15 Drake

1524 Palavras
Tempos antes... Eu não aguento mais, não consigo pensar em outra coisa a não ser o fato de que estou morrendo de vontade de ir até ela e terminar o que comecei. Meu cérebro sabe que é errado, mas o restante do meu corpo não está nem aí. — Minha cabeça ainda está martelando, não consigo lembrar de nada. — Magnus resmunga. Como era de se esperar, é só o que ele sabe fazer. — Está tudo bem, amigo? — Magnus questiona. Apenas balancei a cabeça positivamente olhando para ele, não conseguiria mentir em voz alta. O que eu poderia dizer? "Quase tirei a pureza da sua noiva, meu amigo. E foi muito bom, ela me deixa louco.". Andávamos a cavalo pelo Reino depois de Magnus ver os lotes de terreno, passamos pelo bordel e de repente me surgiu um desejo de ir até lá. Prometi nunca me sujeitar a isso, mas por que agora parece tão inevitável? — Vamos para o castelo? — Pedi. Magnus me encarou com uma sobrancelha arqueada. Sei que eu deveria estar tentando disfarçar melhor, mas eu realmente não consigo. Minha cabeça está em Amice, no beijo... Eu quero beijá-la novamente, e dessa vez não parar tão cedo. Mas isso é loucura. O que eu poderia oferecer? Um simples escudeiro. Continuar com isso é apenas assinar um contrato com a morte, é assim que pode acabar. Lembro das vezes em que vi "casais" sendo sacrificados por adultério. — Drake? — Magnus gritou. — Hum? — Resmunguei assustado. — Você não está bem. Vamos para o castelo. Nunca me sujeitei a prostitutas, sempre odiei essa prática. Mas sentir tanto desejo por Amice é loucura, ela não é minha. Não posso tocar em um único fio de cabelo dela. Joguei um saco de moedas de prata em cima da cama e caminhei até a porta. — Aqui tem mais do que o valor que pedi. — A mulher comentou. — Eu sei. — Só para confirmar, alguns clientes nos acusam de roubo depois. — Não vou. — Então saí do quarto. Ela sabe onde fica a saída, está acostumada a ser usada. É uma prostituta. Caminhei para fora do castelo, fui até o Rio próximo. Estava amanhecendo, o céu estava claro mas não tanto. Ainda não é dia. Tirei minhas roupas e entrei no Rio, nadei por ele com o rosto virado na direção do céu. A água estava fria, mas não tanto. Tudo aqui grita Amice, tudo parece ela. Caminhar por o campo próximo ao castelo é muito a cara dela, o Rio de água cristalina também é, e a sapucaia de folhas cor de rosa à beira do Rio também. O rosa é tão bonito e delicado, é uma cor que representa ela. Tudo o que é puro, representa ela. Me pergunto como posso conviver com a Realeza lembrando todas as vezes que nesse castelo eu quero muito envolver a Princesa mais velha em meus braços. Saio de dentro da água, me visto e vou até quarto em que estou hospedado. Ponho uma roupa seca e deito no colchão tentando dormir, mas a idéia do que a Amice pode estar pensando de mim agora martela a minha cabeça. Me remexo no colchão, vou para um lado e vou para outro, mas não consigo dormir. Levanto novamente e saio quase praticamente correndo até o quarto dela. Ainda é noite, não tem porquê alguém estar passando pelos corredores a esse horário. Está tudo bem. Abro a porta dela com cuidado apesar de que minha mão treme pelo frio, consigo vê-la deitada provavelmente dormindo. Fecho a porta com cuidado e vou até ela, deito ao seu lado cuidadosamente. Apoio meu rosto na dobra do seu pescoço inalando seu cheiro, abraço seu corpo envolvendo seu corpo em meus braços como uma criança dorme com os braços envolvidos em pelúcia. — Drake? — Ouvi a voz dela me chamar. — Hum? — Resmungo enquanto beijo a sua nuca coberta pelos cabelos dela, me afogando e ficando entorpecido neles e no seu cheiro. — Você está gelado. Com os olhos fechados apenas senti o movimento dela no colchão, senti suas mãos apalparem as minhas. — Você está gelado demais! O que houve? — Amice repetiu em um sussurro desesperado. Senti ela virar de frente para mim, me cobrir com a coberta e me abraçar. Escondi meu rosto em seus s***s, deixei um beijo em seu peito. Fiquei alí de olhos fechados inalando o cheiro dela e apreciando o calor do seu corpo. — Você está congelando. — Amice falou novamente, mais para ela do que para mim. — Perdão. — Sussurrei suplicante. — Por o que exatamente? — Ela questionou. — O que você