Capítulo 2: Justiça

2848 Palavras
A ambulância levou o corpo do idoso em um saco preto, o neto acompanhou tudo de perto e eles foram embora na ambulância. Os guardas ficaram no banco, que ficou interditado. Eles receberam alguns curativos. - Quem aquele cara pensa que é? - resmungou o marrento. - Ele quebrou seus dentes, cara. - comentou outro. - Eu vou quebrar os dele na próxima vez que esbarrar com ele por aí. - Não arranjem mais confusão, temos que ficar na encolha até o negreiro terminar de ser abastecido. - comentou o terceiro guarda. Os três estavam com uma bolsa de gelo na cabeça. De repente eles ouvem a tranca da saída dos fundos cair no chão. - Ouviram isso? - É sério que alguém está tentando roubar um banco interditado? Um dos guardas deixou o saco de gelo de lado e sacou a pistola, e foi andando devagar até os fundos do banco. - Tá vendo alguma coisa? - perguntou um dos guardas. O guarda que estava indo averiguar estava quase virando o corredor à esquerda, e ele bruscamente se vira mirando, depois vira pro outro lado, mas não vê ninguém. - Ninguém aqui, vou checar a porta. O guarda foi até a saída dos fundos, e encontrou a porta aberta e a tranca da porta caída no chão e quebrada, não tinha marca de tiros, então ele concluiu que alguém deve ter quebrado com alguma ferramenta. - Viu alguma coisa? - um guarda perguntou no rádio. Mas antes que ele pudesse responder, o guarda que estava olhando a fechadura no chão, ouviu um barulho atrás e se levantou mirando, mas alguém segurou a mão dele e quebrou apertando com força. Em seguida, o guarda levou uma cabeçada forte e caiu no chão, com o nariz sangrando. Ele tenta olhar quem estava atacando ele, e vê um homem forte e alto, usando casaco escuro, luvas de cirurgia e ele estava terminando de pôr uma máscara de gás no rosto e um capuz, jogando uma mochila para um canto. - Desgraçado... quem é você?! - gritou o guarda, gemendo de dor e segurando a mão quebrada. - Eu sou a justiça. - falou o mascarado. Ele deu um chutão na cara do guarda e em seguida pisou na mão quebrada dele, então ele começou a chutar consecutivamente a cara do guarda, que ficou com o rosto todo machucado. Para finalizá-lo, o mascarado segurou o guarda pela camisa e foi arrastando ele até a porta, e deixou a cabeça bem no meio das duas portas de saída. Então o mascarado pegou a porta e começou a abrir e fechar batendo na cabeça dele com força e dizendo: - Vocês mataram um inocente! Covardemente mataram um idoso! O mascarado batia ainda mais forte, até que ele quebra o crânio do guarda e a cabeça dele abre, jorrando muito sangue e o guarda morre. Vendo o guarda morto, ele tira a máscara, e James respira ofegante, olhando o estado que deixou ele. - Paul, tá tudo bem aí? - alguém falava no comunicador do guarda morto. James pega o comunicador e tem uma ideia. Os dois guardas restantes estavam na entrada, apreensivos. - Ele não tá respondendo. - um falou pro outro. - Deveríamos ir atrás dele. - Vai você! - disse o marrento. - Medroso. O segundo guarda pegou sua arma e foi andando devagar, até metade do corredor, quando de repente uma janela de vidro da sala ao lado do guarda quebra, e o mascarado pula em cima dele, dando um soco na cara do guarda e batendo a cabeça dele contra a parede, com tamanha a força do soco. O marrento, que estava na portaria, pega sua arma e mirou no mascarado, que olha pra ele, mostrando sua máscara de gás escura com lentes brancas. Ele segura a pistola contra o mascarado tremendo bastante, e aos poucos ele anda pra trás tentando sair pela porta giratória, porém ela estava travada. O guarda que levou o soco se levanta devagar com a cabeça sangrando, e ele se vira pro mascarado e tenta acertar um golpe nele de surpresa, porém o mascarado segura o punho dele e torce, depois bate a cabeça dele na parede novamente, fazendo escorrer ainda mais