar plantas anestesicas", "Não vamos aguentar viver de frutas, precisamos pescar". Ela sabia que não seria fácil. Mesmo afastada da areia, conseguiu observar a troca de roupa do filipino, ele trocou a boxer vermelha por uma branca. A europeia percebeu que forçava a visão para observar os detalhes do corpo nu do garoto e mergulhou logo em seguida, com vergonha do seu ato. Quando voltou a superfície, ele juntava suas roupas pelo chão, provavelmente lavaria durante o dia para a noite conseguir usá-las limpas. - Você sabe que não vamos conseguir lavar roupa todo dia né? - caminhou até o moreno -Vou ter que ficar de cueca sempre que tiver que lavar- ele bufou- Mas hoje realmente preciso. -Deveria ter tirado o sal do corpo antes de se vestir -Merda Joalin pegou dentro da bolsa suas peças limpas e os dois fizeram a curta caminhada até a lagoa. Ela mergulhou permitindo que as cascatas levassem o sal embora de seu cabelo e passou os dedos entre os fios. Bailey se jogou na água em seguida, fazendo o mesmo processo que a loira. -Vira de costas- ela pediu assim que saiu da água, finalmente vestindo a lingerie vermelha. Ela esfregou as roupas usadas nas pedras e depois as jogava para o filipino que enxaguava e torcia as peças. -Vou pendurar naqueles galhos das árvores mais baixas- saiu da água. Joalin encarou-o de cima a baixo, parando sobre o tecido branco, agora transparente no corpo do garoto. Bailey acompanhou o olhar da garota - Já sei, não deveria ter trago cueca branca. Em minha defesa não sabia que ia ficar perdido em uma ilha e usar como sunga. - a finlandesa apenas deu de ombros, para a surpresa dele. -Use a cueca que quiser- finalmente desviou o olhar e seguiu para a praia.
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