Eu não sei se Christian havia cumprido com que eu disse. Se eu fosse ele faria o que eu pedi, porque eu não me importo nenhum pouco com escândalo. Não faz parte de mim tal atitude, mas eu não me conteria se tivesse que armar um escândalo enorme. Ainda mais sabendo que ele me julga como sendo as piores das mulheres, então não deixaria ele sustentar uma que creio ser mesmo uma garota de programa.
Eu não o vi durante duas semanas, e nem procurei saber dele se havia feito ou não o que pedir, se eu descobrisse qualquer vestígio que ele ainda mantinha algo com ela, eu iria linda publicar nos jornais. Como disse não me importo.
Passado seis meses e eu não aguento mais ele. Deu para pegar no meu pé dia e noite. Ainda mais agora que está andando de marca passo. Vejo que a fisioterapia está fazendo bem a ele. E espero mesmo que ele se recupere e tente viver a vida dele da melhor forma, e não ficar apegado aos erros que o pai possa ter cometido.
Se nos viamos, era briga na certa. E eu como não tenho estopim para ficar calada, acabo deixando a raiva dele me atingir e deixando nossas brigas sempre intensas. Ele não se conforma que eu saía, não se conforma que eu passe o dia todo fora, mesmo tendo seguranças atrás de mim. Não tem nada que ele aprove na minha vida. Ainda sou xingada e difamada por ele. Sempre o mesmo discurso. " Admita que você foi amante do meu pai." Eu nunca vou admitir algo que não fui e nem fiz, então que ele entenda isso de vez.
E nossa briga foi pior a meses atrás, onde ele me acusou de ter forjado o DNA de Ava. Meu Deus, eu era a pior pessoa do mundo e não sabia. Ele disse que de acordo com as pesquisas feitas por ele, Kate não era sua irmã, e então eu forjei o exame de DNA para tirar vantagens deles. Eu não sei o que esse homem tem na cabeça, não consegui ver um palmo à sua frente. Ele me acusou de todas as maneiras possíveis e isso só piorava com o tempo. Eu já nem fazia questão de conversar com ele, e às vezes o deixava falando e falando, o deixando com raiva. Eu não vejo a hora disso tudo acabar. Faltava dois anos ainda para esse martírio ter fim.
Hoje era meu aniversário, e Kate José e Kate organizaram uma festa para mim em uma boate. Meus amigos de Portland estariam todos lá. Então peguei algumas coisas minhas e levei para casa de Kate, antes que Christian chegasse em casa e me impedisse de sair. Ainda tinha essas merdas de seguranças e o toque de recolher que era às nove horas da noite. Fui para o apto de Kate pensando em como eu poderia fugir deles. Kate já abriu a porta toda sorridente.
- Feliz aniversário amiga linda. Ela diz me abraçando.
- Obrigada Kate. Digo sorrindo e abraçando a mesma apertado.
- De nada. Como você está hoje?
- Ótima, nada aconteceu ainda para estragar meu dia.
- Que maravilha amiga. Então vamos nos arrumar. Ela diz feliz.
- Cadê Ava? Peço.
- Foi para a casa de uma amiguinha da escola. A mãe da amiguinha vai levá-la amanhã para escola e eu busco.
- Que bom, mas eu estou preocupada com os seguranças lá embaixo. Digo
- Já tenho uma ideia para isso. Vamos nos arrumar que eu te conto. Ela fala e eu me animo mais.
Depois de um banho bem gostoso. Coloquei um vestido azul marcando minha cintura e uma sandália de salto preta. Fiz uma maquiagem marcando meus olhos, e deixei bem leve a maquiagem em meu rosto. Deixei meus cabelos soltos em cachos. Peguei minha bolsa de mão, só com meu celular e dinheiro. Cheguei na sala Kate já estava pronta em seu vestido vermelho e seus cabelos amarrados em um r**o de cavalo.
Ao descer para garagem, Kate me pediu a chave do carro e disse que ela iria com meu carro e eu iria de táxi até a boate. Ela iria despistar os seguranças com meu carro. Ela colocou uma blusa de frio com capuz e entrou no meu carro. Esperei ela sair e me ligar dizendo que eles estão seguindo ela. Sair e pedir um táxi. Em menos de dez muitos eu já estava dentro do mesmo. Pedir ao taxista para me levar a boate.
Na boate, encontrei José e Jack estavam lá e algumas pessoas da faculdade. Hoje eu estava livre de qualquer coisa. Não queria pensar em nada. Só queria me divertir. Kate chegou uma hora depois e disse que deixou meu carro está na garagem do escala. Questionei a mesma, como ela havia feito isso. Ela disse que com o capuz, ninguém havia percebido que não era eu, ela chamou o elevador e saiu pela portaria e veio de táxi. Só minha amiga mesmo para me ajudar a me livrar pelo menos hoje dessa palhaçada toda.
