A porta da médica estava ainda aberta me esperando entrar, e meus olhos estavam fixo nesse seu humano que acha que pode tudo. Ele quer acompanhar essa Merda de consulta que acompanhe, mas me deixe em paz. Suspiro.
- Que acompanhar essa Merda? Que acompanhe, mas já digo para você se manter longe de mim, não quero você segurando a minha mão, não quero você dirigindo sua palavra a mim. Falo e o deixo para entrar na sala da médica.
- Boa tarde Srta Steele, como você está? A médica pergunta ao me sentar.
- Estou ótima. Digo e ela percebe meu tom de voz áspero.
- Quem é esse Sr?
- Christian Grey, sou o pai do bebê. O babaca fala.
- Infelizmente. Digo e a Dra nos olha.
- Vamos começar os exames. A dra fala não dando vazão ao meu comentário. Algum sintomas, alguma coisa fora do normal aconteceu neste último mês Srta Steele?
- Não, nada de anormal. Estou super bem. Falo e ela escreve em seu prontuário.
- Que bom. Nenhum enjôo também?
- Fora de pessoas hipócritas, não tive mais nada. Falo olhando de canto para Christian.
- Olha eu não sei o que aconteceu com vocês dois, mas eu preciso alertar ambos que a minha prioridade aqui é a saúde da mãe e do bebê, portanto quero que você Srta Steele faça tudo para não ficar nervosa, nem agitada demais. Precisamos que essa gravidez chegue aos nove meses sem problemas e que o filho de vocês nasça bem. E você papai, tenha um pouco de paciência, grávidas tende a ficar com os hormônios a flor da pele, e todo cuidado agora é pouco. Nada de deixá-la estressada. A dra diz e eu não digo nada.
- Eu só quero acompanhar a gravidez Dra. Quero saber como anda a gravidez e o nosso filho. Ele me irrita a cada a******a de boca.
- Certo, então vamos ver como está essa gravidez. A dra diz e me pediu para me deitar na maca. Faço o que ela me pede e levanto a blusa. Ela passa um gel na minha barriga e já vem com o aparelho. Srta Steele, a Srta está de quatro meses, e nessa fase, começam a aparecer alguns grânulos nos m*****s, na área da auréola. Essa parte dos s***s também fica mais escura e eles aumentam consideravelmente de tamanho. O colostro pode começar a aparecer agora, pois é nesse período que é formado, porém, nem sempre começa a ser expelido nesse momento. Em algumas mulheres ele só vaza mais para o fim da gestação. Não há nada de errado nisso.Nessa fase, começam a aparecer alguns grânulos nos m*****s, na área da auréola. Essa parte dos s***s também fica mais escura e eles aumentam consideravelmente de tamanho. O colostro pode começar a aparecer agora, pois é nesse período que é formado, porém, nem sempre começa a ser expelido nesse momento. Em algumas mulheres ele só vaza mais para o fim da gestação. Não há nada de errado nisso. Porém você já me disse que não sente nada No quarto mês, as pálpebras, o pescoço, as cordas vocais, a laringe, o esqueleto e muitos dos seus órgãos internos do fato já estão quase completamente formados. Ele já consegue fechar as mãos e os dedos já começam a apresentar as impressões digitais. O lanugo, que é uma penugem que protege o corpo, surge, junto com as sobrancelhas e o cabelo. As bochechas e a ponta do nariz já começam a aparecer.
- Já vamos poder saber o sexo Dra? Christian questiona.
- Acredito que sim. O órgão genital fica evidente, fazendo com que seja possível identificar o sexo do bebê. Ele consegue controlar muitos de seus músculos voluntários e realiza seus primeiros movimentos. Por causa dos músculos involuntários, o feto já soluça. Nessa fase, ele também passa a ser capaz de apresentar diversas expressões faciais e se tornar mais receptivo aos estímulos externos, como os luminosos e os sonoros. Vamos ver aqui. Ele está bem esperto dentro de você mamãe. Olha aqui a mãozinha, os pezinhos, e vamos ver... É um garotão. A dra fala sorrindo e meus olhos enchem de lágrimas. Eu já sabia. Eu sentia que seria um menino. Sorrio. Meus parabéns papais. Já tem o nome? Ela pede.
