Isadora chegou ao condomínio antigo onde morou por anos. Respirou fundo antes de subir. Rodrigo abriu a porta assim que ela tocou a campainha.
— Oi, Isa. Entra.
Ela entrou com certa resistência, sentando-se no sofá de sempre — o mesmo onde tantas conversas desgastantes aconteceram.
— A gente precisa resolver isso, Rodrigo. Já passou da hora — disse, direta.
— Você quer mesmo se separar? Depois de tudo o que vivemos?
— Já decidi. Só falta sua assinatura.
Ele a encarou, sério, depois caminhou até a mesinha e pegou dois copos com água, entregando um a ela — um gesto que, anos atrás, seria natural. Agora parecia apenas encenação.
— Vi que você viajou com seu chefe — disse ele de repente, a voz tensa.
— E? Foi a trabalho — respondeu com frieza.
— Só trabalho? Achei que a gente podia conversar com mais clareza...
— Rodrigo, você não tem o direito de me questionar. Não mais. Acabou.
— Tá, e o Dante? Você acha que eu não percebi? Te conheço, Isadora.
— Ele é meu chefe. Não te interessa mais com quem eu ando.
Rodrigo se levantou do sofá de supetão, os olhos faiscando.
— Não me interessa? Você é minha mulher!
— Eu não sou sua mulher! — ela se levantou também. — E nem objeto seu!
Num surto de fúria, ele estapeou o rosto dela. O som seco da agressão invadiu o cômodo, seguido de um silêncio aterrador. Isadora levou a mão ao rosto, surpresa e indignada. A dor era física, mas o que mais queimava era o desprezo.
— Você acabou de me dar mais um motivo pra querer distância — disse com a voz firme, apesar do tremor nas mãos.
Ela pegou a bolsa, empurrou a porta e saiu sem olhar para trás, descendo as escadas como se fugisse de um passado do qual finalmente estava pronta para se libertar.
Isadora desceu do táxi apressada, o coração ainda acelerado. Tentava controlar a respiração, mas a raiva e a dor ainda queimavam. Caminhava em direção ao seu prédio quando, distraída, esbarrou em alguém.
— Isa?
Ela ergueu os olhos e deu de cara com Dante Montenegro. O olhar dele foi direto para o rosto dela — mais precisamente, para a marca vermelha na bochecha esquerda.
— O que aconteceu com você?
— Nada… — tentou passar direto, mas ele segurou levemente o braço dela.
— Isadora, olha pra mim. Alguém te machucou?
Ela hesitou. Respirou fundo e desviou o olhar, mas não respondeu. Foi o suficiente pra ele entender.
— Vem comigo. Agora — disse, já a guiando em direção ao carro dele.
Ela não discutiu. Estava cansada demais para resistir.
---
Ele abriu a porta com pressa e a conduziu até o sofá. Ela se sentou devagar, ainda com a mão no rosto, e ele trouxe um pano com gelo.
— Coloca isso — disse, abaixando-se diante dela. — Quem fez isso com você?
Ela ficou em silêncio por alguns segundos, depois soltou em um sopro:
— Rodrigo.
Dante travou. A mandíbula tensa, os olhos escurecidos pela fúria.
— Eu vou atrás dele. Agora. Ele não vai sair impune por ter encostado um dedo em você.
— Dante, não. — Ela o segurou pelo braço. — Isso só vai piorar tudo.
— Você acha que vou ficar sentado sabendo que aquele desgraçado te agrediu?
— Eu só quero distância. Já basta o que ele fez. Não quero mais confusão, não agora.
Ele a encarou por um tempo, os olhos ainda inflamados, mas respirou fundo e assentiu.
— Tudo bem. Mas se ele tentar se aproximar de novo, Isadora, eu juro que…
— Eu sei. — Ela abaixou o olhar, emocionada, mas sem querer demonstrar demais. — Obrigada por estar aqui.
— Sempre estarei.
...
Isadora saiu do banho com uma camiseta dele, o rosto mais calmo, mas os olhos ainda carregando uma mistura de raiva e vulnerabilidade. Dante a observava do outro lado do quarto, encostado na parede, de camisa aberta e olhar escuro.
