Depois de Anastásia me impor que não ajudasse mais Suzanna, eu fiquei puto de raiva. Ela não tinha o direito de me exigir nada, como ela mesmo fazia questão de jogar na minha cara que esse casamento não passava de fachada, ela não tinha o porque me exigir nada. Porém eu fiz, pois não queria nenhum escândalo em meu nome. Não quero e nem queria meu nome ser exposto dessa forma, então minha conversa com Suzanna foi a pior do mundo, pois ela não aceitou muito bem isso, disse que eu estava desistindo dela e dos nossos planos. Eu não sabia dizer nada a ela, mesmo porque eu não tinha mais planos com Suzanna. Eu não me via mais com ela, e tinha certeza que nada me faria mudar de idéia. Depois de tanto falar e chorar ela se convenceu de que nós dois tínhamos que deixar isso para lá. E na cabeça dela, ela disse que seria somente um tempo, depois de três anos a gente voltaria, mas eu deixei as coisas bem claras para ela, nós não voltaríamos. Porém ela insistia em dizer que eu estava confuso, e que eu iria reconsiderar com o tempo. Fui embora do apto meu que estava com ela pedindo que a mesma deixasse o apto. Ela não poderia ficar ali mais. Do jeito que Anastásia era, seria realmente capaz de cumprir sua promessa só para afundar de vez o nome da minha família.
Passado alguns dias Welch havia trago para mim o resultado da pesquisa que eu havia pedido sobre Katherine Kavanagh. E nessa pesquisa, eu fiquei mais puto com aquela mulherzinha, pois ela nos enganou novamente, não sei como, mas ela conseguiu forjar o DNA. Katherine não era nossa irmã. Deixei Elliot ciente disso e o mesmo ficou sem chão, mas não quis acreditar que Anastásia tinha culpa nisso. Eu estava seriamente acreditando que Elliot estava caindo nos encantos daquela mulher também. Não era possível que meu irmão e meu pai gostavam desse tipo de mulher. Tratei de colocá-la em seu lugar e já de deixar as coisas bem clara para ela. Ela não iria me fazer de bobo e também não iria fazer a minha família.
Em casa as coisas andavam de m*l a pior. Mia não estava nada bem. Mesmo a gente tirando o todo seu dinheiro ela não parava em casa, e também não sabíamos onde ela arrumava para comprar drogas. Tia Elena dizia que não sabia de nada, só sabia que a mesma não parava em casa. Estava com medo que ela ficasse pior e acontecesse algo de mais grave, eu não gostaria que ela tivesse mais problemas.
Minha fisioterapia estava dando certo, no começo foi difícil, pois a dor em minhas pernas pareciam que não iria passar, cheguei até cogitar não fazer nada e continuar na mesma, porém, eu tinha que me esforçar, eu já havia começado a fazer e não poderia desistir. Eu tinha sonho de ter um filho, e queria que fazer todas as coisas que um pai faz com seu filho. Então eu prossegui e estava indo bem. Já estava andando de marca passo e só usava a cadeira de rodas em último caso. Era um máximo sentir minhas pernas de novo, era a realização de um sonho que jamais pensei que aconteceria.
Eu não sei o que estava acontecendo comigo, pois sempre que via Anastásia, eu sentia algo estranho dentro de mim, eu não sei dizer o que era, e então sempre descontava toda minha raiva e frustração nela ao lembrar do meu pai. Elliot já vem falando para mim que Ana poderia não ter nada haver com papai, mas eu não estava convicto disso. Nossas brigas se tornaram maiores, pois ela nunca estava em casa, sempre com sua amiga Katherine que eu passei odiar sem conhecer, só por causa que a mesma leva Ana para o m*l caminho. Tenho certeza que na noite que eu nasci de novo, dez de setembro, Katherine que a convenceu a driblar meus seguranças e passar a noite fora de casa. Por mais que Ana não preste, eu a quero perto. Quero controlar tudo dela, se fosse possível até os pensamentos, e Katherine tira esse controle de mim fazendo Ana se afastar.
Anastásia havia encontrado Mia caída no parque, ela fez o certo a levando para o hospital, a minha intenção não era tratá-la m*l, porém fiquei sabendo que tinha flores em casa para ela novamente, ela não sabe, mas mandei jogar fora. Nenhum homem manda flores para ela, nunca aceitaria isso. Já não basta o dia 11 de setembro, onde fui ao apto da amiga dela e Ana recebeu o enorme buquê e ainda esfregou na minha cara. Se ela tinha um admirador, que ele esperasse o nosso divórcio, isso se houver divórcio, porque eu estou pensando seriamente em não assinar Merda nenhuma e fazê-la pagar por ter sido amante do meu pai. Seu castigo seria viver comigo o resto da vida.
