CAPÍTULO 11

2312 Palavras
Eu não estava entendendo nada que estava acontecendo na minha vida. Casada com um homem que me acha as piores das mulheres, a família dele que me julga como se a verdade fosse deles, e a mesma estivesse com eles. Eu estava cansada, cansada de ser julgada, cansada de ouvir que era uma vagabunda, p**a, v***a. Cansada de colocar sempre meu ponto de vista e o pior cansada de ver que aquilo iria ser durante três anos. Só tinha passado seis meses dessa palhaçada toda e eu teria que aguentar muito mais. Me peguei várias vezes chorando por não saber o motivo disso tudo que está acontecendo comigo. Me peguei várias vezes querendo desistir de tudo e deixar que a vontade do meu pai em relação a doação dos seus bens fosse feita. Eu não merecia estar passando por isso. Eu não queria isso nunca para ninguém. Nunca tive sentimentos de raiva, de ódio por ninguém, e hoje me encontrava dividida com esse sentimento dentro de mim. Tentando entender Christian, eu estava me vendo em um sentimento de pena, de piedade, por ele ter perdido os pais e ainda está sendo enganado em uma mentira, pois eu não acredito que o pai dele tinha ou teve uma amante, então ele estava perdido, assim como seus irmãos. Eu estava confusa por dentro, pois ao mesmo tempo que eu tinha ódio deles, eu tinha pena. E estava tentando ao máximo não surta com esse casamento e com Christian. E não só isso que estava me deixando chateada. O fato dele achar que Kate também estava tramando contra ele e a família dele, estava me deixando com mais raiva. Ele pensa sempre o pior de mim, a ponto de achar que eu envolveria uma criança em algo tão sórdido. Achar que Ava é filha do pai dele, e que eu e Kate fomos amante do mesmo, não foi o cúmulo, mas sim um absurdo. Como ele pode ter uma imaginação dessa? Como ele pode achar que nós duas faríamos isso? Nem ele e nem a família dele nos conhece, mas preferem julgar e nos crucificar por algo que não fizemos. Eu estava trancada em meu quarto, depois que ele me prendeu dentro desse apto. Estava com raiva dele ter feito isso, mas o pior é que eu estava cheia de dúvidas na minha cabeça com que ele disse sobre Kate ser irmã dele. Ele fez o exame de DNA como? Será que ele usou Ava para isso? Mas, não tinha como, já que nunca deixei Ava sozinha com ele. Droga. Porém tem também esse fato de Kate ser irmã dele. Será verdade? Mas como? Eu conheci o Sr e a Sra Kavanagh, posso dizer que Kate é a cara do pai dela. Impossível ela ser filha de Carrick. Amanhã mesmo eu vou tirar essa história a limpo com Kate. Falo já tirando minha roupa e me deitando. Acordo e olho no relógio passa das dez da manhã. Levanto, tomo um banho. Visto um short, já que o dia está com um sol bonito. Coloco uma regata e uma rasteirinha. Deixo meus cabelos soltos e pego minha bolsa e meu celular. Saio do quarto. Espero que esse homem tenha aberto a porta. Não quero passar o sábado trancada aqui. Desço e não vejo ninguém, porém quando coloquei a mão na porta para abri-la, meu marido apareceu. - Essa porta está aberta até às nove da noite. Espero que você esteja em casa. Caso não, mandarei meus seguranças te trazer a força para casa. Ele fala e eu suspiro. Me viro para ele. - Como você conseguiu fazer o exame de DNA que comprova que Kate é sua irmã? - Peguei dois fios de cabelo de Ava. Ele diz. Tinha que ser. Achou que era mais esperta do que eu? - Não, achei que você fosse menos burro. Falo e saio. Pego meu carro e sigo para o apto de Kate. Eu não vou deixar isso passar mesmo. Eu preciso saber se isso é verdade. Espero que Kate me fale se essa história é verdade ou não. Apesar que acho difícil um exame de DNA dar errado, porém como essa família está obcecada por um culpado de toda a tragédia deles, não seria r**m pensar que esse resultado pode ser forjado. Eu não espero mais nada deles. Chego no apto de Kate e subo. Abro a porta e a minha loirinha linda de olhos verdes limpando os olhos de sono. - Bom dia minha loirinha. Como você está? Digo já pegando ela no meu colo, apertando e beijando