- Não. Christian responde.
- Sim. Eu respondo. Dra olha para nós.
- Espero que ambos cheguem ao consenso. Olha ele está muito bem. Crescendo a cada dia. Vamos ouvir a batida do coração. Ela fala já colocando um som gostoso para ecoa na sala. Deixo lágrimas escorrer pelo meu rosto. Ele está super saudável e com os batimentos do coração regular. Pode levantar Srta. Christian vêm me ajudar, mas eu o fuzilo com os olhos. Não quero que ele faça nada por mim. Ele parar e passa as mãos na cabeça.
- Dra alguma recomendação para ela? Ele pede e eu reviro os olhos.
- O de sempre Sr Grey, nada de esforço físico, nada de exercícios físicos pesados, alimentação balanceada... A Dra está falando e aquilo estava me deixando com raiva. Ela não tem que passar nada para ele, não temos nada e não moramos juntos.
- Dra. A chamo. Ela me olha parando de falar. Não precisa explicar nada a ele. O mesmo não mora comigo, e não temos nada.
- Mas eu gostaria de saber Anastásia. Ele fala cruzando os braços.
- Tudo bem. Dra. A gente já terminou né? Alguma recomendação? Peço depois de limpar a minha barriga e abaixar a minha blusa.
- Já sim. E as recomendações é a mesma de antes. Nada de esforço e nada de nervosismos. Qualquer coisa pode me ligar. Ela fala.
- Ótimo, até a próxima consulta. Digo e saio da sala.
Eu pedi paz para ele, pedi que o mesmo não fizesse da minha vida um inferno, mas ele ainda continua querendo sempre me deixar chateada, sempre querendo fazer as suas vontades. Saco. Cheguei ao estacionamento, porém antes que eu alcançasse o carro, uma mão agarrou meu braço. Me virei e era só o que faltava. Respirei fundo.
- Me larga. Digo puxando o meu braço.
- Eu quero conversar com você sobre o nosso filho. Ele fala e eu aceno em negação com a cabeça.
- Não temos nada para conversar. Digo e me viro para ir embora.
- Eu quero saber o nome que você escolheu.
- Quando ele nascer você saberá.
- Ana por favor. Ele pede e eu paro.
- Eu que peço por favor. Some da minha vida. Me deixe em paz. Já não bastou os três anos que você infernizou a minha vida. Falo entrando no meu carro.
- Eu só quero saber do nosso filho. Sei que você não quer contato comigo para falar da gente, então por favor vamos manter contato só para falar do nosso filho. Ele diz e eu não quero falar com ele nem sobre o meu bebê. Ligo o carro e deixo o mesmo parado no estacionamento.
Se ele não tivesse duvido tanto de mim, se na noite que me entreguei a ele, o mesmo não tivesse sido tão i*****l, essa hora estaríamos curtindo essa gravidez juntos, eu teria passado por cima de todas as acusações, teria deixado qualquer mágoa que estava em mim antes de me entregar a ele. Porém ele foi burro, cego o suficiente para não ver que eu nunca fui amante de homem nenhum, e ainda mais, nunca me prestaria a essa situação.
Chego em casa e me vejo feliz ao abrir a porta, pois Kate e José estão aqui. Eles me vêem e já dão um grito.
- Há gente, que bom que vocês estão aqui. Eu sinto tanto a falta de vocês. Falo os abraçando.
- Já disse para ir morar comigo, assim não ficaríamos tão distante. Kate fala e eu a abraço mais.
- Eu não posso dizer o mesmo. Pois meu maridinho precisa de mim. José diz e Kate e eu sorrimos dele.
- E como Jack está? Peço.
- Maravilhado com Paris, mas senti falta de Seattle, ele me disse que assim que pegar uma experiência, vai voltar e abrir seu próprio restaurante aqui. José fala feliz.
- Kate cadê a minha loirinha? Indago sentindo falta de Ava.
- Ela me trocou pelo pai esse fim de semana, então eu vim para cá. Kate diz triste.
- Há amiga não fica assim, eu disse que para ela seria novidade no começo, ela depois vai saber dividir o carinho para dois.
