Isa não respondeu. Apenas começou a limpar o machucado no rosto dele com cuidado. As mãos tremiam de leve. A proximidade entre os dois era desconfortável. Intensa. — Você não precisava ter feito aquilo — ela murmurou, evitando encará-lo. — E você queria o quê? Que eu deixasse ele te humilhar? — ele respondeu, com um tom de voz mais baixo, mas ainda tenso. — Eu sei me defender, Dante. Não preciso de você batendo em ninguém por mim. Ela finalizou o curativo e deu um passo para trás, como se aquilo marcasse o limite entre eles. — Eu não sou sua. Nunca fui. As palavras ficaram no ar por alguns segundos. Ele olhou para ela, sério. — Você não é minha, mas eu me importo com você. Isso é um crime agora? — Não — ela respondeu, cruzando os braços —, mas a gente precisa parar de fingir que is

