30 de julho de 1992:
Olho para Tom que me olhava de cima a baixo e eu me olho, eu não estava f**a, só estava casual. Era apenas um vestido branco e florido de alças finas e um salto baixo para combinar. Meus cabelos estavam soltos e o mesmo foi até a segunda cômoda e pegou algo, ele veio até a mim e me mostrou uma presilha deslizante em meia lua, a mesma era prateada.
_ Gostou? Fiquei sabendo que gosta de estrelas, não achei uma, então comprei uma meia lua.- Pegou duas mechas de cabelo e os prendeu com a presilha._ O que achou?- Me levou até o espelho de corpo todo e eu vejo a presilha no meu cabelo.
_ Achei perfeito, obrigada.- O olho pelo espelho e o mesmo beijou a minha nuca.
_ Tudo para você.- Pegou a minha mão e a beijou._ Vamos, temos que ir para Gringotts.
_ Você vai assim? Nem mesmo um disfarce?- Ele estava despojado._ Pelo menos arrume os cabelos, troque a camisa e coloque algo melhor.- Vou para o seu lado do closet e começo a escolher sua roupa, pego um paletó vinho e uma camisa social preta. E os deixo em cima da cômoda.
Vou até ele e começo a desabotoar sua camisa, botão por botão. Ele me olhava e eu apenas continuava fazendo meu serviço. Retiro sua camisa e aliso meus dedos em seu abdômen e o mesmo ri. Beijo seu peito e sinto meu coração apertar, m***a.
Meus sentimentos estavam mudando e isso era h******l.
_ Se continuar assim.- Levantou minha cabeça pelo queixo e mordeu meus lábios._ Eu vou te jogar na cama e só saio dali depois de você revirar os olhos.- Pego a camisa preta e ajudo ele a colocar.
_ Coloque a camisa dentro da calça, não farei isso para você.- Digo olhando para sua calça social preta.
Pego o paletó vinho e o entrego depois de que ele arrumou a camisa.
_ Está melhor assim?- Deu uma voltinha sorrindo.
_ Arrume seu cabelo, não consigo ver seus olhos e você meu bom senhor, tem que cortar o cabelo, ele está grande demais para você.- Deslizo meus dedos pelos fios de seu cabelo, fazendo que o mesmo saísse da frente de seus olhos vermelhos.
Ele deu um passo para atrás e eu vejo ele ir para o banheiro. Suspiro fundo e bato devagar no meu coração, deveria parar ou meu coração ficaria destroçado no final.
Saio do closet e vou para o quarto me sentando na cama enquanto espero Tom, eu não gostava de usar batom ou maquiagem, tinha alergia.
Olho para o lado e vejo Tom com seus cabelos jogados para trás, mas o cacho de sempre deslizava para o meio de sua testa, deixando sua marca registrada. Me levanto da cama e tento colocar o cacho no lugar, mas ele sempre voltava para o meio da testa.
Sorrio e olho para ele, ele continuava deslumbrante.
_ Você não vai colocar um disfarce?
_ Eles não vão me reconhecer, meu rosto mudou muito.
_ Eu fiz ele e acho que está igual quando você era adolescente, apenas um pouco maduro.- Deslizo meus dedos pelo seu rosto, sentindo ele quente e um pouco de barba, ele deveria faze-la.
_ Ele está perfeito, vamos.- Pegou a minha mão e ele a entrelaçou e saímos do quarto, descendo a escada e sendo visto por alguns Comensais, que fizeram algumas mesuras.
Abrimos a porta e aparatamos em um beco qualquer no Beco Diagonal. Ele ainda segurava a minha mão e seguimos para o banco. Alguns nos olhavam e outros sussurravam. Tom fazia muito sucesso.
Ele apertou ainda mais a minha mão, fazendo que a mesma doesse um pouco e eu aperto a dele, não sei o motivo, apenas apertei sua mão. Subimos os degraus e eu vejo os duendes da porta.
_ Boa tarde, grandes guerreiros que protegem a porta.- Era apenas cinco horas da tarde.
_ Boa tarde, esperamos que seu caminho sempre seja repleto de ouro e fortuna.- Tom me olhou e sussurrou no meu ouvido.
_ Não sabia que você sabia os costumes dos duendes.- Mordeu a minha orelha e eu fico procurando se alguém viu, o banco estava cheio.