- E sua relação com Elliot, como está? José questiona.
- Não existe relação José. O cara me odeia por ter escondido a filha por seis anos. Não conversamos, somente o necessário quando ele quer saber algo de Ava. Suspiro.
- Sabe o que devíamos fazer agora? Peço querendo quebrar essa tristeza que baixou em nós. Sair para dançar. Vocês topam.
- Demais garota. José diz já se levantando.
- Então vamos nos arrumar, porque a noite promete. Kate diz e sorrimos.
Passamos quase a noite toda na balada. Eu não podia beber por causa da gravidez, mas confesso que estava louca para tomar uns pileques, porém me controlei e não fiz. Dancei bastante com moderação e assim Kate, José e eu pudemos nos divertir e deixar a nossas vidas tristes de lado somente essa noite.
Amanheceu e eu acordei quase meio dia. Fui para o banheiro e tomei um banho para revigorar as minhas energias. Passei as mãos na minha barriga e ela já estava com um vão demonstrando que daqui a pouco estarei enorme. Começo a rir, pois não vejo a hora de ver minha barriga grande. Coloquei um vestido soltinho e calcei meus chinelos. Amarrei meus cabelos em um coque bagunçado e desci. Porém uma pessoa que sabia muito bem quem era estava me esperando.
- O que você faz aqui? Indago cruzando os braços. Já não basta o irmão, agora ela.
- Podemos conversar? Mia pede.
- Sobre o que? Peço ainda em pé de braços cruzados.
- Quero te pedir desculpas. Eu fui muito injusta com você. Te julguei e ainda fiz Christian e Elliot te julgar também.
- Isso não importa mais. Falo.
- Importa sim porque sei que você e Christian estão sofrendo. Olha eu também acreditei que você era a amante do meu pai, eu fui enganada e fiz meus irmãos acreditarem nessa mentira sórdida. Eu te peço desculpas e também quero te agradecer por ter me salvado.
- Não precisa me agradecer, fiz por você o que faria por qualquer pessoa que estava em seu estado. Falo e ela fica sem graça.
- Mas mesmo assim eu te agradeço. Você salvou a minha vida.
- Ana. Kate me grita descendo as escadas. Há desculpe, não sabia que você estava com visita. Ela diz.
- Não se preocupe. Essa é a Mia irmão de Christian e Elliot. Mia essa é Kate. Falo.
- Oi. Kate comprimento com um aceno de cabeça.
- Você deve ser a mãe daquela loirinha linda. Mia diz sorrindo.
- Sim. Sou.
- Ela é muito linda. E eu estou muito feliz de ter uma sobrinha, e também feliz de ter um sobrinho. Mia fala toda contente.
- Ana eu e José estávamos pensando em pegar um cineminha hoje que tal?
- Acho ótimo. Vamos almoçar aqui ou no Shopping?
- No Shopping.
- Vou chamar Paul para ir com a gente. Alice está aí, quem sabe os dois anima a sair.
- Ou quem sabe ela melhora aquela cara azeda dela né Ana. Caímos na gargalhada, Kate não presta.
- Eu posso ir com vocês? Mia pede. E eu a olho.
- Não está aqui vigiando a gente né garota? Kate pergunta e eu começo a rir.
- Jamais faria isso, meus irmãos que tem que se virar com vocês. Eu só quero fazer coisas normais. Depois de tanto tempo no escuro, eu preciso voltar a ser a garota normal. Mia fala e Kate sorrir.
- Para mim tudo bem. Mas você trouxe roupas? Kate pede.
- Eu trouxe uma mala, pois pensei que você Ana, poderia me deixar hospedada aqui por uns dias. Elliot me diz que a fazenda parecia um sonho e então eu queria conhecê-la e respirar o ar puro daqui por uns dias. Fico olhando para ela, e não sei se quero aproximação dessa família. Suspiro.
- Tudo bem Mia, contando que sua família inteira não queira ficar aqui também. Digo e ela sorrir.
- Não se preocupe, só veio eu, e mais ninguém. Ela diz.
Meu medo é que Christian apareça aqui também e diga que está preocupado com a irmã. Não quero que ele fique em cima de mim, já não basta essas consultas que tenho que suportar.