sangue. O marrento fica desesperado tentando passar pela porta giratória, enquanto isso, o mascarado pega a cabeça do guarda que ele havia batido na parede, depois pega um canivete em seu bolso e enfia dentro da boca do guarda, e vai rasgando a gengiva dele toda enquanto o guarda grita desesperadamente de dor. Depois de muitas tentativas, o guarda marrento desiste de tentar abrir a porta e mira a arma no vidro, mas tinha uma placa logo ao lado escrito: "Vidro à prova de balas" Ele ficou ainda mais desesperado e apertou um botão de alarme na recepção, porém o alarme não funcionou, depois ele tentou ligar pra alguém, mas os telefones não tinham linha, e ainda tentou ver o que conseguia com as câmeras de segurança, mas elas também estavam off. O mascarado finalizou o guarda dando soco com força dentro da boca dele, soltando todos os dentes dele de uma vez e fazendo ele vomitar sangue, mas o mascarado tampou a boca dele com a mão e furou os dois olhos dele com o canivete, e segurou o vômito dele até o guarda morrer engasgado com o próprio sangue. Só o marrento sobrou, ele começou a se mijar nas calças e suas pernas tremiam muito, ele m*l conseguia mirar direito no mascarado. - F-FIQUE LONGE DE MIM! Calmamente, o mascarado vai andando até ele, completamente sujo de sangue. - O-OQUE VOCÊ QUER COMIGO? EU TENHO DINHEIRO! EU POSSO TE PAGAR! - Sim, você vai pagar, mas com a sua vida. O marrento começou a puxar o gatilho, mas o click só demonstrava que ele estava sem munição. - Você é um segurança tão meia boca que não se lembra nem de carregar o próprio revólver. - o mascarado falou rindo. Ele observava como o último segurança m*l conseguia se manter em pé, tremendo muito do medo, e numa tentativa desesperada, ele joga a arma no mascarado, que só agarra a arma no ar e desmonta ela toda num instante, jogando as peças longe. - QUEM É VOCÊ?! O QUE FOI QUE EU FIZ? - Você matou um idoso indefeso, deixou o neto sem amparo e uma família de luto. Ele só queria cuidar da própria saúde, e vocês mataram ele por causa de uns trocados e uma cadeira. Sem escapatória, o marrento veio tentar dar um soco nele, mas o mascarado imobilizou o braço dele e quebrou, fazendo o guarda gritar, mas ele ainda sim não soltou, e ficou apertando cada vez mais, e o guarda chorava de dor. - TÁ BOM! TÁ BOM! ME DESCULPA CARA, EU SÓ FAÇO BESTEIRA! - ele choramingava. - Desculpas não vão reparar o m*l que você causou. Ele empurra o guarda, fazendo ele bater com o olho na quina da mesa de recepção. O guarda chorava de dor, com o olho direito furado e gritando muito. - Qual o problema? Achei que você tinha dito que ia quebrar meus dentes na próxima vez que me visse. James tirou a máscara, e o guarda viu o rosto dele, e ele ficou furioso. - QUEM VOCÊ PENSA QUE É? O QUE ACHA QUE ESTÁ FAZENDO?! - Alguém tem que ensinar boas maneiras para canalhas que nem você, já que a justiça desse sistema é falha. O guarda parou de gritar e riu dele, então ele falou em tom de deboche: - Você acha que é algum tipo de Anarquista? James pôs a máscara de volta, e disse: - É... é exatamente o que eu sou. Ele avançou para cima do guarda, montou nele e começou a socar a cara dele, até o rosto do guarda ficar irreconhecível, mas ainda vivo. Para finalizar, James pega uma pistola dourada no cós da calça, uma com a sigla A.D.E.U.S gravada nela, e mira na cara do segurança. - Seis balas no tambor, e eu só preciso de uma pra apagar você. O guarda só gemeu de dor, sem nem conseguir falar. Sem nem pensar duas vezes, James atirou as seis balas nele de uma vez só, matando o marrento de uma vez por todas. Depois vendo a bagunça que ficou o lugar inteiro, James organizou tudo pra parecer que os três seguranças se mataram numa briga, e então ele foi embora dali, largando o casaco ensanguentado no meio de uma pilha de lixo e tocando fogo nele. Logo em seguida ele