_ Você precisa parar de fazer isso.- Digo entrando na fila.
_ É mais forte que eu.
_ Parece um coelho no cio.- Digo o olhando.
_ Já tem dez anos que não faço sexo.- Me olhou como se fosse óbvio.
_ Só pensa nisso?
_ Não, penso na vitória da minha guerra.- Andamos um pouco na fila.
_ Então continue pensando nela ou procure uma p********a para te satisfazer.- Reviro os olhos e ele sorri de lado._ O que foi?
_ Quer ser...- Piso no seu pé antes que ele falasse algo vulgar._ Aí.- Quase gritou e algumas pessoas nos olharam.
_ Não fale coisas vulgares com esse rosto, acaba o encanto.- Dou um passo para frente e estamos quase chegando.
_ Você tem um senso de humor que me fascina.
_ Fico contente por isso.- Digo olhando para os lados._ Quando sairmos daqui temos que buscar suas outras Horcrux ou você já pegou?
_ Pedi para Antonin procurar Nagini e minhas outras Horcrux eu sei onde está, uma está em uma caverna e a outra está na casa dos Gaunt.
_ Você só sabe a localização de uma e é essa que pegaremos, a outra está com Monstro, Regulus deu a ele para destruir.- O ar ficou sufocante e eu aperto a mão de Tom tentando chamar sua atenção.
Alguns duendes nos olharam e começaram a falar sobre nós.
_ É o Lorde?- Perguntou um e eu olho para Tom que estava com seus olhos faiscando em raiva.
_ Tom.- Chamo ele e o mesmo me olha._ Seremos descobertos, se acalme.- Suplico.
Ele cerrou os dentes e apertou fortemente a minha mão, parecia que a mesma iria se partir ao meio, pela tamanha força que Tom fazia. Pego a minha outra mão e a coloco no seu ombro apertando o mesmo para que ele largasse a minha mão.
_ Está doendo.- Disse me olhando com raiva.
_ A minha mão também.- Sussurro com raiva._ Solte ou se acalme, não contei isso para você ficar com raiva, contei porque eu sei como consegui-la de volta. Agora se acalme.
_ Um dia irei te m***r por conta de sua língua afiada.
_ Se conseguir.- Eu era imortal meu amor e as marcas no meus olhos confirmavam minhas palavras.
_ Próxima.- Disse o duende e eu sorrio para ele._ Senhorita Lestrange, que bom lhe rever. Veio conversar com o Caspra?- Concordo com a cabeça._ Avisarei ele, um momento.- Desceu do seu banquinho e foi até outro duende.
Demorou alguns minutos até que o duende voltasse e acenasse com a cabeça. Snaglok voltou e falou que eu podia entrar com meu acompanhante.
_ Que sua fortuna brilhe mais que as estrelas.
_ Que em seu caminho todos os seus inimigos caiam sem levantar uma varinha.
Ando até a porta e a abro, caminhamos em silêncio até encontrar a porta e eu bato nela, largando a mão do Lorde.
Caspra pediu que entrássemos e eu abri a porta sendo vigiada pelo Tom. Sorrio para o duende e quando o mesmo viu quem me acompanhava ele se levantou do seu lugar e se ajoelhou.
Fecho a porta e me sento na cadeira disposta na frente do duende.
Caspra se levantou e se sentou secando algumas lágrimas.
_ É bom tê-lo de volta, meu senhor.- Disse sorrindo com seus dentes pontiagudos.
_ É bom lhe ver novamente Caspra.
_ O que eu posso fazer pelo senhor?
_ Para ele nada, mas para mim...- Abro a f***a do d***o e pego a caixa e coloco em cima da mesa, Caspra me olhou sem entender.
_ Está devolvendo?- Perguntou um pouco incrédulo.
_ Os originais estão comigo, pegue e coloque onde você os pegou.- Ele pegou a caixa e a abriu e todos puderam sentir a magia n***a impregnada naqueles objetos.
_ Tessa.- Sorriu Caspra._ Cada dia você me surpreende mais, estou pasmo com sua capacidade, poucos conseguem fazer isso.
_ Fico contente com suas palavras.- Digo sorrindo e olho para o Tom._ Não dirá nada?
_ Parabéns, sua inteligência é algo que me impressiona ainda mais.- Deslizou seus dedos pelos meus lábios e sinto mais uma batida no meu coração ficar descompassada.
