Do outro lado da cidade, ou pelo menos, de outro lado da história, Isadora deixava a Corp Group Brasil com o cansaço visível no semblante. Tinha passado o dia inteiro tentando manter a cabeça focada no trabalho, os sentimentos trancados, a voz firme, os gestos precisos. Era isso que sabia fazer de melhor: ser competente, mesmo quando por dentro estava em frangalhos. Ela já estava com a bolsa no ombro, atravessando o hall da recepção, quando ouviu a voz. — Isa? O nome dito naquele tom. Reconheceria em qualquer lugar. Ela parou de andar. O coração errou uma batida. — Rodrigo — murmurou, girando lentamente sobre os saltos. Lá estava ele. Com a mesma camisa social aberta no colarinho, a barba feita com precisão, o sorriso levemente inclinado que enganava quem não o conhecia. Mas Isadora