E quando cheguei no hospital e vi a cara dela, raiva me consumiu e eu só vi ali uma mulher que estava dando trela para outro homem sendo casada comigo. A tratei m*l sim, não queria ouvir um "a" dela. Elliot até chegou a chamar a minha atenção depois, porque ela havia salvado a vida da nossa irmã e eu ainda a tratava m*l. Mas Elliot não entendia era que eu estava em uma confusão interna, estava brigando comigo por dentro porque não estava conseguindo distinguir meus sentimentos por Ana. Uma hora estava com raiva dela, em outra hora estava com sentimentos bons. Essa briga está se tornando intensas dentro de mim e tudo que eu conseguia fazer era tratá-la m*l. Mesmo que depois eu me condenasse por isso. Voltando a andar eu passei a velar o sono dela, seu corpo mexia com cada poro do meu corpo. Eu me sentia atraído por ela. Cheguei até mesmo ver ela de calcinha e sutiã em seu quarto, e condenei mortalmente meu pai por ter tocado nela, por ter tocado naquele corpo que poderia ser meu se não fosse toda essa Merda.
Dois anos do nosso casamento já havia se passado e eu não estava facilitando a vida dela em nada. Faço questão de saber cada passo dela, e ainda questionava a ela o porque da demora em chegar em casa, o porque passar tanto tempo com os amigos da faculdade. E o pior de tudo era que ela deu para me ignorar. Não debatia mais comigo, não falava mais, nem se defendia, e aquilo estava me deixando puto, pois eu queria que ela travasse uma batalha comigo, queria ouvir a voz dela, mesmo que com raiva pelas minhas acusações. Mas isso acabou, ela não falava mais comigo, nada. Não se ouvia a voz dela em casa.
Certo dia cheguei em casa e ela trombou em mim, sentir que poderia abraçá-la, e tentar entender o que estava acontecendo, mas a ela se desvio, foi para seu quarto e se trancou lá. Gail pediu para eu ter coração e deixar essas desavenças de lado, Ana estava sofrendo e ela não merecia isso. Gail era fã dela, e era só eu que não via o que as pessoas viam. Talvez porque meu pai me fez o favor de fazê-la como sua amante, talvez porque eu tomei raiva da cara dela antes mesmo de conhecê-la.
Mia novamente foi parar no hospital, porém agora Anastásia a colocou em uma clínica de dependentes químicos. Eu não gostei da atitude dela sem me consultar, sem consultar Elliot. Ela não pode tomar decisões que não cabia a ela, portanto deixei isso bem claro para a mesma. Elliot chegou depois e eu contei a ele o que havia acontecido. E ele não achou r**m de Ana ter feito o que fez, concordou que Mia precisava disso, precisava de um lugar que a ajudasse. Ele me convenceu e assim assinamos os papéis para internação de Mia. Ela não iria acordar mais naquele dia, então ficamos de voltar na parte da manhã.
Ao sair da clínica e chegar em casa eu queria falar com Anastásia. Estava mais calmo, portanto poderíamos conversar como pessoas normais que somos. Questionei a Gail se Anastásia estava no quarto dela, e Gail me disse que não. Ela não havia voltado para casa ainda. Ela consegui me tirar do sério, e esses bandos de incompetentes dos seguranças não me relata nada. Ligo para um deles e me informa que Ana estava na fazenda dela. Parecia que ela não voltaria para casa hoje. Deve está com raiva de mim. Daria tempo a ela.
Anastásia ficou o resto da semana na fazenda, me deixando puto com ela. Nosso combinado não era esse, mas ela gostava de me testar a cada minuto, a ao invés de ter uma conversa normal com ela, tivemos uma briga, na verdade eu briguei com ela, porque ela não disse uma só palavra. Deixou eu falar o que quisesse e se trancou em seu quarto logo depois.
Mia não queria aceitar a intenção, mas eu e Elliot fomos bem categóricos dizendo que ela não tinha escolha. Ela precisava desse tratamento e a mesma só sairia daquela clínica quando estivesse melhor. Saímos de lá sobre os protestos dela. O médico explicou que isso era normal, era a primeira reação do viciado. Então fomos embora mais tranquilo.
