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Sinopse

O destino revela verdades obscuras para uma pessoa, abalando sua percepção da realidade. As palavras de afeto e sabedoria retrógrada se revelam uma fachada, e aqueles que as proferem se mostram como os verdadeiros vilões.

Porém, para expor essa verdade à população bruxa, três vidas são perdidas, e apenas uma pessoa recebe uma segunda chance para buscar vingança.

Tessa Lestrange, consumida por ódio, raiva e desgosto, descobre que durante onze anos esteve ao lado daqueles que a levaram à morte.

Agora, ela precisa reunir sua sagacidade e força para superar a influência da luz. Mas para isso, ela se vê obrigada a se aliar ao temido Lorde das Trevas.

"À medida que o futuro e o passado se entrelaçam, os dois mundos se conectam."

História feita em: 2021.

História revisada em: 2023.

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prólogo
3 de maio de 1998: O céu nublado daquele dia me dava uma sensação estranha na barriga, meus ossos e corpo estavam doloridos pela batalha intensa que enfrentei ontem. Ainda não me aguentava de felicidade, havíamos vencido. Era um sentimento bom. Chuto uma pedrinha no caminho e olho para as árvores ao redor, não demoraria muito para que eu pudesse ver o chalé que estava no meio dessa imensidão de árvores. Queria abraçar minha mãe e sentir o cheiro do papai, contar para eles o que aconteceu nesses meses que tive que fugir para protegê-los. Contar que o papai estava livre de sua marca, de suas responsabilidades como Comensal. Mesmo sabendo que provavelmente ele já saiba desse detalhe. O chalé que Dumbledore nos emprestou não ficava muito longe dos arredores da Escócia, mas era longe o suficiente para ser o refúgio dos meus pais e meu lar, mesmo que seja temporário. Felizmente os únicos que conheciam o endereço dos meus pais, eram meus amigos; Harry, Hermione e Rony, antigamente Dumbledore. Mas infelizmente eles não puderam me acompanhar nessa pequena jornada, eles tinham pessoas para velar e dar suas condolências. Sei que deveria estar lá, mas não conseguia frear meus pés por tamanha ansiedade de reencontrar os meus pais. Não sou uma do trio, sou apenas uma intrusa em suas aventuras... Algumas delas. Dou mais alguns passos e avisto o chalé, fazendo meu coração bater mais forte que o normal e não o faço bater em vão. Começo a correr, fazendo todo o meu corpo doer e clamar por uma pausa, mas meu cérebro não recebia mais essa informação, ele só entendia que faltava pouco para ouvir suas vozes. Derrapo na folhagem e rio da minha situação vergonhosa, limpando minhas mãos na calça que deveria ver um pouco de água, na verdade, estou precisando de um banho. Olhei para os lados antes de considerar bater à porta e fico aliviada por ninguém ter me seguido. Bato à porta, esperando que alguém abrisse e me desse um abraço de urso, ou que palavras de carinho fossem depositadas em meus ouvidos já doloridos por barulhos estridentes. Mas ninguém fez nada disso... Bato mais uma vez, ouvindo algo estranho em meus pés. Olho para a soleira, esperando que o barulho fosse apenas água sendo pisada. Mas a corrente carmesim me fez prender a respiração, enquanto me agachava e passava os dedos para tentar acalmar os meus pensamentos. Era sangue. Meus dedos tremiam por constatar a textura e o cheiro de ferro impregnado em meus dedos, fazendo que minha garganta se fechasse e agarrasse minha varinha. Deveria começar a gritar por socorro, mas passei tanto tempo em uma guerra que sei que ninguém virá ao meu auxílio. Tentei não pensar no pior, mas o pior já estava escancarado em meus dedos, o pior já estava acontecendo... Respirei fundo, tentando não surtar e dar uma de louca atrás de vingança. _ Alohomora. - Sussurrei, mas nenhum filete de magia saiu, me fazendo olhar para a varinha em minha mão. Apertei a madeira em meus dedos, tentando não a quebrar, mesmo que