vai pra casa e tranca a porta, e larga a máscara de gás em cima da pia do banheiro, toda suja de sangue. James respira ofegante, ele tenta se acalmar respirando bem fundo, e olha pras suas mãos, e tira as luvas de cirurgia, jogando-as no lixo do banheiro. Calmamente, James lava a máscara na pia, tirando todo o sangue dela até ela ficar completamente limpa, então ele olha pra máscara segurando-a nas duas mãos, pensativo. Até que o celular dele toca, e James leva um susto, e depois vai ver o que é. Era um alarme lembrando que ele deveria se encontrar com Esmeralda em meia hora. Ainda um pouco atordoado, James toma um banho e se arruma, colocando uma calça jeans, camisa branca e uma jaqueta de couro preto. James não podia arriscar que alguém encontrasse a máscara ou o revólver na casa dele, por isso, ele colocou os dois em uma mochila e saiu para o restaurante, tentando agir o mais normal possível. Chegando no local, ele encontra Esmeralda sentada numa mesa num canto, porém ela parecia aflita, e veio até ele assim que o viu. - Esmeralda? Tá tudo bem? - James podia ouvir o coração dela batendo rápido e a adrenalina exalando dela. - Harper, eu... Eles ouviram o sino da porta do restaurante, indicando que alguém tinha entrado. James olhou para trás e viu uns cinco motoqueiros entrando e se sentando numa mesa, encarando ele e Esmeralda. - Quem são aqueles caras? - Eu não sei. - ela falou, e James percebeu que ela estava mentindo. Ele olhou para ela com os olhos semicerrados e Esmeralda segurou ele pela mão, puxando ele até a mesa. - Vem, vamos. James acabou indo com ela, estranhando muito. Ele usou seus sentidos aguçados para analisar a situação e viu que os cinco motoqueiros estavam armados. Os dois se sentam numa mesa afastada dos motoqueiros e Esmeralda parecia mais aflita do que James. - O que está havendo, Esmeralda? - Aqueles são meu irmão e os amigos dele. - Você disse que não sabia quem eles eram. - Coopera comigo. Eles não podem saber que estivemos juntos na noite passada. - E por que? - Meu irmão é um pouco ciumento. - O que eles querem aqui afinal? - Nós não podemos ficar juntos, Harper. Me desculpe por ter mentido e nem por ter te contado antes, mas se meu irmão me vir namorando algum cara, ele vai matá-lo com certeza. - Família complicada. Mas eu não tenho medo de quase meia dúzia de motoqueiros. Ela fica nervosa e pensa em segurar na mão de James, mas ela recua. - Harper, me escuta por favor, não quero causar problemas para você... James parou de escutar ela quando viu a manchete na TV: "Três guardas se matam em banco." Ele queria escutar o repórter falar, mas de repente alguém pôs a mão sobre o ombro dele, apertando com força. Ao olhar quem era, ele vê um motoqueiro hispânico com os dentes muito amarelos. - Esse mundo tá perigoso, não é? Quanta gente se machucando por qualquer coisa por aí... - o motoqueiro falou para James em tom de ameaça. - Quem é você? - perguntou James. - Não, não, não, a pergunta certa é quem é você. Essa linda garota aí na sua frente é minha irmã. James olhou para Esmeralda, que não sabia onde pôr a cara. - Me dá licença... - James falou de saco cheio e se levantando. O motoqueiro empurrou ele de volta no banco com brutalidade. - Meu nome é Juan, sou o irmão mais velho dessa bela dama chamada Esmeralda. Ela é a jóia mais preciosa da família. - É, dá pra ver que na sua vez o seu pai deu uma fraquejada. - James retrucou. Juan abriu um sorriso daqueles dentes amarelos, e armou um soco. - Juan, não! - Esmeralda gritou. Ele socou James, mas ele defendeu segurando o punho dele e puxou um dedo do motoqueiro, torcendo o dedo e fazendo ele gritar de dor. James chutou a cara dele, e Juan caiu para trás, então ele conseguiu levantar do banco. Esmeralda veio até James e segurou ele, falando: - Harper, para com isso! Os amigos de Juan pegaram armas e miraram