— Você tá bem? — ele perguntou, a voz mais grave do que o normal.
— Agora tô. — Ela deu um pequeno sorriso, mas parou ao ver o jeito como ele a olhava. Não era pena. Era fome.
Ele se aproximou devagar, parando bem à frente dela.
— Ele te tocou sem permissão. — A mão dele roçou de leve a lateral do rosto dela. — Mas agora... eu vou te tocar do jeito que você merece.
Antes que ela pudesse responder, os lábios dele estavam nos dela — quentes, intensos, exigentes. Dante a ergueu no colo sem dificuldade e a jogou na cama, sem quebrar o beijo. O corpo dele pressionando o dela, as mãos firmes segurando seus pulsos acima da cabeça.
— Não se mexe — ele ordenou, com a voz baixa, firme.
Isadora obedeceu sem hesitar.
Dante se ajoelhou entre suas pernas e puxou a camiseta devagar, sem pressa. O olhar dele varria cada centímetro da pele dela como se decorasse cada curva. Ele baixou a cabeça e começou a beijá-la no pescoço, depois no colo, nos s***s, descendo com a língua até fazê-la arquear as costas.
— Quero que você sinta tudo — murmurou contra sua pele. — Cada toque, cada comando.
As mãos dele exploravam, apertavam, dominavam, e cada movimento provocava nela ondas de prazer. Ele a virou de bruços com facilidade e puxou o quadril dela para cima.
— Fica assim — sussurrou ao pé do ouvido dela. — Essa noite você vai lembrar quem manda.
Dante entrou nela com força e profundidade, fazendo um gemido escapar dos lábios dela. A pegada firme, os movimentos ritmados e precisos mostravam um lado dele que ela ainda não conhecia — selvagem, possessivo, inebriante.
A cada investida, ele alternava tapas leves e beijos quentes na cintura, costas e nuca dela. Ela gritava o nome dele, implorava por mais, e ele obedecia sem piedade. Eles estavam incendiados, como se todo o desejo acumulado entre os dois tivesse explodido de uma vez.
A luz da manhã começava a atravessar as frestas da cortina, lançando faixas douradas sobre o quarto ainda em silêncio. Isadora já estava acordada, o corpo coberto apenas pelo lençol e a lembrança viva da noite anterior ainda pulsando em sua pele.
Ela se virou de lado, observando Dante dormir. Ele parecia mais jovem quando descansava — os traços menos duros, a expressão relaxada. Mas ainda assim carregava aquela aura de poder e controle até no sono.
Um sorriso malicioso surgiu nos lábios dela. Isadora se moveu devagar, deslizando o corpo para debaixo do lençol, posicionando-se entre as pernas dele.
Com delicadeza, ela puxou o elástico da cueca dele e começou a beijar a base do seu abdômen, sentindo o corpo dele reagir ao toque. Dante soltou um suspiro pesado, mas não acordou de imediato.
Isadora então envolveu o m****o dele com a boca quente e úmida, começando um movimento lento, provocador. Usava a língua com precisão, as mãos acariciando a base, alternando ritmo e intensidade. O corpo dele se enrijeceu.
— Porra... — Dante murmurou, a voz rouca, ainda entre o sono e o prazer.
Quando abriu os olhos e viu a cabeça dela se movendo sob o lençol, gemeu baixo e jogou a cabeça para trás, a mão indo direto para os cabelos dela, guiando o ritmo.
— Que maneira de acordar, hein, Isadora… — ele murmurou, arfando, o controle escapando pouco a pouco.
Ela apenas olhou para ele com os olhos cheios de malícia enquanto continuava, até deixá-lo completamente entregue.
Quando ele finalmente gozou, soltou um gemido rouco, profundo, o corpo todo tremendo sob o toque dela. Isadora limpou a boca com um sorriso vitorioso e voltou a se deitar ao lado dele, como se nada tivesse acontecido.
— Bom dia. — disse, com um sorriso travesso.
Dante riu, puxando ela para cima dele.
— Agora sou eu que vou te dar bom dia… — ele prometeu, antes de virar o corpo dela e começar tudo outra vez.