Eu estava pensando em como consertar as coisas com Ana. Ela não me deixa chegar nem perto para eu possa me redimir, para que eu possa fazer algo que ela veja que não sou o cara com quem ela se casou. Porém estava difícil, tão difícil que eu não sabia o que fazer. O único modo de mudar a visão dela comigo era eu me atentar ao nosso filho. Ela querendo ou não eu iria a todas as consultas.
Meu final de semana passou rápido ali com Elliot, o mesmo havia ido para Seattle com Katherine e sua filha. Estava feliz por ele, tomará que ele consiga conquistar Ava.
Cheguei em casa e já fui logo tomar um banho para relaxar. Talvez flores ajudasse a ela amolecer seu coração. Não sei qual ela gosta, mas acredito que eu possa mandar todos os tipos. Dormir pensando nisso. No outro dia, Elliot já havia me ligado cedo informando que tiraria Elena da casa dos meus pais. Aproveitei e mandei uma passagem somente de ida para Londres. Se as coisas dela estavam lá, ela poderia ficar por lá mesmo. Elliot e eu também combinamos de ir ver Mia hoje. Queríamos saber o que minha querida tia havia feito a ela.
No trabalho eu não parava de pensar em Ana. Droga, porque eu a afastei tanto de mim. Porque eu fui tão i*****l? Eu havia pedido para entregar flores de todos os tipos e esperava que ela gostasse. Ainda não sei como chegar ao coração dela, mas eu iria tentar de todas as formas ganhá-la e trazer ela e nosso filho para ficar junto de mim.
Havia passado a manhã toda em reuniões e leitura de contratos. Almocei na minha sala mesmo e voltei a minha atenção para os relatórios na minha mesa. Era tantas coisas para fazer, que se eu parasse para respirar, eu iria pensar em minha situação com Ana.
As quatro da tarde Elliot apareceu pra gente ir a clínica ver nossa irmãzinha. Peguei minha pasta com alguns papéis que eu precisava revisar e fui com ele. Conversarmos muito sobre a relação dele com Ava. Ela havia ligado para ele a levar para a escola, mas ele não pode ir e então buscará a mesma agora a tarde. Meu irmão estava muito empolgado para isso, estava radiante de poder curtir a filha depois de tanto tempo sem saber dela. Ele não parou de falar nela todo o caminho para clínica. Ele estava um pai babão.
Ao chegarmos na clínica, fomos para o jardim, onde Mia estava. Assim que nos viu, veio correndo nos abraçar.
- Que saudades que estava de vocês dois. Ela diz abraçando eu e Elliot ao mesmo tempo.
- Nós também. Desculpe não ter vindo ontem, mas Elliot aqui descobriu algo revelador. Falo e ela nos olha intrigada.
- O que foi? Ela pede.
- Lembra da menina que vimos com Ana? Elliot pede.
- Sim, claro que lembro, vocês fizeram até exame de DNA para ver se ela era nossa irmã. Sei que deu positivo, mas aí vocês descartaram achando que o exame foi forjado.
- Sim, mas o que eu não esperava que a mãe dela fosse uma ex minha. Por isso o exame deu positivo. Eu sou o pai dela. Elliot diz e Mia faz um O com a boca.
- Quer dizer que eu já tenho uma sobrinha? Ela indaga.
- Sim tem, e ela é um encanto de menina. Você irá conhecê-la. Elliot diz todo bobo.
- Claro que quero conhecê-la. Nossa família está crescendo. Nossos pais ficariam felizes em ter netos. Olhos de Mia enchem de lágrimas.
- Vamos deixar de coisas tristes. Mia eu fiz o que você me pediu. Essa manhã tia Elena deixou a casa dos nossos pais. Elliot diz e Mia não esboça nada.
- O que foi Mia? Peço.
- Tia Elena não presta. Eu não achei a foto de Ana nas coisas do papai. Ela fala e eu e Elliot nos olhamos.
- Como assim? Onde você achou? Peço intrigado.
- Tia Elena que me deu a foto. Disse que papai estava com ela nas mãos dizendo que amava Ana, e que agora eles poderiam ficar juntos com a morte da nossa mãe.
- Mia porque você disse então que achou a foto? Porque não contou a verdade? Elliot diz.
- Eu achei que ela estava dizendo a verdade. Achei que papai realmente tivesse uma amante. Tia Elena me pediu para não contar que foi ela, pois tinha medo que papai brigasse com ela.
- Tem noção da confusão criada com essa mentira Mia? Tem noção que eu fiz a vida de Ana um inferno por nada? Tem noção que eu estou na Merda hoje por essa mentira? Ana não me quer perto nem para acompanhar a gravidez. Falo passando as mãos na cabeça.
