13 Amice

1757 Palavras
Tempos antes... Envolvo meus braços em torno do tronco de Drake, não sei se pelo frio ou porque com a velocidade do cavalo tenho medo de cair. Noto as ruas bem iluminadas e desertas da parte central do Reino, enquanto Drake parece ir exatamente para algum lugar específico, como se soubesse exatamente onde Magnus está. Até porque é óbvio que ele sabe. — Quando chegarmos lá, você pode ficar na porta. — A forma como ele falou, parecia mais uma ordem do que uma sugestão. Ele parou em frente a uma "casa" um pouco mais distante das outras, estava bem barulhenta então sugiro que seja esse o motivo dela ser mais afastada das outras. Drake esticou a mão para mim e me ajudou a descer do cavalo. — Me espere aqui. — Ele ordenou e saiu. Fiquei parada alí por uns instantes, mas a vontade e também a curiosidade de ir até lá era bem maior. Caminhei até lá dentro, e não precisava de muito para saber que alí se tratava de um bordel ou bar com prostitutas, não sei. Não conheço esses lugares, e não tem porquê eu conhecer. Girei meu olhar pelo local vendo todas as pessoas de lá me olharam com olhares curiosos ou sei lá o que. Talvez tentavam me reconhecer e falhavam miseravelmente. Sem jóias e coisas valiosas, era difícil. Eu nunca fui muito exposta, talvez tinham a sensação de que me conheciam mas não lembravam de onde. — Eu pedi para me esperar lá fora. — Drake puxou meu braço me tirando do transe em que entrei observando aquele lugar. Em volta haviam várias mulheres seminuas, prostitutas, bebidas, homens alcoolizados falando alto e coisas do tipo. Fiquei hipnotizada e horrorizada vendo aquilo. — Me espere lá fora, Amice. — Drake pediu. Olhei para frente vendo Magnus em uma das mesas com duas mulheres sentadas em seu colo, enquanto ela virava uma garrafa na boca. — Amice. — Drake me chamou. Caminhei sem perceber até Magnus, olhando fixamente para ele esperando que me olhasse. Eu podia ouvir Drake atrás de mim me seguindo e me chamando enquanto eu me aproximava de Magnus. Parei de frente para a mesa. Demorou quase um minuto até que ele me notasse. — Eu conheço você? — Ele questionou depois de me analisar um pouco. — Acho que sou sua noiva. — Ironizei. Magnus me olhou normalmente por uns instantes, mas logo arregalou os olhos para mim e para Cadman atrás de mim. — Você a trouxe até aqui? — Magnus questionou para Drake. Era nítido a embreaguez em seu tom de voz. Escutei um coçar de garganta atrás de mim vindo de Drake. — Vamos para o castelo, Magnus. — Pedi. Ele me encarou com os olhos arregalados por uns instantes mas logo começou a tentar levantar. — Sai! Sai! — Ordenou para as mulheres que levantaram contra as suas vontades já que pareciam pensar um pouco antes de levantar. — Vem, Magnus. — Drake foi até ele colocando seu braço em volta do pescoço e saiu caminhando para fora do local. Apenas os segui. Magnus ficou totalmente em silêncio até o lado de fora, parecia pensar em algo, tentava acreditar provavelmente de que era realmente eu quem estava alí. Drake mexeu no cavalo, arrumou algo. — Suba, Magnus. — Ordenou. Magnus continuava me olhando sem dizer nada, mas era nítido que queria dizer algo. — Suba, Magnus. — Ordenou Drake mais uma vez. Mas Magnus continuava imóvel me encarando. Drake me olhou também e por um momento me senti m*l por estar alí. — Por que a trouxe? — Magnus questionou insistentemente. — Isso importa? — Drake retrucou. — Claro que importa. A mimadinha não pode frequentar lugares assim, e você a trás até aqui vestida como uma maldita camponesa... — Ela só veio aqui para me ajudar a sair do castelo, Magnus. Magnus me olhou por um instante e seu olhar continha algo, raiva? Eu não sei. — Você nunca vai ocupar o lugar da Emília na minha vida. — A voz embriagada dele balbuciou me fazendo arquear as sobrancelhas em desdém. — Realmente. — Drake retrucou. — Você tem o céu a sua disposição e continua frequentando o inferno. — Emília é bem melhor. — Só nos seus sonhos, agora suba no cavalo se não quiser que eu o amarre nele e saia o arrastando até em casa. — Drake resmungou sem paciência. — Não me leve a m*l, Amice. Mas eu preferia estar com a Ema agora. — Ele disse por fim me fazendo revirar os olhos. — Não me leve a m*l, mas eu estou pouco me lixando para o que você quer. O que você acha? Que eu estou caindo de amores por você? Fantasie amores impossíveis com quem quiser, eu não me dou nem o trabalho de me importar. Magnus ficou imóvel me encarando, fiquei esperando uma reação dele mas não tive. De repente, ele começou a chorar quando Drake subiu no cavalo junto com ele. Drake me olhou e revirou os olhos me fazendo rir. — Vá com o cavalo dele. — Cadman ordenou. Assenti indo em direção ao cavalo. Os segui até ao castelo, Drake foi deixá-lo no quarto. E aproveitando a fuga, fui até à beira do lago embaixo da árvore, onde eu não