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1336 Palavras
Isadora chegou ao condomínio antigo onde morou por anos. Respirou fundo antes de subir. Rodrigo abriu a porta assim que ela tocou a campainha. — Oi, Isa. Entra. Ela entrou com certa resistência, sentando-se no sofá de sempre — o mesmo onde tantas conversas desgastantes aconteceram. — A gente precisa resolver isso, Rodrigo. Já passou da hora — disse, direta. — Você quer mesmo se separar? Depois de tudo o que vivemos? — Já decidi. Só falta sua assinatura. Ele a encarou, sério, depois caminhou até a mesinha e pegou dois copos com água, entregando um a ela — um gesto que, anos atrás, seria natural. Agora parecia apenas encenação. — Vi que você viajou com seu chefe — disse ele de repente, a voz tensa. — E? Foi a trabalho — respondeu com frieza. — Só trabalho? Achei que a gente podia conversar com mais clareza... — Rodrigo, você não tem o direito de me questionar. Não mais. Acabou. — Tá, e o Dante? Você acha que eu não percebi? Te conheço, Isadora. — Ele é meu chefe. Não te interessa mais com quem eu ando. Rodrigo se levantou do sofá de supetão, os olhos faiscando. — Não me interessa? Você é minha mulher! — Eu não sou sua mulher! — ela se levantou também. — E nem objeto seu! Num surto de fúria, ele estapeou o rosto dela. O som seco da agressão invadiu o cômodo, seguido de um silêncio aterrador. Isadora levou a mão ao rosto, surpresa e indignada. A dor era física, mas o que mais queimava era o desprezo. — Você acabou de me dar mais um motivo pra querer distância — disse com a voz firme, apesar do tremor nas mãos. Ela pegou a bolsa, empurrou a porta e saiu sem olhar para trás, descendo as escadas como se fugisse de um passado do qual finalmente estava pronta para se libertar. Isadora desceu do táxi apressada, o coração ainda acelerado. Tentava controlar a respiração, mas a raiva e a dor ainda queimavam. Caminhava em direção ao seu prédio quando, distraída, esbarrou em alguém. — Isa? Ela ergueu os olhos e deu de cara com Dante Montenegro. O olhar dele foi direto para o rosto dela — mais precisamente, para a marca vermelha na bochecha esquerda. — O que aconteceu com você? — Nada… — tentou passar direto, mas ele segurou levemente o braço dela. — Isadora, olha pra mim. Alguém te machucou? Ela hesitou. Respirou fundo e desviou o olhar, mas não respondeu. Foi o suficiente pra ele entender. — Vem comigo. Agora — disse, já a guiando em direção ao carro dele. Ela não discutiu. Estava cansada demais para resistir. --- Ele abriu a porta com pressa e a conduziu até o sofá. Ela se sentou devagar, ainda com a mão no rosto, e ele trouxe um pano com gelo. — Coloca isso — disse, abaixando-se diante dela. — Quem fez isso com você? Ela ficou em silêncio por alguns segundos, depois soltou em um sopro: — Rodrigo. Dante travou. A mandíbula tensa, os olhos escurecidos pela fúria. — Eu vou atrás dele. Agora. Ele não vai sair impune por ter encostado um dedo em você. — Dante, não. — Ela o segurou pelo braço. — Isso só vai piorar tudo. — Você acha que vou ficar sentado sabendo que aquele desgraçado te agrediu? — Eu só quero distância. Já basta o que ele fez. Não quero mais confusão, não agora. Ele a encarou por um tempo, os olhos ainda inflamados, mas respirou fundo e assentiu. — Tudo bem. Mas se ele tentar se aproximar de novo, Isadora, eu juro que… — Eu sei. — Ela abaixou o olhar, emocionada, mas sem querer demonstrar demais. — Obrigada por estar aqui. — Sempre estarei. ... Isadora saiu do banho com uma camiseta dele, o rosto mais calmo, mas os olhos ainda carregando uma mistura de raiva e vulnerabilidade. Dante a observava do outro lado do quarto, encostado na parede, de camisa aberta e olhar escuro. — Você tá bem? — ele perguntou, a