Elliot falou com Tia Elena sobre a internação de Mia e disse que iria fechar a casa. Daria férias aos empregados e a casa ficará vazia. Eu não estava entendo o motivo de Elliot fazer isso, queria mesmo que ele me explicasse suas atitudes, porque se um tempo para cá, ele andava meio arisco com Elena e não me dizia nada. Já cheguei até questioná-lo sobre isso, porém ele sempre dizia que ele estava com algumas suspeitas com nossa tia, porém não queria falar sem comprovar nada.
Eu não estava entendendo, já que a investigação que Welch fez não acusou nada, a não ser que Elena gastou todo seu dinheiro em Londres com um homem, mas isso não era da nossa conta, por mim ela faça o que quiser da vida dela. Entretanto Elliot não, ele não queria saber e estava de olho nela. Tia Elena não quis sair da casa dos meus pais. Disse que não tinha onde mora e que a gente não podia fazer isso com ela. Elliot deixou ela ficar na casa, porém foi bem decisivo dizendo que não teria regalias em casa. Os funcionários só iriam uma vez por semana fazer a faxina e nada mais, o resto minha tia tinha que se virá. Nunca achei que meu irmão tomasse essa atitude, ainda mais com a nossa tia, sangue do nosso sangue. Mas eu não me metir. Ele se virá com ela.
Meses estavam se passando e meu casamento estava de m*l a pior. Ana continuava calada em seu mundo. Eu continuava sem entender como me aproximar dela, sem ofendê-la, esquecendo o que houve com ela e meu pai. Elliot vinha me dando conselhos para não deixar esse casamento afundar, porque eu tinha uma garota valiosa, pois ela tem enfrentado todo nosso desprezo, e mesmo assim, ela me ajudou a voltar a andar, ajudou Mia em sua recuperação. Mulher que viveu um romance com um homem por dinheiro nunca faria o que ela fez. Fiquei pensando em suas palavras, mas a guerra dentro de mim continuava, ainda mais quando ela ficava mais com seus amigos do que em casa, quando ela recebia flores de um tal de Paul. Eu não sabia quem era o cara, mas já o odiava por paquerar mulher casada.
Estávamos a dois meses do nosso fim. E algo estava pesando dentro de mim. Passei a sonhar com meus pais, e sempre no sonho eles estavam chorando, tristes, pedindo para eu não deixar as coisas acontecerem. Eu não sabia o que o sonho queria dizer, eu não sabia o que eles queriam de mim, e aquilo estava me deixando atordoado, pensativo. Sou tirado dos meus pensamentos com Andréia dizendo que minha tia Elena estava me esperando. Bufei, não queria falar com ninguém. Pedi a Andreia para deixar ela entrar. Não passa muito tempo e ela entra em um vestido meio ousado para a idade dela.
- Tia o que te traz aqui? Peço sem muito rodeios.
- Espero que não esteja te atrapalhando querido. Tudo bem com você? Indaga beijando minha duas bochechas.
- Estou bem e você?
- Bem. Eu só vim aqui porque fui visitar Mia. A mesma parece ótima. Acho que chegou a hora de tirá-la desse cativeiro que a amante do seu pai colocou. Ela fala de Ana me fazendo estremecer.
- Não acho não tia. Ela pode está bem, mas o médico que vai determinar a alta dela. Eu e Elliot já conversamos com o médico ontem, e realmente ela está bem, porém ele preferi deixar ela mais um tempo lá.
- Não acho necessário, mas vocês estão dizendo tudo bem. Estou sentindo falta dela.
- Tia porque você não vai viajar enquanto ela não sai da clínica? Peço.
- Não querido eu quero está aqui quando ela sair, e também tenho certeza que você vai precisar de mim.
- Não entendi tia. Como eu vou precisar de Você? Indago sem entender.
- Pelo que me lembro seu casamento com aquela mulher está no fim, e sei que não será fácil se livrar dela, então estarei aqui caso haja um divórcio conturbado que necessite de testemunhas da falsidade dela.
- Eu não gosto que se metam na minha vida e nos meus assuntos tia. Se o divórcio acontecer não se preocupe eu saberei resolver qualquer problema.
- Como assim se o divórcio acontecer? A amante do seu pai já está cogitando não te dar o divórcio sem ganhar seu dinheiro?
- Isso não é da sua conta Elena. Olha por favor vai embora. Eu não estou com humor para nada hoje.
- Nossa, tudo bem, eu já vou. Qualquer coisa você sabe onde me encontrar. Mas não esqueça que essa mulher não merece nada nem de você e nem de homem nenhum. Ela diz e sai.