- Me perdoa, eu juro que não sabia que nossa tia era tão má. Mia diz me abraçando e chorando.
- Como você sabe que ela é má? Elliot pede. Ela me solta e limpa seus olhos.
- A primeira vez que experimentei droga, foi ela que me deu. Ela me induzia a beber álcool com drogas. Eu não acredito nessa p***a toda.
- O que ela queria com isso? Te matar? Merda Mia, você poderia ter nos dito. Elliot fala com raiva.
- Eu estava com raiva da vida, do mundo e de vocês porque ela colocou na minha cabeça que vocês queriam ficar com tudo meu.
- Eu não posso acreditar que nossa tia seja tão perversa. Digo não acreditando nisso tudo.
- Pois ela é, e por isso pedir a vocês que tirassem ela da nossa casa. Ela não merece nada da gente. Nenhuma ajuda.
- Já tiramos, mas vamos manter um olho nela, porque ela pode tentar fazer alguma coisas a você. Vamos colocar seguranças com você. Então assim que sair daqui você não andará mais sozinha. Falo e ela assentiu.
Depois da revelação de Mia eu precisava falar com Ana sobre isso. Nós dois fomos enganados, não que isso tirasse a minha culpa por ter sido c***l com ela. Mas talvez ela compreendesse que nem tudo foi minha culpa. Na hora que fui embora já pedi a Taylor para ligar para o hangar e deixar o helicóptero pronto para mim. Eu iria hoje é se desse certo não voltaria hoje e talvez nem amanhã. Eu queria tanto me acertar com ela, que qualquer brecha dado por ela, eu agarraria e nunca mais deixaria passar. Estava pedindo aos seus que ela me ouvisse.
Nada acontece do jeito que a gente quer. Em Portland eu havia chegado, e a mesma não estava em casa. Sua empregada disse que ela havia saído para jantar fora. Porque eu tenho a certeza de que ela não está sozinha nesse jantar? Pedi a Welch para localizá-la para mim e em menos de dez minutos ele havia me dito o restaurante.
E chegando ao restaurante a localizei e não gostei dela com um homem e com sua mão na dele. Respiro para não deixar meu ciúmes tomar conta de mim e acabar fazendo besteira. Fiquei puto ao escutar ele me chamar de babaca, eu sei que era um babaca por ter deixado Ana sair da minha vida, mas ele não precisava saber que eu me considerava um zero à esquerda. E mais puto fiquei ao ver que ela não me olhava, me ignorou o tempo todo, nem eu dizendo que queria conversar com ela. Ela não me deu brecha para dizer um a. E meu estopim foi ao extremo ao escutar esse maldito falar " Nosso bebê". O bebê era meu e dela e não dele, ela pode não me querer por perto, mas isso não vai mudar o fato de eu ser o pai do bebê que ela carrega. Sai da mesa puto. Eu não queria ficar ali e deixar a minha raiva falar mais alto que do que já tinha deixado transparecer.
Havia voltado no mesmo dia para Seattle com raiva dela, daquela bastardo e de mim por ter deixado as coisas chegar onde chegaram. O que eu vou fazer, não sei, mas eu precisava de um plano para conquistá-la.
O mês havia passado, e eu tinha notícias dela somente através do seguranças que eu coloquei atrás dela. Sei que se a mesma descobri eu vou estar no purgatório, mas neste momento eu não tinha outro jeito de saber o que ela fazia, e se estava bem. Mia também deixou a clínica. Fizemos uma recepção em meu apto, somente eu, Elliot e a pequena Ava que estava muito feliz de ter dois titios. Mia a adorou e logo fez festa com Ava.
Mia iria ficar comigo até a gente achar um apto para ela. Propus a ela que procurasse um e assim daremos o dinheiro para efetuar a compra. Ela estava mais animada, feliz, e tenho certeza que a mesma não vai querer entrar nesse mundo vazio nunca mais.
A consulta de Ana chegou e eu já estava na porta esperando por ela. Ela passou e não me viu. Fui atrás dela, e vi que ela sentou. Sentei do seu lado.
- O que você faz aqui? Ela indaga cruzando os braços.
- Vim acompanhar a consulta do nosso filho. Digo e vejo sua expressão mudar.
- Eu disse que não queria você aqui. Então pode ir embora. Fala firme.
- Você não pode me proibir de assistir às consultas de pré natal.
- Posso e vou. Eu não quero você aqui, não quero você perto de mim enquanto o bebê não nascer. Se levanta com raiva.
- Pois eu ficarei aqui e assistirei a consulta. É um direito meu como pai.
- Ótimo que vá conseguir uma liminar para você assistir às consultas. Ela só pode está brincando.
- Você está de brincadeira né? Anastásia isso é ridículo. Eu não vou fazer isso. Falo e ela sorrir.