viu. — Apenas não diga nada. — Eu não paro de pensar em você. — Meu peito sentiu o alívio de finalmente botar isso para fora. — Achei que me entregar ao desejo carnal resolveria. — E resolveu? — Amice questionou expressando curiosidade e dúvida em seu tom de voz. — Não, só resolveria se fosse com você. Amice ficou calada. Senti suas mãos passearem por meus cabelos, deixei que ela brincasse com eles. Aquilo estava me tranquilizando, o carinho dela era o que eu precisava. Só isso. Eu não precisava cair no encanto de prostitutas, eu só precisava da pureza de Amice. Ergui o rosto para cima, encontro seus lábios macios. Ataco Amice, seguro seus cabelos por medo dela fugir, apesar de que eu sei que não vai. Deslizo a mão pela sua coxa até alcançar a dobra do seu joelho, levanto seu corpo e a viro de costas para o colchão. Beijo a curva da sua bochecha, mordo seu queixo volto para seus lábios novamente os atacando. Beijá-la é tudo o que posso fazer, então farei pelo tempo que puder. Sinto a mão de Amice deslizar por baixo da minha roupa até alcançar minhas costas nuas, ela arranha minhas costas enquanto beijo o colo dos seus s***s. Levanto um pouco meu tronco olhando para os seus s***s vestidos, olho em seus olhos que brilham com a luz do amanhecer. Não penso duas vezes, não penso, não consigo pensar. Eu quero ela. Preciso dela. Deslizo a manga da sua roupa para baixo, puxo para baixo até seus s***s ficarem expostos. Fico paralisado olhando para eles, desejando me sufocar neles. Amice puxa minha camisa deixando meu tronco nu, alcanço seu rosto e beijo seus lábios sentindo seus s***s roçarem em mim. Gemo contra seus lábios. Beijo seu pescoço, beijo atrás das suas orelhas, vou descendo até sua clavícula e desço deixando um beijo entre seus s***s antes de abocanhá-los. — Drake... — Amice ofega. Sinto seu corpo tremer, querer recuar. Uma mulher que nunca foi tocada assim antes, me enche de mais desejo pensar que sou o primeiro que a toca assim. Aperto seu outro seio com força enquanto abocanho o outro por completo, observo o outro e aperto o seu mamilo entre os dedos. Esfrego meu rosto neles, tento realmente me sufucar alí. — Ah! Drake... Aperto os lençóis em minhas mãos, tentando descontar a minha vontade de rasgar sua roupa inteira e arrancar sua pureza biológica agora nesses lençóis. Ouvir seus gritos e súplicas, poder sentir como é estar dentro dela. Sentir e ouvir seu quadril batendo contra o meu. Meu sangue ferve só de me imaginar dentro dela... Entrando, saindo, entrando... Alcanço seus lábios novamente, puxo seu lábio entre os dentes, aperto levemente seu pescoço, puxo seu cabelo. Nosso tempo é curto, quero apertar e apalpar tudo o que eu conseguir nesse tempo tão pequeno que temos por causa das circunstâncias. Já posso ouvir sons de passos lá fora, posso ouvir as criadas entraram em algumas portas e fecharem-as. Mas não consigo me afastar. Deslizo as mão pelas suas coxas sentindo a maciez da sua pele na palma da minha mão, aperto a carne dela. Amice envolve meu corpo com as pernas me prendendo contra ela. Ela não vai me parar, e eu não quero parar. Mas precisamos parar, ou seremos pegos. Fricciono minha virilha contra ela. Sinta como estou sedento por você, Amice. Sinta como eu estou pronto para entrar em você, para fazer você ofegar e gemer como uma mulher da vida. Amice esconde o rosto em meu pescoço e ofega contra ele me fazendo enlouquecer. — Eu preciso ir. — Sussurrei para ela enquanto beijava o canto da sua boca. — Não... — Ela choramingou me apertando contra ela. — Amice... — Gemi em reprovação enquanto apertava suas bochechas e escondia meu rosto na curva do seu pescoço uma última vez. — Eu preciso ir, vamos. Me deixe ir. Seguro suas pernas as puxando na direção oposta do meu corpo, e então choramingando Amice permite. Dou um último beijo nela e visto minha camisa. — Calma. — Amice pede arrumando as mangas do seu vestido indo até à porta. Ela olha os dois lados do corredor e então me olha novamente. Os cabelos estão bagunçados e os lábios vermelhos. Me fazendo imaginar ainda mais. — Vá! — Ordena. A puxo pela cintura, lhe dou um beijo rápido e finalmente vou embora. Contra a minha vontade.
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