CAPÍTULO 21

2046 Palavras
Depois que sair de casa para deixar Kate, Ava e Elliot com mais privacidade para conversar. Eu comecei a andar pelas lojas de Portland. Eu queria comprar algumas coisas para mim. Fui de carro até a cidade e depois caminhei um pouco na chuva até um a loja no Shopping que tinha certeza que estaria aberta. Mas antes de entrar no Shopping vejo Christian e Elliot saindo de um carro dirigido por Taylor. Como eu não queria conversar com ninguém, entrei na farmácia e fiquei lá até ver onde os mesmos entrariam. Vi que ambos estavam indo para o shopping também. Desviei meu caminho voltando para o carro. Não quero falar com Christian, não quero ouvir os mesmos discurso. Eu havia chegado em casa tarde. Kate já tinha ido embora me deixando uma mensagem no celular. Ela havia dito que tudo deu certo entre Ava e Elliot. A mesma havia gostado de conhecer o pai. Fiquei feliz por elas. Torcia para que pai e filha se dessem bem. Tomei um banho e fui dormir. Ultimamente o sono tem sido mais do que o normal. Acordei mais tarde do que o de costume, mas me levantei bem disposta e já comecei a minha rotina depois de um delicioso banho. Desci e minha sala estava cheia de flores. Fiquei sem entender e fui até uma delas e tinha um cartão, peguei e comecei a ler. " Não sei qual tipo de flor você gosta, portanto pedir para entregar para você todos os tipos. Espero que você goste, pois isso será só o começo para conquistar a minha esposa e mãe do meu filho". Hipócrita. Acha mesmo que vou voltar para ele depois de ouvir tudo que eu ouvir dele? Não mesmo, para mim ele sempre será o pai do meu filho e nada mais. - Amélia. Grito a minha empregada. Amélia. Grito novamente. Ela aparece com uma vassoura na mão e um pano no ombro. - Desculpe Srta Ana. Eu estava limpando a entrada. A chuva fez um estrago na entrada e na varanda. Ela fala respirando forte. - Calma Amélia, está tudo bem. Eu só quero que quando você puder coloque essas flores no estábulo. Ela me olha sem entender. - Tem certeza Srta? Ela pede olhando desconfiada. - Sim. Toda certeza do mundo. Eu vou sair e só volto a noite. Tenho muitas coisas para fazer. Falo já pegando a minha bolsa. Saio e vou em direção ao meu carro. Vejo Paul vindo em minha direção e já sei que ele quer falar comigo. Espero ele chegar até a mim apoiada em meu carro. - Oi Paul, tudo bem? Bom dia! Digo após ele chegar perto ofegante pela corrida. - Tudo ótimo Linda, e você? Ele pede me dando um beijo no rosto. - Ótima também. Mas me diga precisa de mim, de alguma coisa? - Sim. Papai pediu para te entregar esse relatório e também para pedir a você que fosse ao banco olhar a questão do cartão de crédito e débito da fazenda. - Nossa, ele já havia me pedido isso e eu não tive tempo de fazer. Mas não vai passar de hoje. Falo e Paul sorrir. - Vou dizer para ele. Que tal um jantarzinho hoje a noite? - Hum, aceito só se você me levar no meu restaurante favorito. Peço sorrindo e ele sorrir mais. - Combinado Srta. Te pego aqui as oito, tudo bem para você? - Ótimo. Agora deixa eu ir antes que eu não consiga fazer nada que eu tenha que fazer hoje. Eu sei que é meu dever cuidar de todas as coisas da fazenda, e por isso eu estava deixando meu sonho de montar a galeria de lado. Eu ainda não sabia como e onde iria abriria essa galeria, mas eu tinha que tomar essa decisão rápido, pois daqui a pouco eu não conseguiria fazer mais nada. Eu não teria a disposição de agora e teria que esperar meu bebê nascer, e também uns meses para realizar meu sonho. Eu queria muito ocupar minha mente, para não ficar pensando em Christian. Eu queria poder apagar