- Então você não assistirá a nada aqui.
- É meu filho também, você não pode me proibir de nada em relação a ele. Ela não diz nada.
- Srta Steele. A recepcionista a chama. Estamos um encarando o outro não dando o braço a torcer. Mas eu não vou arredar o pé da minha decisão. É meu filho e quero saber tudo dele.
- Que acompanhar essa Merda? Que acompanhe, mas já digo para você se manter longe de mim, não quero você segurando a minha mão, não quero você dirigindo sua palavra a mim. Ela fala entrando na sala e me deixando para trás.
- Boa tarde Srta Steele, como você está? A médica pergunta.
- Estou ótima. Ana diz com raiva na voz.
- Quem é esse Sr?
- Christian Grey, sou o pai do bebê. Digo sorrindo.
- Infelizmente. Ana fala e a Dra nos olha.
- Vamos começar os exames. A dra fala não dando vazão ao comentário. Algum sintomas, alguma coisa fora do normal aconteceu neste último mês Srta Steele?
- Não, nada de anormal. Estou super bem. Ela diz.
- Que bom. Nenhum enjôo também?
- Fora de pessoas hipócritas, não tive mais nada. Diz me olhando de lado.
- Olha eu não sei o que aconteceu com vocês dois, mas eu preciso alertar ambos que a minha prioridade aqui é a saúde da mãe e do bebê, portanto quero que você Srta Steele faça tudo para não ficar nervosa, nem agitada demais. Precisamos que essa gravidez chegue aos nove meses sem problemas e que o filho de vocês nasça bem. E você papai, tenha um pouco de paciência, grávidas tende a ficar com os hormônios a flor da pele, e todo cuidado agora é pouco. Nada de deixá-la estressada. A dra diz e eu não quero mais que ficar perto para ter acesso ao meu filho e Ana também.
- Eu só quero acompanhar a gravidez Dra. Quero saber como anda a gravidez e o nosso filho. Indago.
- Certo, então vamos ver como está essa gravidez. A dra diz e pediu para Ana se deitar na maca. Assim ela faz levantando a blusa. A dra passa um gel na barriga de Ana e já vem com o aparelho. Srta Steele, a Srta está de quatro meses, e nessa fase, começam a aparecer alguns grânulos nos m*****s, na área da auréola. Essa parte dos s***s também fica mais escura e eles aumentam consideravelmente de tamanho. O colostro pode começar a aparecer agora, pois é nesse período que é formado, porém, nem sempre começa a ser expelido nesse momento. Em algumas mulheres ele só vaza mais para o fim da gestação. Não há nada de errado nisso.Nessa fase, começam a aparecer alguns grânulos nos m*****s, na área da auréola. Essa parte dos s***s também fica mais escura e eles aumentam consideravelmente de tamanho. O colostro pode começar a aparecer agora, pois é nesse período que é formado, porém, nem sempre começa a ser expelido nesse momento. Em algumas mulheres ele só vaza mais para o fim da gestação. Não há nada de errado nisso. Porém você já me disse que não sente nada No quarto mês, as pálpebras, o pescoço, as cordas vocais, a laringe, o esqueleto e muitos dos seus órgãos internos do fato já estão quase completamente formados. Ele já consegue fechar as mãos e os dedos já começam a apresentar as impressões digitais. O lanugo, que é uma penugem que protege o corpo, surge, junto com as sobrancelhas e o cabelo. As bochechas e a ponta do nariz já começam a aparecer.
- Já vamos poder saber o sexo Dra? Questiono.
- Acredito que sim. O órgão genital fica evidente, fazendo com que seja possível identificar o sexo do bebê. Ele consegue controlar muitos de seus músculos voluntários e realiza seus primeiros movimentos. Por causa dos músculos involuntários, o feto já soluça. Nessa fase, ele também passa a ser capaz de apresentar diversas expressões faciais e se tornar mais receptivo aos estímulos externos, como os luminosos e os sonoros. Vamos ver aqui. Ele está bem esperto dentro de você mamãe. Olha aqui a mãozinha, os pezinhos, e vamos ver... É um garotão. A dra fala sorrindo e meus olhos enchem de lágrimas. Meu olhos enchem de lágrimas ao saber que terei um menino. Meu filho será um menino. Neste momento eu queria ir até a minha mulher e beijá-la, agradecê-la por me fazer o homem mais feliz, mas não posso nem me aproximar dela, sem a mesma me rejeitar. Meus parabéns papais. Já tem o nome? Ela pede.
- Não. Respondo
- Sim. Ana responde, e isso era o que faltava para me deixar mais triste comigo mesmo, pois não compartilhamos isso um com outro. Não foi uma escolha feita por ambos. Dra olha para nós.
