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1377 Palavras

A delegacia do interior cheirava a café velho e papel molhado. As paredes bege descascadas contavam histórias de confusões como aquela — ou piores. O ar era abafado, e a iluminação fluorescente deixava tudo ainda mais feio. Isadora sentava ao lado de Dante num dos bancos, com gelo em um saquinho plástico encostado no cotovelo, enquanto esperavam a vez de prestarem depoimento. Caio e os dois caras estavam mais afastados, com um policial de braços cruzados ao lado, vigiando como se fossem bomba-relógio. — Bem que sua cidadezinha prometia emoção, — Dante murmurou, encarando o teto. — Só não achei que seria em forma de surra coletiva. Isa soltou um risinho, cansado e sem graça. — Você realmente provocou ele. — Ele realmente tentou te forçar a um beijo. — Dante rebateu. — Faria tudo de novo

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