CAPÍTULO 20

3425 Palavras
Eu sempre fui um mulherengo convicto, nunca me arrependi desse meu jeito. Nunca quis me prender a alguém, então para mim minha vida estava perfeita. Sou um cara rico, bem sucedido e com uma vida extremamente leviana. Porém uma certa pessoinha loirinha de olhos verdes me chamou a atenção, não imaginava que ela seria a minha filha. Estava puto com Katherine por ter me escondido isso, por mais que minha vida não é as melhores pelo meu jeito leviano, jamais deixaria de assumir um filho, mais exatamente uma filha, que era a minha cara afeminada. Eu saí da casa de Ana com raiva de Kate, de mim mesmo por não ter pensado nas consequências da nossa única noite juntos. Me lembro de tê-la conhecido em uma festa de cidade vizinha a Portland. Me lembro que ficar com ela com a certeza de que a mesma iria tomar a pílula do dia seguinte. Queria ouvir da boca dela o que deu errado, mas neste momento o que estava me preocupando era o fato de ter uma filha e não conhecê-la. Ter ficado afastado dela durante seis anos. Katherine não tinha esse direito, por mais que não soubesse um do outro, ela poderia ter me procurado, ou quando Ana falou das nossas suspeitas e também do teste de DNA que dera positivo, ela deveria ter me procurado. Deveria ter me dito a verdade. Eu queria entender o que houve para a mesma me odiar tanto, a ponto de não vir até a mim e dizer que teríamos ou tivemos uma filha. Mas espero que ela tenha ciência que eu estou brincando quando disse que faria tudo para conhecer Ava e também para ser realmente o pai que já deveria ser a seis anos. Katherine não vai me tirar mais nenhum dia longe da minha filha, nem que para isso eu tenha que entrar na justiça. - O que houve Elliot? Pelo jeito já sabemos porque a Ava se parece tanto com você. - Ela é minha filha Christian. Minha filha. Não acredito que Katherine foi capaz de me escondê-la por seis anos. Falo bebendo uma cerveja. - E como isso aconteceu? Christian pede. - Ela e eu nos conhecemos em uma festa de cidade, ficamos uma vez. Eu estava sem camisinha e acabamos concordando que ela tomaria a pílula do dia seguinte. Combinamos de nos encontramos no dia seguinte, porém cara eu bebi tanto, tanto com meus amigos no hotel que estava hospedado que fui para festa e acabei ficando com outra garota. No outro dia eu fui sobreo para a festa, mas não a vi mais. Termino de falar lembrando que se não fosse isso, talvez ela tivesse tomado a pílula comigo a lembrando. - É e pelo jeito ela não tomou a pílula e a menina é sua mesmo, e eu novamente fui um i*****l acusando Ana de ter conseguido forjar o exame. - E como você foi com ela? Já sei que não fará igual a amiga escondendo um filho. Falo triste por tudo isso. - É mas está querendo me privar de acompanhar a gravidez. Christian diz me deixando intrigado. - Como assim? - Não me quer perto, não quer que eu vá às consultas de pré natal. Meu irmão diz suspirando. - E você vão fazer a vontade dela? Peço não querendo que ele dê o braço a torcer. - Claro que não. Eu já liguei para Welch pedindo que o mesmo descubra a médica obstetra que está acompanhado a gravidez de Ana aqui e também pegar a o dia da próxima consulta. Ela querendo ou não eu vou estar lá, é meu direito como pai. - Isso mesmo cara. Não deixe chegar ao ponto de ficar igual a minha situação com Ava. Será que elas não pensam que são as crianças que sofrem com toda essa situação? - Ela disse que não vai me privar de ver e ficar com nosso filho, mas ela não me quer por perto dela. - Será difícil isso não? Principalmente no começo que ele vai depender mais dela. Ela vai ter que estar sempre por perto. - Eu preciso trazê-la para meu lado de volta. Não podemos ficar tanto tempo longe um do outro. - Eu quero ver como você vai consertar as coisas com ela. - Conquistando-a, fazendo a ver que eu não sou aquele i*****l que casou com ela. E principalmente mostrando que eu serei um ótimo pai para o nosso filho. - É cara, somos dois homens fudidos. Com mulheres complicadas e com filhos que precisamos conquistar. No seu caso será mais fácil, você o conhecerá desde o começo. Agora eu tenho que lutar para conquistar uma menina de seis anos que não sabia que existia. - Você vai falar com ele que dia? Christian pede. - Amanhã. Dei até amanhã para Katherine contar a verdade para Ava, e assim eu falaria com ela. - Espero que você tenha sorte. - Eu também espero que ela me aceite como pai. Falo mais para mim do que