196 - Terror

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Terror Narrando Foi mó satisfação levar o Alemão amarrado, papo reto, ver aquele otärio rendido, jogado igual um saco de lixo, foi tipo missão cumprida, tá ligado? Ele tentou correr, tentou espernear, mas eu já cheguei no sapatinho, dei a banda, e já foi logo pro chão. Amarrei ele com a própria blusa, Joguei dentro da mala de um carro velho que pegamos lá mesmo na quebrada dele. O bagulho tava só o pó, mas motor tava firme. Meti marcha, fião. Madrugada nervosa, rua deserta, e eu fazendo zigue-zague com o carro só pra ele sentir o drama da viagem. Cada batidinha de leve no canteiro era uma mensagem: “tu vai pagar por cada fita errada que tu fez, vacilão”. — Fica quieto aí, cüzão — falei alto, só pra ele ouvir e saber que era eu dirigindo. Ele começou a resmungar de dentro da mala, dand

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