essa fosse minha vontade não poderia fazer isso, já que ficaria desprotegida e à deriva dessa floresta. Empurro a porta, constatando que ela sempre esteve aberta, porém, deveria ter saído antes de ver essa cena. Antes de ter a certeza da morte dos meus pais. Mordi meus lábios tentado não deixar que meus soluços saíssem de minha boca, não queria avisar os possíveis assassinos que estava aqui e que deveria fazer o mesmo que fez com os meus pais. Dou alguns passos para frente, pisando no sangue que parecia fresco. Meus sapatos ficaram encharcados com o líquido, fazendo que minha mente ficasse em branco, enquanto via minha mãe estirada pelo chão. Mamãe estava usando um vestido florido azul, um que a dei em seu aniversário e o papai havia gostado tanto. Mas o sangue impedia que o azul ou as flores, fossem vistas. Aproximei-me de seu corpo, vendo sua garganta dilacerada... Poderia apenas ter jogado um Avada, então por quê? Por que teve que fazer isso com a minha mãe? Ela não merecia uma morte indolor? Não merecia ter seus olhos fechados? Apenas... Sinto o gosto de sangue em minha língua, quase me fazendo vomitar por imaginar seu sangue em meus lábios. Como se eu tivesse feito isso e não alguém que nos odeia. Cravei minhas unhas na palma de minha mão, observando o corpo do papai. Seus cabelos não pareciam mais como uma juba de leão desengonçada, não tinha seus olhos verdes que sempre tinha uma luz a mais quando via a mamãe. Não tinha mais sua risada escandalosa... Mas agora tinha uma adaga cravada em seu peito, fazendo que seu coração não pudesse bater mais para me acalmar. Sua mão tentava alcançar a mamãe, e mesmo que os dois não estivessem muito longe um do outro, ele não conseguiu segurar sua mão. Fiquei no meio deles, pegando a mão da mamãe e a arrastando para se aproximar do papai. O barulho do sangue manchando o chão fazia meu estomago embrulhar, mesmo assim, queria que eles estivessem juntos, como sempre ficaram. Coloco suas mãos unidas, pensando em qual Comensal conseguiu informações de nossa localização, mas nada vinha na cabeça. Apenas uma raiva crescente no meu peito, me fazendo prender a respiração para não a deixar escapar dos meus pulmões. Vencemos a guerra e parece que nada mudou, não para mim, pelo menos, era como se estivesse em outro campo de batalha e dessa vez não teria ninguém para vencer meus medos... Medo de m***r pessoas que me tiraram tudo. _ Eu... - Estapeio meu rosto, sentindo meus sentidos voltando um pouco ao normal. Mas a sombra que fez no chalé me fez olhar para trás, vendo meus amigos ali e... O que eles fazem aqui? Molly os expulsou de Hogwarts ou algo assim? Mas não liguei, apenas mostrei para eles o estado que tudo estava. _ Olha o que eles fizeram. - Deixei que tudo desabasse, meus amigos estavam aqui para me amparar. _ Vocês... _ Quem fez isso não merece perdão algum. - Harry falou e fui em direção dos três. Abracei o infame trio de ouro, como se só eles pudessem me salvar de meus próprios pensamentos psicóticos e destrutivos. _ Não merecemos perdão. - Funguei um pouco, tentando entender o que a Mione queria dizer com isso. Distanciei-me dos três, tentando secar minhas lagrimas para poder vê-los sem restrições dos meus olhos embaçados. O que eles fizeram que não mereciam perdão? Eles não deveriam se culpar por prender meu tio, ele merecia a prisão e... _ Não foi nenhum Comensal. - Olhou para o chão. _ Fomos nós. - Ri um pouco, tentando rebobinar todos os acontecimentos até agora. _ O que a Mione está dizendo? - Perguntei para os dois que me olhavam. _ Vocês não fizeram nada que... - Sinto um nó em minha garganta. _ Por quê? - Minha voz saiu falha. Meu coração parecia que iria se quebrar em desgosto, não conseguia respirar e minha visão deveria estar pregando peças mais uma vez. Por que, senão, por que meus amigos estariam rindo? _ Tínhamos que m***r todos os Comensais, para que Voldemort não surja