_ Obrigada.- Sinto minhas bochechas se esquentarem.
Caspra via aquela cena fascinado, ele podia sentir o destino os unindo, puxando as linhas do tempo para que eles fossem um só. Mas uma linha já estava os ligando, como se fosse um elo que nunca pudesse se quebrar.
Ele não era vermelho como o fio do destino, ele era azul, ligava o ventre de Tessa e o coração do Lorde. Os duendes tinham olfato e visão de outro mundo.
_ Vejo que estão se dando bem, vejo um futuro maravilhoso para vocês e ele está cada dia mais perto.- Sorriu o duende me fazendo franzir a testa.
_ O que quer dizer?- Pergunto.
_ Quem sabe? O destino é algo que nem mesmo eu posso traçar.
_ Então por que fala sobre ele?- Tom o perguntou e o duende sorriu ainda mais.
_ Porque ele é fascinante.- Sorriu escondendo algo de nós._ Cuidarei desses pertences.- Bateu na caixa e eu me levanto sendo seguida por Tom.
_ Se é assim, eu lhe desejo sorte e fortuna.
_ E eu lhe desejo um bom futuro.- Não entendo suas palavras e saio do escritório.
_ Caspra sempre gostou de usar as palavras para avisar alguma coisa, algo vai acontecer conosco.
_ Eu espero que seja coisa boa, estou cansada de coisas ruins.
_ Que coisas ruins?
_ Você por exemplo.- E eu sorrio de lado.
Saímos do banco e aparatamos em outro lugar que eu desconhecia, olho para uma mansão que parecia cair aos pedaços e olho para Tom que a olhava com monotonia.
_ Onde estamos?- Pergunto e ele me olha.
_ Estamos de frente para a mansão Riddle, onde eu matei a família Riddle.- Disse sorrindo e seu sorriso era sádico._ Vamos, temos que pegar o anel.- Ele andou com uma mão no bolso e pegou a minha com a outra._ Nunca veio aqui?
O cenário era triste, eram árvores sem vida, terra seca e grama amarelada. Era tão triste que me dava aflição, parecia errado estar ali.
_ Isso aconteceu quando eu coloquei meu anel aqui, a magia dele começou a corroer a natureza.- Me olhou.
_ Por isso que quando Dumbledore pegou o anel ele ficou fraco e sua mão começou a apodrecer.- Ele concordou.
Andamos mais um pouco e eu vejo uma casa de madeira quase desabando, eu senti um arrepio indesejável pelo corpo e meus demônios internos me falavam para não entrar. Eu paro de andar e ele me olha.
_ O que ouve?- Perguntou preocupado.
_ Não posso entrar, algo está me impedindo de dar mais um passo, entre e traga o anel aqui, eu farei um anel igual para você colocar no lugar.
_ Mas.- O olho o calando._ Tudo bem.- Largou a minha mão e se foi, entrando naquele lugar que me dava calafrios.
Olho para os lados e para o céu, ele estava escurecendo e eu estava cansada, apenas queria um banho bem quente, sentir a água cair na minha pele me fazendo sentir quente.
Olho para a frente e vejo Tom trazendo uma caixinha e abrindo a mesma me mostrando o anel empregando de magia n***a e essa era mil vezes mais mortal.
_ Você realmente queria m***r qualquer um que o tocasse.- Digo pegando a minha varinha na f***a do d***o e o mesmo olhou ela, sem dizer nenhuma palavra._ Exemplum.-. A caixa e o anel se multiplicou e ficou na outra mão de Tom.
Levito a caixa com anel original e a coloco dentro da f***a.
_ Ele estará seguro ali por enquanto.- Eu poderia colocar todas as Horcrux ali, mas eu não queria carregar esse fardo. Aponto a varinha para o anel e digo:_ Duplici Exemplari.- E a mesma magia do anel original fica no anel falso._ Pode levar.- Digo guardando a varinha.
Ele se foi e eu fico mais uma vez sozinha e fico pensando no meu pai, quando eu chegasse na mansão eu deveria conversar com ele e a mamãe, mas até lá eu deveria aproveitar um pouco esse passeio.
_ Vamos, odeio esse lugar.- Pegou a minha e saímos daquele lugar aparatando em um beco qualquer em Paris.
_ Aqui já anoiteceu.- Digo abraçando ele, não sabia o motivo, apenas queria abraça-lo.