Só o que me faltava. Elena colocar mais dúvidas na minha cabeça do que já tenho. Respiro e tento não pensar nesse assunto. Quero esquecer que terei esse divórcio pela frente.
A noite mais uma vez Anastásia para me testar não estava em casa. Liguei para um dos meus seguranças e ele me disse que ela estava em uma festa com amigos. Ela queria me testar, queria me ver bufar de raiva como um animal. Bebi não sei quantas doses de whisky e fiquei aguardando a mesma chegar.
A porta do elevador se abriu e ela apareceu vestida em um vestido curto acima dos joelhos que me fez jogar o copo que estava nas minhas mãos na parede. Ela estava brincando com fogo e estava pronta para se queimar. Ela subiu sem dizer nada e eu fui atrás estressado, eu já não falava mais, apenas queria ouvia o que ela tinha a dizer. Entrei em seu quarto e abaixei a cabeça escondendo-a nas mãos, passando-a em meus cabelos. Ela irrompeu pela porta arfando, podia ouvir sua respiração próxima a mim, puxei-a e a agarrei violentamente, fitando seus olhos, sua expressão de raiva foi substituída por medo, eu lia em seus olhos que ela temia alguma violência por minha parte, empurrei-a na parede e avancei em cima dela, segurei seu rosto e beijei sua boca, tornou-se estática, senti as lagrimas salgadas descerem dos seus olhos e escorregar por nossas faces, alcançando logo depois nossos lábios, a sua boca passou a acompanhar a minha, minhas mãos exploravam seu corpo de cima a baixo, meu m****o enrijecei, aquilo estava me excitando e percebi que ela também, seus dedos abriam meu cinto e abaixavam minha calça, eu arrancava seu vestido e arrebentava sua lingerie com fúria, tomando um certo cuidado para não machuca-la, primeiro o sutiã, travei minhas mãos no tecido entre seus s***s e o arrebentei, ela gemia alto, mordia meu pescoço, rasgava minhas costas com suas unhas, arranquei sua calcinha, rasgando apenas uma lado da bela peça n***a que cobria a sua nudez, ela me masturbava com rapidez, nossos corpos se atracavam, um certo magnetismo fazia ficarmos presos um ao outro, o suor pingava em bicas, suguei seus s***s, mordisquei seus m*****s, abraçando com força. As roupas se encontravam em trapos irreconhecíveis pelo chão, não tivemos ao menos o cuidado de fechar a porta, que escancarada nos deixava a mercê de qualquer passante.
A penetrei, mas algo me travou. Seu grito de dor, me fez olhá-la e sentir que a mesma era virgem. Mil vezes Merda. Anastásia, amante do meu pai era virgem como? Isso não podia está certo. Eu estava ainda parado tentando acreditar que aquilo estava acontecendo e que ela era virgem.
- Continua, não parar agora. Eu quero isso, tanto quanto você. Ela diz, e me deixo levar por suas palavras, não pensando no tormento do passado.
A sua coxa na altura da minha cintura, seu sexo começou a me engolir em movimentos vorazes, o prazer emanava de nossos corpos, ela gritava e me apertava contra si, continuava a me morder, suspendi seu corpo, suas pernas me prenderem, seu peso suspenso entre eu e a parede, que se encontrava encharcada. Abracei-a, prendi seu corpo ainda mais ao meu, dei alguns passos e encontrei a porta, fechei-a com minhas costas, bateu violentamente, virei-me e na parede, beijei sua boca, mordi seus lábios, orelha, pescoço, sentindo seu pelos eriçarem, suas pernas se desprenderam atrás de mim e deslizavam por minhas pernas, seu sexo me sugava cada vez mais me deixando com mais desejo por ela. Comecei a estocar com força, sentindo cada vez o seu sexo me apertar e meu g**o vir. Eu já estava a muito tempo sem sexo, que não estava tendo o controle neste momento, e quando a mesma começou a tremer e a gemer alto foi o meu limite para gozar dentro dela sem nenhum pudor ou remorso. Os dois estavam ofegantes, com a respiração acelerada. A levei para a cama e deitei a mesma. Fiquei olhando para ela e o pensamento do meu não ter a tocado me alegra muito, mas como? O que eles faziam então? São dúvidas na minha cabeça que não quero colocar para fora, mas está martelando dentro de mim, e eu preciso ter certeza que ela foi só cantada pelo meu pai e não chegaram ao finalmente.