suas bochechas gordinhas. - Titia, eu e mamãe vamos ao shopping comer e depois blincar muito. - É mesmo? E a titia pode ir também? Peço. - Sim. - Então eu vou. Cadê a mamãe? - Está no quato. - Estar no quarto, então vou lá. Digo beijando e a deixando no sofá. Vou para o quarto de Kate e bato na porta já adentrando o mesmo. Vejo ela sair do banheiro em seu roupão com uma toalha enrolada na cabeça. - Bom dia kavanagh. Falo e ela me abraça. - Bom dia Ana. Tudo bem? Ela pede e eu não quero enrolar com isso. - Nada bem. Falo e ela me olha intrigada. - O que aquele bastardo fez dessa vez. Ela pede se sentando na cama. - Kate o que você tem haver com a família Grey? Peço e ela me olha sem entender. - Como assim o que eu tenho a ver com essa família? Eu não tenho nada, e não entendi sua pergunta Ana. - Christian desde quando viu Ava vinha dizendo que a menina era filha do pai dele comigo. Eu nunca dei vazão a isso, já que não era verdade, e outra que Ava não é a minha filha. - E porque ele pensa que Ava é filha do pai dele? Ana esse homem é meio retardado, s*******o. Porque ele pensaria isso? - Porque ele disse que Ava era a cara do irmão dele. Vejo Kate ficar branca, mais branca do que já é. - Nada haver Ana. Ele deve está procurando outro pretexto para te acusar. Ela diz e eu suspiro. - Eu também achei isso até ontem, onde ele me acusou novamente, e ainda me acusou de agir com você contra eles. - O que eu posso querer deles Steele? - Kate ele pegou fios de cabelos de Ava e fez um exame de DNA sem eu saber. Antes que eu fale algo Kate me ataca com palavras. - Como você deixou isso acontecer? Porque você deixou isso acontecer? Ela pede com raiva. - Eu não sabia que ele estava com essa intenção. E outra eu nunca achei que você fosse parente deles. - O que? Parente deles? Ela indaga surpresa. - Sim. Kate o resultado de DNA de Ava deu positivo para parentesco. Ela é sobrinha dele? Peço. - Como chama o irmão desse babaca? - Elliot Grey. - Outro babaca. Ela fala e suspira. Eu não sabia que Elliot era parente de Christian. Quando nos conhecemos... Eu a interrompo. - Você está querendo dizer que Ava é filha de Elliot? - Sim. - Meu Deus Kate, Christian acha que você é irmã dele, que o pai dele teve outra amante antes de mim. - Essa família é doente Ana. Eu não sabia que Elliot é um Grey, não nos conhecemos com sobrenome. Ela suspira forte e fecha a porta. Eu vou te contar a verdade, mas não quero que isso saia daqui. Não me interessa nada sobre o pai dela. Ela não precisa dele. Sei que neste momento ela sente falta por ver seus coleguinhas com os pais, mas depois isso vai passar. - Assim você espera né Kate. Porque não acho que Ava vá descansar quando crescer até descobrir toda a verdade. - Eu não quero pensar nisso agora. Eu conheci Elliot em uma festa de cidade, vizinha a Portland. Nos envolvemos sem muito o que pensar, falamos somente o primeiro nome um para o outro. Ficamos naquela noite, nos comprometendo ficar no outro dia durante a festa que duraria três dias. Kate se cala, e seus olhos enchem de lágrimas. Pego em suas mãos, tentando passar um pouco de segurança. Ela me olha com lágrima escorrendo em seu rosto. Suspira e continua. Eu estava na festa no outro dia e ele já estava agarrado a outra mulher. Ele fingiu que nem me conhecia Ana. Ele olhou para mim e passou por mim como se não tivesse ficado comigo antes. Eu fui burra sim, fiquei com ele no meu primeiro encontro, e não usamos camisinha, com a garantia de eu tomar a pílula do dia seguinte. Eu havia me esquecido no dia seguinte, e depois que eu o vi com outra e fui desprezada por ele, não me veio mais na cabeça nenhum remédio. Eu queria esquecer que tinha ficado com aquele i****a. Porém um mês depois eu não podia mais fingir que nada aconteceu, pois eu estava grávida. Eu entrei em pânico quando soube, e ainda fiquei com raiva de mim mesma, pois eu era culpada de ter engravidado de um i****a como aquele. Eu era culpada por não ter me protegido, e eu fui culpada por ter me envolvido na primeira vez com ele. - Calma