ele da minha mente. Queria esquecer que nos conhecemos e pior ainda que tivemos alguma coisa. Mas era inevitável. Eu estava carregando um filho dele, e nossa aproximação com o tempo ficará pior. Tomará que quando isso vier acontecer eu já tenha apagado ele da minha mente e do meu coração. Tomará que eu já tenha partido para outra é consiga vê-lo somente como pai do meu filho. Nada mais que isso. Meu dia passou voando. Gastei muito tempo no banco para resolver a questão do cartão de débito e de crédito em nome da fazenda. Já estávamos para trocar a muito tempo, porém como a fazenda ainda não havia passado para meu nome, eu ainda não tinha como resolver. Mas agora tudo estava resolvido e a fazenda poderia funcionar melhor do que antes. Cheguei em casa às Sete e meia. Eu sairia para jantar com Paul. Queria muito distrair minha mente e também conversar um pouco com um amigo. Subir para meu quarto e já fui logo para o banheiro tomar um banho. Demorei mais curtindo a água em meu corpo, alisando a minha barriga que daqui a pouco vai começar a aparecer. Não sei porque mais tenho a sensação que será um menino lindo. Coloco uma calça jeans e uma blusa de manga preta, pego um blazer. Depois calcei uma sapatilha e peguei a minha bolsa de mão e sair. Na sala Paul já me esperava com um sorriso enorme no rosto. - Você está mais linda do que já é. Ele fala se aproximando de mim. - Obrigada, você também não está nada m*l. Falo fazendo uma careta. - Podemos ir então? Fiz reservas cedo pra gente. Ele diz piscando para mim. - Claro que sim. Eu estou morrendo de fome. m*l tive tempo de comer hoje. Digo sorrindo. Saímos no carro de Paul e fomos conversando sobre tudo. Eu gostava muito de Paul. Crescemos juntos e ele era como um irmão que não tive. O pai dele, o Sr Clayton é como um pai para mim. Sempre cuidou de tudo na fazenda, até depois que papai ficou muito debilitado. Ele foi o braço direito do meu pai e hoje eu tenho Paul como meu braço direito. Faz o trabalho na fazenda como o pai dele. Chegamos ao restaurante que já estava cheio. Entramos e a recepcionista nos encaminhou para a nossa mesa. Nos sentamos e ela disse que o garçom já viria nos atender. - Me conta Paul, como anda as coisas? Peço. - Na mesma Ana. Depois da faculdade eu voltei para a fazenda e Alice não se conforma em vivemos aqui. Ele fala meio triste. - Estão se divorciado também? Indago triste, porque às vezes temos que tomar esse tipo de decisão para seguir em frente. - Não decidimos isso ainda. Mas pensa Ana, como ficaria em New York com meu pai aqui sozinho? Eu sou a única pessoa que ele tem. Não posso simplesmente fazer a minha vida em outra cidade e deixar o meu pai aqui. E ela não entende que neste momento meu pai é prioridade, que ele precisa da gente, não só de mim, mas dela também, porque meu pai a tratar como filha. - Eu sinto muito por tudo isso que você está passando. Creio que um dia ela vai entender, e ver que você a ama, porém seu pai precisa de você. Falo tocando a mão dele. - Espero que sim. Mas você também não está nada bem. Ele pede. O garçom aparece e nós fazemos o nosso pedido. - Eu estou grávida Paul. Digo e ele me olha surpreso. - É daquele bacaca que você estava casado. Ele fala afirmando do que perguntando. - Acredito que o babaca deva ser eu. Christian fala se sentando à mesa. Droga, o que Christian faz aqui? Paul me olha e depois olha para mim. Mas eu disse que não queria vê-lo e nem quero falar com ele. - Pois é Paul. Infelizmente engravidei daquele babaca. Não digo pela criança, porque ela não tem nada haver com isso, mas eu acredito que ela merecia pai melhor. Indago como