- O que houve entre você e meu pai, já que não tiveram sexo? Peço e ela se senta na cama com uma cara nada boa.
- Eu não acredito. Eu acabei de me entregar a você, e você ainda pensa que fui amante do seu pai? Ela pede irritada.
- Me entendi. Eu só quero a verdade dos fatos. Eu estou confuso e agora mais ainda. Digo e ela se levanta. Abre a porta.
- Vai embora. Ela pede.
- Anastásia.
- Vai embora. Fingi que nada aqui aconteceu, fingi que realmente eu sou e fui a amante do seu pai e me deixa em paz. Some da minha frente. Vai embora.
- Eu quero conversar. Digo com raiva de mim mesmo por estragar esse momento.
- Nossa conversa será daqui dois meses na frente de um juiz e um advogado para o nosso divórcio. Agora saia daqui antes que eu pegue as minha coisas e vou para outro quarto. Ela fala e eu saio, mas antes tento falar com ela mais uma vez, porém sem sucesso a mesma fecha a porta na minha cara.
Droga. Isso não podia ter acontecido. Eu deveria ter ficado quieto. Talvez ela me explicasse o que havia entre ela e meu pai, mas não, eu e essa ansiedade de querer saber de tudo, de querer a verdade dos fatos, acabei estragando a única chance que eu tinha de viver bem com ela.
Já havia dois meses que não nos falávamos. Hoje estamos aqui encarando encarando um ao outro como dois desconhecidos. Esperando nossos destinos serem decididos por uma assinatura de um papel. Eu tentei falar com ela antes, mas nada. E a uma semana atrás ela já havia pegado suas coisas e se mudado para o apto de Katherine. Eu errei na nossa primeira noite juntos e estava preste a pagar por isso.
- Ambos estão de acordo com o divórcio? O Juiz pergunta.
- Sim. Ela é primeira a responder sem titubear. Fico olhando para ela, querendo um sinal dela para não fazer isso.
- Sr Grey? O Juiz me chama, e eu o olho. Está de acordo?
- Sim. Falo mais para mim do que para ele. A incerteza bate no meu peito e sinto que estou cometendo um erro enorme aqui.
- Assine os papéis, e assim estão livres do matrimônio que os unia. Como foi feito um acordo pré nupcial, a Sra não tem direito a nada. O Juiz diz e eu quero que ela leve tudo, até eu quero ir com ela.
Ela assina primeiro sem pensar duas vezes. E passo o mesmo para mim. Fico ali batendo a caneta naquele papel, não querendo assinar nada. Olho para ela e ela me olha com raiva. Suspiro.
- Vocês querem falar algo. O Juiz pede.
- Sim. Ela fala e esperança cresce em mim. Talvez ela desistiu. Rasgamos esse papel e conversamos. Tudo será entendido entre nós. Vou esperar ele assinar primeiro. Ela fala e minha esperança morre.
Olho mais uma vez para ela e não tem volta. Assino o papel e entreguei ao Juiz. Suspiro, com meu coração a mil, com meu peito doendo.
- Srta Steele pode dizer o que queria. O advogado Mendes fala para ela que não tem mais o meu sobrenome.
- Sr Grey passei três anos casada com você, sendo maltratada verbalmente, ofendida de todos os modos e maneiras. Tirei você de uma cadeira de rodas, tentei salvar sua irmã dela mesma. E nem por isso minha relação com o Sr foi moldada, pelo contrário, foi se tornado cada dia pior, insustentável. Eu tentei ao máximo te provar que você estava errado. Tentei de todas as formas fazer você enxergar que as mentiras contadas ao meu respeito não tinham fundamentos, porém o Sr insistia no mesmo disco sempre. Eu me entreguei a você, e nada disso foi o suficiente para sua crença em mim. Hoje estamos aqui oficializando o que começou errado, te desejo toda sorte do mundo. Seja feliz, e viva com mais apreço as pessoas e também mais confiança nelas. Nem todos são iguais. Ela diz se levantando e pegando a bolsa. Última coisa, estou grávida, se você tiver dúvida que é seu, não precisa me procurar nem pra fazer teste de DNA, eu saberei cuidar dele sozinha, sem um pai como você. Ela fala me deixando em choque.
Fico olhando ela sai pela porta e bater a mesma. Um filho, um filho. Eu terei um filho e ferrei com tudo. Minha vida será um inferno se ela não me quiser perto para criá-lo. Eu já estava sofrendo com isso, agora estou pior. Serei pai, serei pai. Lágrimas escorrem pelo meu rosto.