quis que Magnus fosse. O dia estava quase amanhecendo, e tudo alí já estava minimamente claro. Eu já podia ver tudo em volta, a água cristalina do Rio tinha uma cor tão marcante que se não estivesse frio eu já estaria nadando nele. A árvore realmente é bastante alta, e sua peculiaridade era ter folhas rosas, nunca entendi o porquê. Era meu passatempo preferido ficar alí apenas em silêncio. Mas meu silêncio foi interrompido por sons de passos que se aproximavam, levantei rápido e fui para trás da árvore. — Calma! Sou eu. — Drake falou com as mãos abertas em frente ao peito. Suspirei aliviada e caminhei de volta para onde eu estava. — O que faz aqui? — Questionei. Drake caminhou até mim e sentou ao meu lado. Ele olhou bem para o Rio e depois pegou uma folha da árvore no chão e parecia admirado. Eu entendo, Drake Cadman. Essas folhas são realmente lindas e admiráveis. — Tentei voltar a dormir mas não consegui, vi que não voltou para o quarto e então vim procurá-la. — Você foi até o meu quarto? — Não pude evitar de sorrir. — É... — Ele gaguejou. — Queria saber se você estava bem. — Por que eu não estaria. — Não falei em tom de questionamento. — Não sei, a noite foi um pouco… fora do comum. — Estou bem, Drake. — Afirmei olhando para ele. Drake encarou meus olhos, desceu o olhar para meus lábios e acabou me impulsionando para olhar para os dele. Senti sua mão tocar a lateral do meu rosto como uma concha, fechei os olhos automaticamente. Cadman massageou meu lábio com o dedo. Aproximei meu rosto do dele, tento beijá-lo mas ele recua me fazendo encará-lo. — É errado. — Ele sussurra. Seguro sua nuca para que ele não fuja e o beijo, Drake se rende sedento. Apenas sinto seus lábios contra os meus ficando imóveis agora, apenas sentindo a sensação. Sua respiração pesada sopra meu rosto. Lembro que isso é errado, ele não é meu noivo e isso pode nos causar um fim terrível. Ponho a mão em seu peito e o empurro. Suas mãos tocaram na lateral do meu quadril com força, me assustei e acabei afastando um pouco. Drake percebe e voltou a tocar delicadamente. — Desculpa... Eu estou tratando você como uma prostituta... — Ele sussurrou em meu ouvido e voltou a beijar meu pescoço. Ponho minha mão em sua nuca o puxando ainda mais contra mim. As mãos de Drake deslizam por minhas costas até chegarem em minha cintura. Desço uma mão para suas costas, sem perceber finco as unhas em sua pele. Cadman beija e lambe o colo dos meus s***s e sinto um arrepio percorrer por todo o meu corpo. Ele encontra meus lábios novamente. Dessa vez sua respiração está tão forte que sou capaz de ouvir. Ele enfia uma mão por dentro do meu cabelo me puxando ainda mais contra sua boca. Sou incapaz de conseguir acompanhar seu beijo. Sinto sua mão alisar minha coxa, indo para meu quadril, continuando mais um pouco até alcançar minha b***a. Sinto como se onde ele encosta, mesmo depois dele afastar sua mão, ainda pudesse sentir o seu toque. Drake encosta sua testa na minha e ficamos nos encarando por alguns segundos, até que sinto um aperto tão forte que acabo soltando um gemido pelo susto. — Eu não consigo me controlar... — Drake sussurrou novamente. — Então não se controle... — Sussurrei de volta beijando seu pescoço, inalando o seu cheiro tão bom. Os olhos dele estão escuros e a respiração pesada demais, ouvi-la faz sentir borboletas no estômago. Se isso é algo que maridos fazem com suas esposas, eu não consigo me imaginar sentindo essas mesmas sensações com Magnus. Ele põe as duas mãos em minha cintura e me impulsiona para sentar em seu colo. Me encara ainda com o rosto próximo do meu. As mãos dele impulsionam meu quadril para frente e para trás no colo dele. Sinto algo rigido abaixo de mim, solto um gemido involuntário. Drake impulsiona novamente e um suspiro sai de sua boca enquanto suas sobrancelhas estão franzidas. Ataco seus lábios, tudo a nossa volta parece não existir mais . Estamos dentro de uma bolha no meio do nada, onde não existe tempo nem espaço. Apenas eu e ele. Isso me transmite uma sensação tão agradável que me faz sentir como se fosse sumir. Sinto meu tronco ser arremessado contra o chão. Drake me beija tão desesperado. Ele aperta meus s***s, me fazendo estremecer pelo susto. Drake volta a me beijar, seguro seu braço com medo de que ele fuja. Não quero que ele pare, mas o dia está amanhecendo, irão sentir nossa falta e isso não é bom. — Precisamos voltar, Drake. — Sussurrei contra seus lábios. Ele me olhou e assentiu. Cadman saiu de cima de mim e deita ao meu lado com a respiração pesada. Só depois de uns segundos a fixa caiu de que eu beijei um homem que não é meu noivo, e do quanto eu queria ter continuado. Não me condeno tanto ainda, porque ainda quero muito continuar, saber até onde isso pode chegar. Saber o quão bom isso é.
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