- Espero que ambos cheguem ao consenso. Olha ele está muito bem. Crescendo a cada dia. Vamos ouvir a batida do coração. Ela fala já colocando um som gostoso para ecoa na sala. Meu coração se enche mais ao ouvir esse som. Ele está super saudável e com os batimentos do coração regular. Pode levantar Srta. Vou ajudá-la, mas seu olhar é de raiva, então paro no mesmo instante. Suspiro frustrado.
- Dra alguma recomendação para ela? Peço e vejo ela revirar olhos.
- O de sempre Sr Grey, nada de esforço físico, nada de exercícios físicos pesados, alimentação balanceada... Ana interrompe a Dra.
- Dra. Não precisa explicar nada a ele. O mesmo não mora comigo, e não temos nada. Como eu me arrependo disso todos os dias.
- Mas eu gostaria de saber Anastásia. Falo cruzando os braços.
- Tudo bem. Dra. A gente já terminou né? Alguma recomendação? Ana pede depois de se limpar.
- Já sim. E as recomendações é a mesma de antes. Nada de esforço e nada de nervosismos. Qualquer coisa pode me ligar. A médica diz.
- Ótimo, até a próxima consulta. Ela fala e sai da sala sem mais nem menos.
- Vejo que vocês não estão bem. Te aconselho a dar tempo a ela. Neste momento ela vai querer te matar, e às vezes vai querer seu colo. Você só precisa ter paciência. A dra diz sorrindo.
- Obrigada. Vou ver como eu faço tudo para consertar as coisas com ela. Falo saindo da sala.
- Só não deixe ela nervosa. Não é bom para ela e nem para o filho de vocês.
- Pode deixar. Digo e saio agradecendo mais uma vez.
Sei que ela não quer ficar comigo, não quer saber mais de mim, porém tínhamos que conversar sobre o nosso filho, e se esse era o único modo de mantê-la perto de mim, eu faria o possível para ela me deixar participar da gravidez. Corri até o estacionamento e antes que ela pudesse alcançar o carro eu segurei seu braço.
- Me larga. Diz puxando o braço.
- Eu quero conversar com você sobre o nosso filho. Digo e ela acenou em negação com a cabeça.
- Não temos nada para conversar. Fala e se vira para ir embora.
- Eu quero saber o nome que você escolheu. Peço querendo quebrar esse clima entre a gente.
- Quando ele nascer você saberá.
- Ana por favor. Peço não aguentando mais esse jeito dela comigo.
- Eu que peço por favor. Some da minha vida. Me deixe em paz. Já não bastou os três anos que você infernizou a minha vida. Indaga entrando no carro.
- Eu só quero saber do nosso filho. Sei que você não quer contato comigo para falar da gente, então por favor vamos manter contato só para falar do nosso filho. Ela não diz nada e vai embora.
Passo as mãos na cabeça. Será que ela não percebe que eu estou sofrendo? Será que ela não entendi que eu quero me redimir com ela? Eu não sei mais o faço. Eu já estou pagando caro por não conversamos nem sobre o bebê. Ela não me dar chance para nada. E agora essa de saber o nome do meu filho só quando nascer. Eu ficarei louco com isso. Ela precisa me ouvir, se não quer me desculpar, que pelo menos me deixe fazer parte da gravidez.
Fui embora para Seattle triste, chateado comigo, com ela. Eu sei que mereço tudo que ela está fazendo comigo, mas eu só queria que ela me ouvisse. Só queria uma oportunidade para ela ver que eu estava tentando consertar meu erro.
No outro dia conto a Mia que meu filho é um menino, ela me dar os parabéns. Estou feliz por isso, mas não com a minha situação com a mãe do meu filho. Suspiro. Mia me diz que vai até a fazenda pedir desculpas a Ana e agradecê-la também por salvá-la. Peço a Mia para tentar contas a ela a verdade sobre essa mentira toda. Quem sabe ela escuta Mia. Minha irmã diz que fará e tentará me ajudar com Ana. Torço para ela conseguir. Passo o endereço para Mia, que me diz que ficará uns dias lá. Achei ótimo, não só para me ajudar com Ana, mas também para respirar outros ares.
Fiquei sabendo pelo meu segurança que Ana havia saído na noite de ontem para dançar. Espero que ela tenha pensado nas palavras da Médica. Ela precisa ficar mais quieta, sem fazer esforços. Não quero que nada aconteça a ela e nem o nosso filho.
Mia me manteve informado sobre tudo na fazenda. Elas saíram no sábado para ir ao cinema. Kate estava lá também. Ficaram em casa a noite, conversando e vendo filmes. Durante a semana eu tive uma ideia para convidá-la para jantar. Talvez com a ajuda de Mia, eu conseguiria trazê-la para sair comigo.