A festa rolava a todo vapor na boate. Eu estava já no meu terceiro drink de tequila. Dancei e bebi sem me importar com as consequências. Meu amigos trouxeram um bolo para mim e cantamos parabéns. Saímos da boate já era três da manhã e fomos para o apto de Kate. Eu não iria voltar para casa hoje. Não estava afim de aguentar sermões daquele egoísta ditador.
No outro dia acordei e nem fui para a faculdade. Ouvi o barulho da campainha e tinha certeza que estava aqui sozinha, pois Kate não podia faltar ao trabalho. Vestir um roupão e fui atender a porta. Abrir a mesma dando de cara com meu querido marido e seu marca passo. Ele não estava com uma cara nada boa, e eu estava pouco me importando. Seu discurso iria começar, e neste momento eu estava me importando menos com ele e com tudo que ele pensava.
- O que você pensa que está fazendo? Ele pede e eu não respondo. Por sua causa dois seguranças foram demitidos. Não lamento nem um pouco. Eu te avisei que não queria que você dormisse fora de casa, mas parece que nada que eu fale você escuta. Bufo só de ouvir a voz dele. Depois não quer ser chamada de vagabunda, não quer que eu sempre desconfie de você. Sempre o mesmo discurso. A onde você foi ontem? Não vou responder, por mim vamos ficar na mesma. Quer começar a falar comigo, ou você prefere que eu fique com mais raiva do que já estou. Continuo calada. A campainha toca novamente, e eu vou abrir sob os olhos dele.
- Srta Steele? Um homem com um buquê de flores enorme questiona.
- Sim, sou eu. Pego as flores feliz, mesmo sem saber quem me mandou. Assino a entrega e entro fechando a porta. Meu sorriso está escancarado, mas morre ao ouvir mais uma vez as ofensas dele.
- Com essas flores já imagino onde você estava. Com certeza na cama de algum homem. Você é uma p**a mesmo. Mas você não vai conseguir mais fugir dos meus olhos. Quero você em casa. A partir de hoje você não dirige mais seu carro. Terá um motorista particular que ficará de olho em você. Ele fala com ódio na voz e se vira para ir embora. Sai batendo com força a porta.
Meus olhos enchem de lágrimas. Eu não mereço ser tão ofendida. Minha vontade era de gritar com ele, de acabar com essa Merda, mas eu não posso. Que esses dois anos acabe logo, pois eu não aguento mais isso. Passo o dia no apto de Kate pensando nessa Merda de vida. Vou embora e lá está ele olhando para Seattle..
- Pode jogar essas merdas de flores fora. Eu não aceito que você venha esfregar as flores de um amante na minha cara. Ele fala e eu não vou responder. Subo sem falar nada levando as flores que Paul havia me mandado. Tomo um banho e deito na cama. Acabo dormindo.
Dias, meses se passaram e eu não falava mais com ele. Deixei ele falar o que queria, quando queria. Eu não me deixava levar mais pelas suas ofensas. Me trancava em meu quarto, saindo de lá, somente para a faculdade e nos finais de semana eu saia com Kate e Ava. Era a minha única distração para tantos problemas. Eu estava tentando me manter firme e sã, estava tentando chegar ao fim desse casamento viva.
Andando pelas ruas de Seattle para não enlouquecer com tudo que estou vivendo, fui para o parque, antes de me sentar percebi uma pessoa jogada no chão perto do chafariz. Eu não gosto de ver pessoas assim. Meu pai sempre me ensinou a ter compaixão pelas pessoas e se tiver como ajudar, temos que ser humanos, e ajudar como puder. Vou até a pessoa, e toco nela. A mesma está jogada de barriga para baixo. A chamo e nada. É uma mulher que deve ter bebido e venho parar aqui. A viro e não acredito que se trata de Mia. Merda, a mesma está desacordada, respirando com dificuldade. Eu não posso deixá-la aqui. Pego o telefone e ligo para a ambulância. Ela precisa ser avaliada e espero que não seja nada grave.
Pessoas alguns de vcs estavam me questionando sobre a idas do pai de Christian a Portland, dizendo que eu havia errado. No prólogo e CAP 3, onde as informações não batem. Christian fala sobre as idas do pai, não está errado, era pra ser assim mesmo. A confusão é de Christian, ele não sabe o tempo e data certa, quem confirma para ele é Welch em sua investigação no CAP 7.