para ele. - Então vamos ficar em Portland hoje? Ele pede sorrindo. - Claro que vamos. Só volto para Seattle depois de falar com a minha filha. Ela precisa saber que eu nunca soube dela, e que agora mais do que tudo quero conhecê-la e ser o pai que ela não teve esses seis anos. - Então vamos pedir a Taylor para achar um hotel pra gente. Quem sabe amanhã eu possa conversar com Ana também. Ele fala sorrindo. - Torço por vocês cara. Falo batendo a minha garrafa de cerveja na garrafa dele. Ficamos ali tomando cerveja e conversamos mais. A noite Taylor já havia achado um hotel para Christian e eu. Aproveitei para ligar para o advogado da nossa família. Quero que ele faça a alteração da certidão de nascimento de Ava. Ela terá meu sobrenome. Me deitei pensando em como ela vai reagir quando me ver. Será que ela vai me rejeitar? Será que ela vai querer me conhecer? Sinto um aperto no peito, Merda. Katherine não podia ter feito isso nem comigo e nem com nossa filha. Durmo pensando naqueles olhinhos verdes me olhando. O domingo amanheceu chuvoso. Estava parado já na porta da casa de Ana. Estava nervoso parecendo que teria meu primeiro encontro. E era meu primeiro encontro, encontro com uma certa loirinha de olhos verdes. É encontro de pai e filha. Só tinha medo que ela não me quisesse como pai e também que me rejeitasse. Suspiro e essa era a hora. Tomei coragem e sair do carro. Fui até a porta e respirei mais fundo. Toquei a campainha, não demorou muito para Katherine abrir a porta. Eu a olho. - Espero que você já tenha contado a ela. Falo sério. - Sim. Eu vou buscá-la. Só peço para você ser gentil com ela. Ela está com medo de você não gostar dela. Ela fala e eu não digo nada, porque nós dois estamos com esse medo. Katherine está demorando. Talvez Ava desistiu, não quer me conhecer. Meu coração está acelerado, minhas mãos estão suadas. Fico andando de um lado a outro naquela sala enorme. Vejo Katherine e uma pessoinha descer as escadas. Ava se esconde atrás da mãe. Katherine me olha e diz para eu falar com ela. - Ava? Eu a chamei. Ela não saiu de trás de Katherine. Ava querida, podemos conversar? Peço de novo. Ela coloca a cabeça para fora e olha para mim. Seus olhos tem um brilho misturado com medo. Eu quero te conhecer. Falo e a mesma abriu um pequeno sorriso. Porque você não senta aqui e me conta um pouco sobre você. Indago e ela vem toda tímida depois de soltar a mão da mãe. Ela olha para trás e Katherine assenti e ela se senta olhando para baixo. - Amor, mamãe vai está na cozinha. Qualquer coisa pode me chamar. Katherine diz e vai para acho ser a cozinha. Respiro e olho para essa pequena que não tem culpa de nada. - Então, você pode me contar um pouco de você? Ou você quer que eu fale um pouco de mim. Ela me olha e sorrir. Um sorriso lindo e encantador. - Meu nome é Ava Kavanagh, tenho seis anos. - Elliot Trevelyan Grey, e tenho trinta e oito anos. E o que você gosta de fazer? Peço. - De desenhar, de passear no shopping e brincar nos brinquedos. Ela diz olhando para seus dedinhos. - Eu também gosto de desenhar. Sou engenheiro e mexo com montão de desenhos. Ela olha para mim e seus olhos verdes brilham. - Um dia você me mostra seus desenhos? Ela pede sorrindo. - Sim, e você me mostra os seus. Tudo bem? Ela afirma com a cabeça sorrindo. - Eu tenho um monte de desenhos para o Sr. Ela fala já se abrindo. - É mesmo? Perguntei empolgado e sorrindo por ela ter feito vários desenhos para mim. - Sempre quis conhecer o Sr e então fiz um desenho todos os dias para você. Meus olhos se enchem de lágrimas. Reprimo para a mesma não cair dos meus olhos. - Ava querida, eu não sei se sua mãe te disse, mas eu quero que você saiba por mim, que eu não sabia da sua existência. Fiquei sabendo que você era minha filha ontem aqui. Eu sinto muito por ter passado esses anos todos longe de você, eu nunca imaginei que você era minha filha. Digo já deixando as lágrimas escorrendo em meus olhos. Limpo as mesmas. Mas isso não significa que eu não queira agora ser seu pai. Isso não significa que não podemos recuperar o tempo perdido entre nós dois. Se você desejar, me quiser ainda na sua vida eu estarei aqui sempre para você e por você. Vejo que seus olhinhos escorrem lágrimas também. Me ajoelho na sua frente e levanto o rostinho dela para a mesma olhar para mim. Você me aceita como seu pai? Peço e ela se joga em meus braços chorando e sorrindo ao mesmo tempo. Há minha linda, prometo ser o melhor pai