voz mais grave do que o normal. — Agora tô. — Ela deu um pequeno sorriso, mas parou ao ver o jeito como ele a olhava. Não era pena. Era fome. Ele se aproximou devagar, parando bem à frente dela. — Ele te tocou sem permissão. — A mão dele roçou de leve a lateral do rosto dela. — Mas agora... eu vou te tocar do jeito que você merece. Antes que ela pudesse responder, os lábios dele estavam nos dela — quentes, intensos, exigentes. Dante a ergueu no colo sem dificuldade e a jogou na cama, sem quebrar o beijo. O corpo dele pressionando o dela, as mãos firmes segurando seus pulsos acima da cabeça. — Não se mexe — ele ordenou, com a voz baixa, firme. Isadora obedeceu sem hesitar. Dante se ajoelhou entre suas pernas e puxou a camiseta devagar, sem pressa. O olhar dele varria cada centímetro da pele dela como se decorasse cada curva. Ele baixou a cabeça e começou a beijá-la no pescoço, depois no colo, nos s***s, descendo com a língua até fazê-la arquear as costas. — Quero que você sinta tudo — murmurou contra sua pele. — Cada toque, cada comando. As mãos dele exploravam, apertavam, dominavam, e cada movimento provocava nela ondas de prazer. Ele a virou de bruços com facilidade e puxou o quadril dela para cima. — Fica assim — sussurrou ao pé do ouvido dela. — Essa noite você vai lembrar quem manda. Dante entrou nela com força e profundidade, fazendo um gemido escapar dos lábios dela. A pegada firme, os movimentos ritmados e precisos mostravam um lado dele que ela ainda não conhecia — selvagem, possessivo, inebriante. A cada investida, ele alternava tapas leves e beijos quentes na cintura, costas e nuca dela. Ela gritava o nome dele, implorava por mais, e ele obedecia sem piedade. Eles estavam incendiados, como se todo o desejo acumulado entre os dois tivesse explodido de uma vez. A luz da manhã começava a atravessar as frestas da cortina, lançando faixas douradas sobre o quarto ainda em silêncio. Isadora já estava acordada, o corpo coberto apenas pelo lençol e a lembrança viva da noite anterior ainda pulsando em sua pele. Ela se virou de lado, observando Dante dormir. Ele parecia mais jovem quando descansava — os traços menos duros, a expressão relaxada. Mas ainda assim carregava aquela aura de poder e controle até no sono. Um sorriso malicioso surgiu nos lábios dela. Isadora se moveu devagar, deslizando o corpo para debaixo do lençol, posicionando-se entre as pernas dele. Com delicadeza, ela puxou o elástico da cueca dele e começou a beijar a base do seu abdômen, sentindo o corpo dele reagir ao toque. Dante soltou um suspiro pesado, mas não acordou de imediato. Isadora então envolveu o m****o dele com a boca quente e úmida, começando um movimento lento, provocador. Usava a língua com precisão, as mãos acariciando a base, alternando ritmo e intensidade. O corpo dele se enrijeceu. — Porra... — Dante murmurou, a voz rouca, ainda entre o sono e o prazer. Quando abriu os olhos e viu a cabeça dela se movendo sob o lençol, gemeu baixo e jogou a cabeça para trás, a mão indo direto para os cabelos dela, guiando o ritmo. — Que maneira de acordar, hein, Isadora… — ele murmurou, arfando, o controle escapando pouco a pouco. Ela apenas olhou para ele com os olhos cheios de malícia enquanto continuava, até deixá-lo completamente entregue. Quando ele finalmente gozou, soltou um gemido rouco, profundo, o corpo todo tremendo sob o toque dela. Isadora limpou a boca com um sorriso vitorioso e voltou a se deitar ao lado dele, como se nada tivesse acontecido. — Bom dia. — disse, com um sorriso travesso. Dante riu, puxando ela para cima dele. — Agora sou eu que vou te dar bom dia… — ele prometeu, antes de virar o corpo dela e começar tudo outra vez.
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