se Christian não estivesse na mesa. Nossos pedidos chegam. - Eu estou arrependido de tudo que fiz a você. Sei que está sendo difícil para você e para mim também, porém eu preciso que você me der uma oportunidade de me redimir. Christian diz e eu continuo comendo fingindo que não ouvir nada. - Paul a gente podia ir ao cinema essa semana hein. Peço olhando para Paul. - Para mim tudo bem linda. Ele diz e vejo Christian olhar com raiva para Paul. - Então depois vamos combinar. Falo. - E seus planos para a galeria? Paul pede. - Ana por favor podemos conversar? Christian indaga. - Ainda não sei que vou fazer Paul. Mas tenho que pensar, porque daqui a pouco minha barriga começa a aparecer e também a gravidez vai começar a cobrar seu preço, eu não vou ter tanta disposição como agora. - Você vai continuar me ignorando? Christian questiona. - Qualquer coisa pode contar comigo, e agora mais que tudo. Não quero você fazendo esforço, nosso bebê... - Nosso p***a nenhuma. Christian grita chamando a atenção das pessoas à nossa volta. Escuta bem cara. Esse bebê tem um pai, ele não vai ter outro se não for eu. E você Anastásia, pode tirar essa ideia de dar outro pai ao meu filho. Você não vai tirar o meu direito de pai. Você querendo ou não, eu sou o pai aqui e nada vai mudar isso. Ele fala se levantando nervoso. Vai embora. - Desculpe Paul. Peço pelo rompante de Christian. - Não tem problema Ana. Acho que não deveria ter dito nosso bebê. Mas eu disse em um contexto de tio, até mesmo padrinho. - Não se preocupe Paul, ele é estourado assim mesmo. Ver coisas onde não tem. Ele é expert nisso. Falo dando de ombros. Depois do jantar, fomos para casa. Paul me deixou na porta da minha casa e foi para a sua casa que também ficava dentro da fazenda. Eu estava cansada e com sono. Tratei de subir e me arrumar para deitar. Vestir uma calça de moletom e uma regata rosa. Me deitei e apaguei o abajur. Espero que Christian não fique em cima de mim, eu disse que queria distância e necessitava disso. Mais um mês se passou e hoje seria minha consulta de pré natal. Estava empolgada, pois talvez saberia o sexo do meu bebê, mesmo algo me dizendo que é um menino que cresci aqui, eu só queria a confirmação. Fui sorridente para a clínica. Cheguei na mesma e já dei meu nome e a recepcionista pediu para aguardar, pois eu seria a próxima. Me sentei, estava tranquila, folheando alguma revista, quando alguém sentou do meu lado. Olhei e não acreditei nisso. Christian estava fazendo o que aqui? Eu havia deixado bem claro que não o queria nas consultas. - O que você faz aqui? Indago cruzando os braços. - Vim acompanhar a consulta do nosso filho. Ele diz e raiva me consome. - Eu disse que não queria você aqui. Então pode ir embora. Falo firme. - Você não pode me proibir de assistir às consultas de pré natal. - Posso e vou. Eu não quero você aqui, não quero você perto de mim enquanto o bebê não nascer. Já me levanto com raiva. - Pois eu ficarei aqui e assistirei a consulta. É um direito meu como pai. - Ótimo que vá conseguir uma liminar para você assistir às consultas. - Você está de brincadeira né? Anastásia isso é ridículo. Eu não vou fazer isso. Ele fala e eu sorrio. - Então você não assistirá a nada aqui. - É meu filho também, você não pode me proibir de nada em relação a ele. Suspiro, porque sei que ele não vai me deixar em paz. A ideia de liminar era somente para afastá-lo de mim um mês. - Srta Steele. A recepcionista me chama. Christian e eu estamos travando uma batalha de olhares raivosos. Minha vida não nunca mais terá paz com esse homem.
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