Pré-visualização gratuita Prólogo - Unidos Para Sempre
O que é sangue?
Sangue é aquilo que partilhamos com a família. Mas, além disso, sangue mostra união em laços fortes.
Família! Vai muito além de um sobrenome. Família são pessoas que se importam com você, que te amam, que dão a vida para te salvar.
Durante a sua longa vida, Christoffer acreditava que estava eternamente conectado com quem partilhava o sangue. No seu caso, ele podia escolher a pessoa com quem iria partilhá-lo. Essa ligação era a sua maior força, ao menos pensava assim. Ligações podem trazer grandes arrependimentos com ela. Essa verdade o assombrava...
Christoffer balançava o copo de whisky, fazendo com que o gelo batia no vidro, causando barulho. O bar tocava uma melodia agitada ao fundo. Pessoas sentadas nas mesas conversavam animadas sobre diversos assuntos: música, política, negócios, s**o. Bastava um pouco de concentração da parte de Chris, e conseguia ouvir qualquer conversa que quisesse. O bar tinha uma beleza rústica, bancos de madeira próximos ao balcão. O cheiro de álcool estava impregnado no local.
— O que te traz à cidade? — A ruiva, intrigada com o belo homem à sua frente, questiona por trás do balcão do bar onde trabalha.
— Costumava viver aqui… — A voz do moreno ecoava de forma sedutora, música para os ouvidos da garota.
— Jura? Quando?
— Parece que faz séculos. — Piscou ele.
— Eu me mudei há alguns anos… Por que voltou?
— Meu irmão quis voltar. Não iria deixá-lo só. Temo que se meta em confusões. Ele é complicado… Competidor, grosseiro. Pouco impulsivo? — Finalizou com deboche. — E ele tem um longo histórico de meter-se em confusões.
— Parece ser comum para ele. E você sempre tem que tirá-lo delas… — A ruiva se apoiou no balcão para chegar mais perto. — Que tipo de problema ele se meteu agora?
— Ele acredita que existem pessoas que estão atrás dele.
— Narcisista e paranóico, nossa! — O moreno olhou surpreso para a ruiva. — Desculpe-me. Atendente aspirante a psicóloga. Típico clichê de quem precisa trabalhar para manter a Universidade.
— Escute, Olivia. — Christoffer leu no crachá da moça. — Agradeço pela atenção, mas preciso encontrar o meu irmão.
— Certo. Volte sempre. — Sorriu a ruiva.
— Será um prazer. — Piscou, deixando o dinheiro em cima do balcão.
— Espera, — A garota chamou sua atenção. — Não me disse qual é o seu nome.
— Christoffer Bloodyeye.
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— Olá, amor. Não pude deixar de notar que está lendo sobre anatomia humana. Em que parte está?
— Estou lendo sobre sangue e afins. — A garota olhou confusa para o homem à sua frente.
— Posso sentar-me? — A morena apenas fez um gesto com a mão. — Você sabia que apenas 40 pessoas no mundo tem Rh nulo? Mais conhecidos como sangue de ouro? — A garota olhava fixamente para o moreno. — E que a água de coco pode substituir o plasma, composições parecidas...
— Você é médico?
— Quase isso… Alexander Bloodyeye. — O homem de cabelos loiros e pele branca se apresentava sedutoramente para a moça que estava à sua frente. — Satisfação em conhecê-la.
— Meu nome é Eileen!
— Bonito nome.
— Espere até ouvir meu número de telefone. — A morena riu. Reciprocidade.
— Gostei de você. Você vem sempre por aqui?
— Durante à tarde eu estudo. À noite aproveito e fico para estudar, aqui é mais tranquilo que a república onde moro.
Prestando atenção no ambiente à sua volta, Alec imaginara como seria essa república, já que o café onde estava era barulhento demais para um estudo. Pessoas rindo, falando alto, aquele entra e sai com frequência. A cidade estava bem diferente de como costumava ser há mais de 100 anos quando ele e seu irmão moravam por ali.
— Certo. Preciso ir agora, irei encontrar o meu irmão. Nos vemos depois, pelo visto sei onde te encontrar.
Ele saiu, deixando-a suspirando. Nunca havia visto um homem tão sedutor como ele, algo prendia a atenção das pessoas a ele, como se estivessem sendo hipnotizadas.
— Estava procurando por você. — Alec disse a seu irmão assim que curvou a esquina.
— Sabia que me encontraria, irmão.
— Por onde andou? Estou procurando você por horas.
— Tenho telefone, lembra? — O moreno debochou, fazendo o irmão o repreender com o olhar. — Estava conhecendo o novo café. Da última vez que estivemos aqui, existia apenas um bar e era de péssima qualidade.
— Hoje tem vários. Como está sentindo-se ao saber que irá para a universidade novamente?
— Não vejo a hora de passar logo mil anos, para envelhecer um pouco mais e livrar-me deste fardo. Universitários mesquinhos querendo a vida com um pedaço de papel escrito o seu nome. Não posso ficar mais à vontade? — Sugeriu.
— Pare com isso. Você ama universidades. Todas as festas, bebidas, garotas… — Instigou o moreno.
— Tudo bem. É o que faz aturar as chatices do restante dos estudantes que não fazem nada além de reclamar da belíssima vida que carregam. Convenceu-me. Mas, essa será a última. — Estendeu a mão, para fechar o acordo.
— A última, irmão!