nele, então James rapidamente jogou Esmeralda pro lado, fazendo ela cair em cima do banco abaixada, e depois ele se atirou atrás de uma mesa, e eles começaram a atirar, e todos no restaurante saíram correndo, inclusive a garçonete. James ficou agachado atrás da mesa de metal, e assim que os tiros cessaram, ele deu um chutão na mesa, e ela voou em cima dos quatro. Juan levantou e segurou James pela manga da camisa, arrastando ele e jogando James em cima de uma mesa, e ele acaba batendo de cabeça na parede, o que abre um corte e começa a sangrar. Esmeralda gritava vendo toda aquela briga. Juan veio até ele e segurou James pelo pescoço, e ele perguntou quase que cuspindo na cara de James: - Você dormiu com a minha irmã? - Três vezes, seu o****o! Ele acertou um soco na cara de James, e quando foi tentar acertar o segundo, James pegou o saleiro em cima da mesa e jogou sal direto nos olhos de Juan, ele gemeu de dor, sentindo os olhos arderem e acabou soltando James. Sem nem pensar duas vezes, James pegou uma bandeja em cima de outra mesa e pôs ela na cara de Juan, e começou a socar a bandeja, provocando hematomas sérios pelo rosto dele. Ao fim, ele bateu com a bandeja no rosto de Juan, fazendo ele cair no chão. Os outros quatro amigos dele estavam recarregando as armas, e Esmeralda tenta intervir: - Por favor, parem! Mas eles simplesmente ignoram ela e empurram ela pro lado. Eles voltam a atirar, e James se atira atrás do balcão dessa vez, e entra agachado na cozinha. Os quatro vão atrás, e assim que o primeiro passa pela porta, James atira um martelo de amaciar carne na cabeça dele, desmaiando ele na hora. O segundo entra atirando, e James toma cobertura atrás das mesas que ficam no meio da cozinha. O terceiro entra, e eles começam a atirar em tudo, tentando acertar James. A situação estava começando a ficar difícil, até que James vê uma faca perto dele, e pega ela. Assim que a onda de tiros acaba, James sai de trás da mesa antes que eles carregassem, e avança no primeiro, cortando alguns tendões pelo peitoral e os ombros dele, incapacitando ele de mover os braços. O próximo ele deu várias facadas em uma das pernas dele, e ele caiu no chão, e James chutou a arma dele pra longe. O último estava se recuperando e se levantando depois da pancada do amaciador de carne, e James enfiou a faca no ombro dele e empurrou para baixo, forçando ele a ficar de joelhos, e então apagou o cara com uma joelhada no queixo. Na mesma hora ele pegou uma frigideira na pia ao lado e deu com ela na cabeça do motoqueiro que ele tinha cortado os tendões, e ele caiu no chão desmaiado. James respira fundo e sai da cozinha, Esmeralda não estava mais lá. Então ele vai cambaleando até sair do balcão e ouve a sirene da polícia vindo de muito longe. - Oh droga... Ele começa a correr pra um lado, mas esqueceu de verificar Juan, que levantou e segurou ele pela jaqueta, e suspendeu James no ar, e gritou: - TE VEJO NA CELA, HARPER! E ele arremessou James direto em uma das janelas do restaurante, e ele bateu com tudo nela, quebrando a janela em pedaços e caindo do lado de fora todo ferido com cacos de vidro. A viatura chegou, e dois policiais entraram e renderam Juan, enquanto um se aproximou de James e ficou olhando ele caído no chão, e então falou: - Pessoal, esse aqui vai render uma grana boa. Depois de colocar Juan numa viatura e os amigos dele numa ambulância, três policiais vieram até James e ficaram olhando ele. - Quanto será que o Mandrazo vai dar por ele? - Precisa ser bastante, ele parece forte. - Ele encarou aqueles cinco trogloditas sozinho. Os policiais comentavam entre si, até que um deles se virou de costas e indo pra viatura, ele disse: - Coloquem esse aí no negreiro. Um policial chutou a cara de James, fazendo ele perder a consciência de uma vez e desmaiando.
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