Ele colocou seu queixo na minha cabeça e me abraçou.
_ Eu tenho medo.- Digo fechando meus olhos e escutando as batidas do seu coração._ Medo de ver meus pais mais uma vez mortos, tenho medo.
Ele alisou meu cabelo e eu abraço ele mais forte, sentindo o seu perfume e me aconchegando ainda mais a minha cabeça no seu ombro.
_ Tenho medo de tudo que está acontecendo ser apenas um sonho da minha cabeça e que eu serei acordada a qualquer momento.- Suspiro._ Eu não sou de ferro ou como você, tenho sentimentos e o sentimento mais relevante é o medo. Os outros são apenas bônus. Eu quero a minha vingança e eu não vou esquece-la. Quero eles mortos, quero mata-los, quero que eles morram e sofram.
_ Se esse é seu desejo, eu posso realiza-lo.- Levantou a minha cabeça e eu abro meus olhos._ Eu posso fazer isso que você quer. Posso dar a cabeça deles em uma bandeja de prata, apenas.- Sussurrou rente a minha boca me dando uma selinho._ Seja minha.
Eu... Queria aceitar.
Dou um tapinha no seu braço e ele me solta de seu abraço, olho para ele, e sorrio. Começo a andar e espero que ele me acompanhe.
_ Precisamos comprar roupas para você e para mim, alguns objetos decorativos e essas coisas.
_ Estou as suas ordem.- Ele me deu o braço e eu pego ele, andando pelas ruas de Paris, a cidade do amor.
Entramos em várias lojas de roupas, experimentamos, comemos e aproveitamos um ao outro. Parecia que estávamos de férias e que a guerra nunca existiu. As compras iam crescendo e Tom não aguentava mais carregar sacolas de lojas trouxa.
Entramos em um beco e eu coloco toda as sacolas dentro da f***a do d***o e continuamos comprando.
Ficamos na cidade por horas, até que estrelas já pudessem ser vistas no céu e a lua ficasse no meio do céu.
_ Temos que ir.- Digo vendo as pessoa andando._ Aqui é lindo, mas temos que voltar.
_ Irei lhe trazer mais vezes aqui.- Disse aparatando na frente de todo mundo.
Chegamos no hall de entrada e eu o olho surpresa.
_ Seu louco!- Digo abismada e ele apenas sorriu.
_ Irei para o escritório, peça Dixy para lhe ajudar a guardar as coisas.- Se foi.
Mentalizo o closet do nosso quarto e coloco as compras lá. Chamo Dixy e peço ele que arrumasse as coisas para mim. Subo os degraus e vou até o quarto que tinha a assinatura dos meus pais.
Bato na porta e abro ela, vendo os dois conversando, os dois me olharam e sorriram.
_ Desculpe interromper vocês, mas eu queria conversar.- Fecho a porta.
_ Venha, me de um abraço.- Papai disse se levantando e eu vou até ele o abraçando._ Você cresceu.- Beijou meus cabelos._ Mas está precisando de uns bons conselhos.- Me empurrou na cama e mamãe se levantou dela e eu fiquei assustada.
_ Filha eu e seu pai estávamos conversando e eu acho melhor você voltar para a mansão Lestrange ou até mesmo terminar seu ano escolar em outra escola.
_ Tudo por causa de Tom?!- Eles me olharam boquiabertos.
_ Não chame ele assim, esse nome pode acabar lhe matando. Ele é seu senhor.- Papai me deu um sermão.
_ Seu pai está certo querida e essa aproximação de você e do Lorde, eu não acho saudável. Você ainda é jovem, precisa conhecer pessoas de sua idade e talvez você goste delas.- Eu estava perdida, eles queriam que eu fugisse, fugisse dos meus sentimentos.
Meu coração doeu e eu os olho tentando dizer as palavras que não queriam sair da minha boca.
_ Filha, entenda. Ele gosta da Bella, sempre será ela. Eles só estão dando um tempo, porque você é o novo brinquedinho dele.- Mamãe disse alisando meu rosto.
Ela... Estava certa, não estava?
_ Você tem que ver como ele fica sem você, ele parece que vai m***r todos, até mesmo eu e seu pai. O caráter que ele está usando com você, é falso.