novamente. - Harry disse simplista. Era algo realmente simples e até entendia, mas por que deveriam m***r meus pais? Duas pessoas que negaram suas origens e caiu com tudo em minhas palavras sobre a Luz. _ Como ele voltará se destruímos todas as Horcrux? - Sussurrei, tentando não quebrar minha racionalidade com minha voz. _ Confiei em vocês. - Os olhei, esperando uma resposta. _ Também confiamos em você. - Rony disse vermelho. _ Mas a carta que estava no gabinete de Dumbledore falou tudo, você é uma traidora. Traidora... Sou uma traidora que merece tudo isso que estou passando, mas por que sou uma traidora? O que fiz que traiu a confiança de todos em minha volta? Fiz algo tão grave que tiveram que assassinar meus pais a sangue-frio? _ Carta? Que carta? - Foi a única coisa que consegui falar. Dou alguns passos para frente, pegando a carta das mãos de um dos três, tentando focar nas palavras escritas no pergaminho velho. A letra era de Dumbledore, mas as palavras me faziam perder a razão. Estou com as trevas, meus pais estão com as trevas... Começo a rir e isso era a coisa mais hilariante, que iria ler em todos os meus vinte e dois anos de vida. Chorar e rir, ao mesmo tempo, era algo que nunca pensei em fazer, mas a ocasião permitia, permitia enlouquecer. _ Um pergaminho fez vocês matarem os meus pais? - Amassei o pergaminho. _ Está dizendo que Dumbledore mentiu? - Harry disse com raiva. _ Estou! - Gritei, sentindo tudo ruir em meu peito. Mas meu grito teve consequências e com ele, um jato vermelho direcionado para o meu peito, fazendo que meu grito se transformasse em súplicas. _ Diga a verdade! Bati meus joelhos no chão, mas não deixei que minha boca abrisse para revelar uma verdade que não existia. Morreria sem dizer uma palavra se quer, morreria com dor e morreria com arrependimentos, mas morreria sorrindo. _ Ela está sorrindo. - Ronald zombou. _ Não precisamos de suas palavras para comprovar o pergaminho, a prova está a nossa frente. - Chutou a minha barriga e o sangue do chão, se juntou com o meu. _ Acreditávamos em você, mas... - Hermione chorou, um choro falso. _ Como pôde nos trair? _ Eu... - Rangi os dentes, enquanto era calada por um chute. Doía tanto que minha cabeça começou a me fazer pensar em coisas que nunca imaginei pensar, queria vê-los queimando e se contorcendo perante o meu crucius. Queria me deliciar com suas mortes. Não! Isso é irracional... Fiquei de bruços, os observando enquanto riam de minha dor, do meu desespero. Arranho minhas unhas no chão e elas se levantam pelo atrito com a madeira, aquilo doía menos do que o Cruciatus. Posso entender o motivo daquele homem gostar tanto de fazer esse feitiço nos outros, tudo passa na cabeça da pessoa. Até mesmo palavras de misericórdia e arrependimento de algo que nunca fez. _ Me diga. - Pegou no meu cabelo, fazendo que o Crucius se fosse. _ O que você faria se fosse nós em seu lugar? - Harry perguntou. _ Nada. - Minha voz saiu em um fragalho. Mas o soco em meu rosto me fez repensar em minha palavra, já que acabei de mentir. _ Diga. - Os olhei, tentando ver por de trás do sangue em meu rosto. Sorri para eles e aceitei que meus amigos estavam me matando, matando minha confiança, matando todo amor e carinho que cultivei. Eles estavam me matando, estavam matando Tessa Lestrange, a pessoa que os protegeu dentro de Hogwarts. _ Mataria vocês. - Confessei. _ Últimas palavras? - Vejo Hermione sendo amparada para fora do chalé pelo Ronald. _ Te vejo no inferno. - A luz verde me atingiu e continuei sorrindo, pelo menos estaria no mesmo lugar que mamãe e papai. Mas a voz que ecoou por todo o ambiente me fez repensar os meus pensamentos de segundos atrás, nada no mundo seria tão fácil quanto a isso. Nem mesmo a morte seria dada tão fácil para uma "traidora". _ Bem-vinda, minha criança. - Disse aquela mulher de olhos rubis.

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