Kate. Não se sinta culpada por nada. Isso poderia ter acontecido com qualquer uma. Não prevemos o que vai nos acontecer. Você não ver a minha vida como está? De uma menina feliz para uma garota que já foi amante de um homem que poderia ser meu pai, casada com o filho dele que me acha a pior das vagabundas. Digo sorrindo e Kate me acompanha. - Ana, você foi a melhor coisa que me aconteceu nesses anos. Te conhecer foi uma benção para mim. E não só para mim como para Ava. - Eu te amo muito também amiga. Porém eu estou com certo receio que eles venham atrás de você. Como disse, eles pensam que você é irmã deles. - Eu não me importo Ana. Deixa eles pensarem o que quiser. E se vierem atrás de mim, não vou recebê-los. - E se Elliot te reconhecer? - Duvido muito. Se em um dia ele não me reconheceu imagina agora depois de mais de três anos. Não tenho medo disso. E se reconhece também, ele não tem o direito sobre Ava. Kate fala firme. - Tem certeza? Eu não quero prejudicar seu segredo, e também não quero ver eles te ofendendo como fazem comigo. - Não tem problema Ana. Esses irmãos são um bando de idiotas. Eu não vou me intimidar com nada com eles que falem ou façam. Não se preocupem comigo. Agora vamos deixar isso de lado. Deixe eles pensarem o que quiserem, se eu sou irmã, tia, até a outra amante do pai deles, não vai fazer diferença para mim. - Eles acham que estamos atrás do dinheiro deles. - São muito burros. Porque eu nem sabia que Elliot era um Grey, e se soubesse, ou até mesmo quisesse alguma coisa do pai de Ava eu já teria corrido atrás. Então para mim ele não existe, assim como ele fez comigo. Vamos sair, estou com fome. Conversamos mais no caminho para o Shopping. Ela fala e vai se arrumar.Espero mesmo que ela encare dessa forma. E que não tenha nenhum problema com essa família louca. Já tínhamos comido no shopping e estávamos olhando Ava nos brinquedos. A mesma não parava de sorrir e chamar a gente para vê-la. Aproveitamos para tirar muitas fotos com ela. Kate e eu conversamos sobre tudo, menos sobre a minha nova família. Não queria estragar nosso sábado pensando nos problemas que eles criaram para nós. Antes de ir embora uma pessoa bem vulgar senta na minha mesa. Kate me olha sem entender e eu reviro os olhos. - Suzanna eu não te convidei para se sentar na minha mesa. Digo olhando para ela. A mesma está quase pelada na minha frente. Seus p****s estão quase todos para fora. - Eu quero saber se você e Christian estão transando. Quase cuspi o meu suco com essa pergunta. - Eu sou mulher dele não sou? Resolvo provocar. - Eu não acredito que ele está fazendo isso comigo. Ele disse que iria me sustentar e depois dos três anos, ele iria voltar comigo. Ela grita e eu olho para os lados para ver se as pessoas não estão olhando. - Ele te sustenta desde quando? Questiono querendo saber, pois se eu não posso certas coisas, ele também não vai sustentar a ex dele mesmo. - Desde quando entrou em nossas vidas. Atrapalhou tudo entre nós. Mas você fique sabendo que eu vou esperar esse divórcio. - Espere mesmo querida, espere porque eu vou mandar entregar o corpo dele na sua casa. Digo e me levanto. Kate também levanta e pega Ava que já estava quase dormindo na cadeira. - Essa era namorada dele? Kate pede. - Essa coisa aí era. Não entendo como ele namorava com ela. Uma mulher escrota, vulgar. - Depois a vagabunda é você amiga. - Pensei a mesma coisa. Falo e acabamos rindo. Deixo Kate em seu apto e vou para o apto do meu digníssimo marido. Santo. Eu não posso sair mais a noite, eu não posso mais ter a minha vida, mas ele pode bancar a ex? Não vai mesmo. Chego no apto e ele está como sempre olhando a vista de Seattle. Fico pensando porque ele é tão triste desse jeito? Porque é tão fechado? Foco Ana, não deixa o que você quer falar de lado. - Boa noite! Falo e ele não me responde. Ótimo, eu quero uma conversa assim. Só eu falo e ele escuta pela primeira vez. Fiquei sabendo hoje que você está sustentando a sua amante. Digo.
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