do mundo para você e se eu errar com você, porque isso pode acontecer, eu farei o possível para aprender e consertar meus erros com você. Falo a abraçando apertado. Deixa o papai te dar uma coisa. Digo e sento ela em meu colo. Ela me olha, tiro do bolso uma pulseira de ouro que personalizei essa manhã em uma joalheria que abriu somente para Christian Grey. Meu irmão consegui umas coisas. Mandei gravar o nome dela e a frase " Não importa o tempo que ficamos separados, sempre serei seu pai". Coloquei a pulseira no braço direito dela. Ela sorriu e me abraçou. - Obrigada papai! - Gostou? - Adorei, obrigada! Ela fala e me dar um beijo. Eu vou pegar os desenhos para o Sr ver. O Sr quer? Ela pede com seu sorriso estampado no rosto. - Claro que quero. E tem mais, se você fez para mim eu quero ficar com eles. Digo e ela levanta mais animada. - Vou pegar. Ela sai correndo. - Ava não corre, cuidado com a escada. Digo já super protetor. Katherine chega na sala. Ela é um amor de menina. - Sim, é. - Eu mandei meu advogado já mudar a certidão de nascimento dela. Amanhã mesmo ele fará isso. Vocês estão morando por aqui? Indago, pois não quero ficar afastado de Ava nem um só dia. - Não. Moramos em Seattle. Ela fala. - Ótimo. Quero vê-la todos os dias. - Para mim não é problema. - E mesmo se fosse Katherine. Eu não vou abrir mão de Ava nem mais um dia. Você querendo ou não, eu vou vê-la. Ela não diz nada e Ava chega com um caderno de desenho. - Aqui papai. A pego no colo e sentamos de novo no sofá. Começo a ver os desenhos desde o início. Alguns não têm formas, creio que ela tinha pouca idade nesses, e outros já tem forma. Ela me desenhou do jeito que ela achou que eu era. Eu estava maravilhado com tanto de desenho que ela fez de mim e para mim. Tinha desenhos meus com a mãe dela, cachorro, um porquinho ( ri desse desenho), um gato e uma casa grande. Sabia que ela tinha sonhos de uma família, é o sonho de toda criança. Cadê desenho que passava ela me contava que havia desenhado quando as coleguinhas disseram que ela não tinha pai, só mãe. Katherine não viu que a filha estava sofrendo essas coisas e não fez nada. Eu estava com raiva dela, e isso só aumentava ao ver que Ava pedia pela minha presença a muito tempo e sofria cada dia pela minha falta. Eu passei o dia todo com ela. Katherine deixou a gente e saiu não sei para onde. A noite elas tinham que ir embora, e eu também. Ava queria que eu a levasse em casa e colocasse ela para dormir. Liguei para Christian dizendo que eu iria com Katherine para Seattle. Ele me questionou se eu vi Ana, e eu disse que não. Ela parecia que não estava em casa. Christian bufou e desligou me desejando boa noite. Na casa de Katherine coloquei Ava na cama e dei um beijo nela. A mesma já estava dormindo. Katherine estava na sala, só disse que estava indo embora e ela abriu a porta. Fechou a mesma e eu respirei fundo. Sei que eu preciso ter uma convivência boa com ela pelo bem da nossa filha, mas neste momento eu ainda estou com raiva por ela ter me escondido Ava. Segunda feira de manhã, eu fui cumprir o que Mia havia me pedido. Eu e Christian já tínhamos combinado de ir a clínica hoje a tarde para saber que o Elena fez a minha irmã, mas antes de saber eu já vou colocar a minha titia fora da nossa casa. Cheguei em casa e estava uma bagunça. Eu disse que a responsabilidade de manter a casa arrumada era dela. Mas parece que a mesma não me ouviu. Vou até a cozinha e vasilhas espalhadas pela pia, bancada e ilha não tem fim. Minha tia é uma aproveitadora mesmo. Vou acabar com essa palhaçada hoje. Volto para sala e a hora que eu iria subir para o quarto, ela desci em uma escandalosa camisola vermelha que só falta seus p****s saírem saltando dela. Fora que se ela abaixar ela vai mostrar sua b***a de velha toda, que nojo só de pensar. Ela me ver e dá um sorriso grande, como se eu fosse o prêmio dela. - Bom dia querido! Já iria te procurar hoje. Ela fala e eu cruzo os braços. - Eu preciso que a Sra pegue suas coisas e libere a casa. Digo sem rodeios. Eu não quero saber o que ela quer comigo. Ela faz cara de desentendida. - Como assim? Porque? - Porque Mia não vai voltar para cá, e eu vou mandar fechar essa casa de vez. Digo me sentando. - Porque Mia não vai voltar para cá? Vocês estão pensando em deixá-la internada para sempre naquela clínica. Ela pede - Não tia Elena, ela só não quer morar aqui mais. Olha eu não estou com tempo e nem paciência para te explicar