A estrada se estendia diante deles como um convite à reflexão. O céu, pintado de laranja e azul, deixava o fim da tarde com tons quase cinematográficos. O vento suave entrava pela janela semiaberta, bagunçando os fios de cabelo de Isa enquanto ela olhava a paisagem passar, os olhos perdidos nas montanhas que ficavam para trás. No banco do motorista, Dante parecia leve, uma das mãos no volante e a outra descansando sobre a marcha, os dedos tamborilando de leve no ritmo da música que tocava baixinho. Um sertanejo romântico, tranquilo, que completava o clima de estrada e recomeço. — Tô com saudade já. — Isa comentou de repente, sorrindo. — Da comida da minha mãe… do cheiro da casa… da calmaria. — A gente pode voltar sempre que quiser. — ele disse, lançando um olhar rápido na direção dela.

