Tempos antes...
Talvez eu tenha sim falado de propósito, ou não.
Sim, eu falei. Ao mesmo tempo que não quero que ela fique comigo, eu também quero muito. Mas isso não seria bom para ela.
Talvez fazê-la ter raiva de mim pudesse solucionar isso, ela se afastaria de mim e não me permitiria me aproximar dela.
— Drake! — Ouço Magnus bater em minha porta.
— Entra!
Magnus aparece na porta, caminha até a janela do quarto enquanto me arrumo.
— Acho que vou passar um tempo com Emília. — Ele falou de uma hora para outra normalmente.
— O que? — O encarei incrédulo.
— É só falar que vou fazer uma viagem até Eldoria, digo que tenho assuntos pendentes para tratar lá. Tudo fica bem. — Ele dá de ombros.
— E é claro que você quer que eu vá com você?
— Sim, o que você ficaria fazendo aqui? — Magnus disse como se fosse óbvio me encarando confuso.
Mordi o lábio encarando o chão, dessa vez não tenho uma boa desculpa para dar.
— E quando pretende contar para o seu sogro? — Questionei.
— Qual? O Rei Eratos ou o pai de Emília? — Magnus sorriu.
Me senti enojado, revirei os olhos e ele riu como se tivesse alguma graça. i****a.
— Claro que o Rei Eratos.
— Não sei, acho que daqui há alguns dias. Preciso me organizar ainda.
— Para o que exatamente você quer que eu vá? Para ficar ouvindo você quase quebrar a cama dela? — Esbravejei.
Magnus me olhou torto e revirou os olhos em seguida.
— Por quanto tempo pretende ficar lá?
— Um mês talvez, ou mais. Dependendo da desculpa que eu der, se for uma boa desculpa para que eu passe o máximo de tempo que puder.
O encarei indignado.
— Um mês, Magnus? E o seu casamento?
— Pode esperar. — Ele sorriu dando de ombros.
— Ah, claro. Você vai ter uma longa lua de mel com outra mulher enquanto isso? Uma despedida?
— Despedida não, amo ela. Vou sempre visitá-la.
— Mesmo casado? — Questionei incrédulo.
— Sim, algum problema?
Engoli em seco. Não que eu me importe, vou adorar que ele invente desculpas para ficar com a camponesa. Enquanto isso ficarei aqui cuidando da esposa dele, só preciso de uma desculpa para não ir com Magnus para a casa da camponesa.
— Não, nenhum. — Dei de ombros.
Saímos do quarto indo até a sala de jantar, fazer o desjejum.
Amice desviou o olhar de mim quando entramos pela porta, pude vê-la sorrindo para Magnus. Isso me irritou um pouco.
Por que de repente ela decidiu ser tão legal com ele? Por acaso resolveu entrar no personagem de noiva só agora? Que coincidência.
— Bom dia, Magnus. — O Rei o cumprimentou.
— Bom dia, Rei Eratos.
Amice, Emma e a Rainha também o cumprimentaram.
As duas e o Rei me deram bom dia, com excesso de Amice. A mãe olhou para ela como se a repreendesse com o olhar.
— Bom dia, Drake Cadman. — Ela falou com tanta obrigação que deu para notar.
O Rei conversava com Magnus sobre economia, política, perguntava sobre o Reino Eldoria. Tudo muito chato. Apenas assuntos formais e de homens.
Depois de um tempo, Amice pediu perdão e levantou da mesa.
Não me dirigiu o olhar a manhã toda, me olhou apenas quando entrei e nem quando foi me dar um mísero bom dia não me olhou por mais de dois segundos.
Esperei uns instantes depois que ela saiu, foi torturante mas eu esperei.
— Licença. — Pedi e caminhei devagar até a porta.
Depois que não podiam mais me ver apressei os passos até chegar no corredor e ver Amice caminhando pisando fundo em direção ao quarto.
— Amice? — A chamei.
Ela me ignorou e continuou caminhando.
— Eu quero falar com você, dá para esperar? — E ela continuou caminhando. — Desculpa, tudo bem? Falei sem pensar.
Ela diminuiu os passos mas voltou a correr.
— Onde vai? — Grito por ela.
Amice continua caminhando e me ignorando. Como se eu não estivesse a chamando.
— Acha que me ignorando eu vou sumir? — Gritei novamente.
Aila vira para mim, vem praticamente correndo em minha direção. Quando está próxima o suficiente empurra meu peito com força, me bato na parede e ela grita comigo enquanto bate o indicador em meu peito.
— Você se deita com uma prostituta, e eu não falei m*l de você como falou m*l de mim só porque eu beijei o meu noivo. Você sabe o quanto isso significou para mim? E acha que apenas um mísero pedido de desculpas é o suficiente? — Ela deu ênfase no “meu noivo” me fazendo travar o maxilar de raiva.
Só consigo prestar atenção em como ela fica linda irritadinha assim, e em como eu posso acabar com essa marra em questão de segundos.
Observo seus s***s no decote do vestido, sorri de canto aproveitando a visão avantajada que tenho deles assim, de cima para baixo que bom que você é mais baixa do que eu, Amice.
— Está me ouvindo? — Amice grita novamente.
Seguro sua cintura com força e a arremesso na parede de costas para mim, ela solta um gritinho pelo susto. Acho que a arremessei com um pouco mais de força, mas não consegui me controlar. Desculpa, Princesa.
Enfio a mão por dentro do cabelo dela o puxando com força, pressiono seu rosto contra a parede com um pouco a mais de força.
— O que está fazendo? Estamos no corredor. — Amice me alerta. Mas não tem medo ou súplica em sua voz.
Deslizo a mão da sua cintura até seu seio e o aperto forte em minha mão.
— Drake. — Amice chama meu nome em forma de repreensão.
Aproximo meus lábios do seu rosto, beijo sua bochecha e sussurro em seu ouvido.
— Se você fosse uma mulher da vida... — Respiro fundo. — Eu foderia você assim. Nesse corredor, nessa posição.
Pressiono meu quadril contra o dela com força. Ela geme com os olhos fechados.
Amice ergue um pouco o quadril e roça em mim. Ofego contra o seu rosto.
— Você teria que segurar seus gemidos ou então seríamos pegos, estaríamos em silêncio mas o som do seu quadril se batendo contra o meu ecoaria pelo corredor e não precisaríamos gemer alto para fazer muito barulho. Você gosta de fantasiar com isso? Eu gosto. — Sussurrei. — Gosto muito.
— Você é um canalha. — Ela diz.
— Eu sei.
A viro para mim. Alcanço a dobra dos seus joelhos e a levanto, Amice entrelaça as pernas em torno do meu corpo.
Suas mãos se entrelaçam em torno do meu pescoço enquanto me beija.
Seu beijo está ofegante, ela está puxando puxando os cabelos da minha nuca. Não está mais com raiva de mim.
A ponho no chão, ergui seu queixo para mim e deixo um último beijo no canto da sua boca e saio.
A deixo lá totalmente entorpecida e com a respiração ofegante, sozinha com a sua imaginação.