_ Mas eu não posso ficar longe dele, tenho que ajudá-lo. Tenho que ser uma agente dupla, entenda. Eu não sou mais aquela menininha estúpida, eu cresci e se eu quebrar a cara com o "Lorde", eu vou me levantar e vou continuar caminhando. Vocês são meus pais mas ele é....
_ Ah.- Mamãe me olhou triste._ Você se apaixonou, você o ama.
_ Eu gosto dele, eu.. Sim, eu o amo.- Digo sentindo meus olhos arderem e meu coração apertar.
A marca que o Tempo fez me fez ardeu e brilhou, me levanto correndo e me olho no espelho. O símbolo da ampulheta brilhava e eu pedia a Merlim que a marca que não fosse parar no rosto de Tom.
_ Você está bem?- Perguntou mamãe preocupada.
_ Sim, eu só estou cansada, eu agradeço pelos avisos, mas eu tenho que quebrar a cara de vez em quando.- Digo os olhando e saio do quarto indo até o quarto de Tom.
Suspiro fundo e entro no quarto vendo que o mesmo estava no banheiro, fecho a porta e dou alguns passos e vejo que o mesmo estava com apenas uma calça de moletom e com cabelos bagunçados e molhados. Ele estava em pé com a mão no rosto e eu mordo meus lábios em agonia.
_ Tom? O que ouve?- Pergunto entrando no banheiro e vendo que na pia tinha sangue.
Retiro suas mãos do seu rosto e faço que ele me olhasse.
_ Você tem duas marcas embaixo do olho.- Tocou minhas marcas. Olho para o canto do seu olho e lá estava, a ampulheta do tempo.
_ Você também tem.- Passo meus dedos na ampulheta._ Tem a mesma ampulheta que eu, isso significa que seremos bons amigos futuramente.- Minto, eu não queria contar para ele que eu o amava. Eu tinha medo dele me largar depois de descobrir meus sentimentos.
Sinto as minhas marcas arderem e isso significava tristeza.
_ Não quero ser apenas um amigo.
_ Mas é o que seremos.- Sorrio beijando seus lábios, estava com vontade de chorar._ Tenho que tomar banho, vou pegar meu pijama.
Saio do banheiro e vou até o closet que já estava arrumado, pego um pijama cinza e me lembro de colocar o anel no cofre.
Vou até o cofre e pressiono a parede e a agulha novamente apareceu e eu espeto meu dedo nela, fazendo que a bolinha preta saísse da parede vindo até a mim. A parede se abriu e eu entro no cofre vendo as duas Horcrux dentro da caixa de vidro.
Pego dentro da f***a a minha varinha e faço a que a caixa flutuasse. Colocando a caixa dentro da redoma de vidro quadrada.
Quando a Horcrux se aquieta dentro da redoma eu saio do cofre e fecho o mesmo. Ando até a saída do closet e vou até o banheiro e Tom continuava ali e ele me olhava com raiva.
_ Você está me escondendo algo, eu não sou e******o Tessa.- Agarrou meu pescoço me enforcando. Aquele era o verdadeiro Lorde das Trevas._ O que me esconde?- Sussurrou perigosamente perto do meu rosto._ Diga.- Disse apertando ainda mais meu pescoço e eu não estava com medo, aquilo estava me excitando.
_ Ah.- Gemo e sinto minhas bochechas arderem.
_ Você é sadomasoquista.- Disse rindo._ Isso é deliciosamente atraente.- Tento empurra-lo para longe, mas não consigo._ Agora me diga, o que você esconde?
_ Eu estou pensando.- Ele aliviou o aperto._ Se eu devo te dar minha virgindade.- Minto._ Mas agora, eu acho que é melhor você só ficar nos beijos e carícias.- Empurro ele e vou até o banheiro para tomar banho.
Entro no mesmo e me tranco no banheiro me agachando no chão e deixando as lágrimas saírem. Meu mundo estava todo errado, meus cálculos não tinha Riddle na minha vida. Eu só seria uma aliada e não uma amante.
Eu não queria me apaixonar, mas ele...
Bato no meu rosto e tento me recompor. Me levanto e retiro minha roupa a colocando dentro do cesto. Coloco o meu pijama na pia e vou até o chuveiro, o abrindo.
Me sento no chão e deixo tudo desabar. Eu estava ruindo aos poucos, essa guerra e essa missão estavam me cansando, eu só queria um pouco de paz.