as coisas. Eu preciso que você suba e arrume suas coisas. - Eu não tenho para onde ir filho. Ela fala melosa. - Eu não sou seu filho Elena, e outra eu não posso fazer nada se você não tem para onde ir. Já te ajudamos até agora e não podemos fazer mais nada por você. Falo e ela me olha em choque. - Vocês não podem fazer isso comigo. Eu sou a tia de vocês e neste momento eu não tenho para onde ir e nem como me sustentar. - Tia, você chegou aqui e disse que deixou seus cartões em Londres. Estamos te sustentando até agora devido a esse " esquecimento". Christian mandou essa passagem de avião para a Sra voltar para Londres, e buscar suas coisas, seus cartões, sei lá mais o que a Sra deixou lá. - Eu não quero voltar para Londres. Mia precisa de mim aqui. Ela fala com raiva. - Não se preocupe com Mia, ela vai morar comigo ou com Christian, estamos decidindo ainda. E também ela não vai precisar de você. - Vocês não param para cuidar dela, ela pode voltar a se drogar. - Não vai acontecer, dessa vez vamos ficar de olho nela. Então tia pode parar de argumentar, já temos problemas demais para se preocupar e com a Sra seria mais um problema. Pode juntar suas coisas e deixar a casa dos meus pais. Falo cansado dos argumentos idiotas dela. - Essa casa também é um pouco minha, já que sua mãe era a minha irmã. Há meu saco. Haja paciência. - Tia reclame seus direitos na justiça. Vai a merda com essa sua ambição. Eu já estou no limite com a Sra. Pare de reclamar de algo que não cabe a Sra. Pode subir agora, e pegue suas coisas e some daqui, das nossas vidas. - O que eu fiz a você e seus irmãos? Ela pede eu estou no meu limite com ela. Passo as mãos na cabeça e olho para ela. - Quer saber mesmo? Ela me olha desafiadora. Eu nunca confie na Sra. Sempre tive o pé atrás com Você. Ainda mais quando fez Mia tira dinheiro da nossa conta. - Eu precisava de dinheiro para manter meus gastos. - E nós com isso? Não mandamos a Sra vadiar por aí e gastar seu dinheiro em noites com homens. Viajar o mundo gastando tudo que vovó e vovô deixaram para você. Ela me olha incrédula. - Como você ousa falar assim comigo? Ela pede irritada. - Falo como quiser. Vai embora agora antes que peça os seguranças para te tirar a força do jeito que a Sra está. - Você não teria essa coragem. - Quer pagar pra ver? Questiono nervoso e meu telefone toca, olho o número e não o conheço. Atendo. Alô. - Papai. Meu sorriso vem ao rosto assim que escuto a voz da minha princesinha. - Oi amor. Como você está? Peço. - Bem. Pedi a mamãe para te ligar antes de ir para a escola. O Sr não pode me levar hoje? Ela pede com sua vozinha doce. - Você já está indo linda? - Daqui a pouco. - Meu amor, olha eu não vou poder te levar, porque não vou chegar a tempo, mas vou te buscar. Tudo bem para você? - Promete que vai me buscar? Ela indaga. - Claro que prometo. Vou estar na saída te esperando linda. - Então tá. Beijo papai. - Outro princesa. Falo e desligo. Elena ainda está me olhando. Não tomou a decisão ainda tia? - Me dê hoje para arrumar um lugar para morar. Ela fala subindo com raiva. - Não tia. Te dou até a hora do almoço. Passou desse horário vou mandar te tirar a força daqui. Grito e ela sobe. Aproveito para pegar as chaves de todas as portas e trancar os quartos que eram usados pelos. meus pais e Mia. Tia Elena pode ser muito esperta, e pegar alguma jóia de valor para vender. Elena não sabe mais eu sei que ela tinha uma grande raiva da minha mãe, por ter casado com meu pai. Ouvir ela dizer ao telefone para alguém que meu pai era para ser dela e não da sonsa da minha mãe. Ouvir ela dizer que depois que minha mãe morreu, meu pai era para ter ficado com ela, mas ele nunca deu chance para isso, só se importava com a morta da minha mãe. Depois disso, eu não precisei saber de mais nada para ver que minha tia não presta. E se ela quer uma vida boa, vai procurar em outro lugar. Ao meio dia eu já estava sentado no sofá esperando ela descer. Não estava com muita paciência para ela e estava quase pedindo as seguranças para tirá-la a força de lá de cima. Mas não precisou. Ela desceu com uma cara de raiva e saiu pela porta sem dizer nada. Um alívio me tomou e eu pude fechar a casa toda. Pedir a um dos seguranças para não deixar ninguém que não seja eu, Christian e Mia entrar na casa. Agora era trabalhar um pouquinho e depois buscar a minha princesa e passar o resto da tarde e noite com ela.
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