Jooheon se surpreendera com a imagem parada de Changkyun ao lado de sua cama, o ômega estava vestido com suas roupas de dormir e segurava um livro em mãos, estava um pouco vermelho por aparentemente estar envergonhado em aparecer ali de uma hora para a outra. O príncipe ajeitou-se na cama antes de dizer qualquer coisa, estava outrora tão perdido em seus pensamentos que não ouviu nada quando a porta abriu e o ômega entrou.
— Aconteceu alguma coisa, Changkyun? — indagou, o ômega nunca aparecera daquela maneira.
O menor negou com a cabeça.
— Oh, não. — respondeu meio apressado, coçou seu rosto — Eu só não estava conseguindo dormir. — mexeu os lábios mais alguma vezes buscando ter palavras para continuar a falar — E... e eu pensei em ver se você já estava dormindo.
O loiro sorriu pequeno, era engraçado ver Changkyun sem jeito, especialmente por ele estar sempre dando uma de durão para lá e para cá. Era bom vê-lo assim tentando se aproximar, pelo menos, do jeito dele.
— Assim, se você estiver cansado e quiser dormir eu entendo e...
O mais velho riu e o puxou para junto dele na cama, a reação de Changkyun foi se assustar, mas logo se sentir bem ao dar de cara com o sorriso mais bonito do mundo. Jooheon lhe abraçou trazendo seu corpo menor para perto do peito dele, onde era quentinho e gostoso de se estar. Era bom que Jooheon não pudesse ver seu rosto agora — que estava enfiado em seu peito — pois o ômega se encontrava vermelho e com um sorriso sem jeito no rosto.
— Eu nunca estou cansado pra você.
Ele sabia exatamente como destruir totalmente seu psicológico, cada uma de suas frases era como se fosse planejada para o deixar ainda mais mole. Cada vez que se encontrava com aqueles olhos, Changkyun tinha vontade de dizer “eu estou apaixonado por você”.
Os dois se ajeitaram na cama, Changkyun deitando sobre o corpo do alfa, fora abraçado pela cintura e ele se sentiu muito bem ao ficar ali, aquele aconchego era o melhor que recebera em toda a sua vida.
— Estou nervoso. — o menor entre eles confessou baixinho, como se contasse um segredo — Amanhã a essa hora já vamos estar casados, só de pensar nisso meu coração parece que vai sair pela boca.
Um sorriso grande se instalara na boca de Jooheon, a mais pura felicidade. Fora tão difícil chegar ao coração do ômega, mas em momento algum ele havia pensado em desistir. Amava Changkyun, era o ômega mais especial que já conheceu em sua vida e mesmo que o menor o rejeitasse e fugisse, ele jamais o esqueceria. Mas agora, com o pequeno Im em seus braços, ele sentia-se inundado pela felicidade mais pura e sincera.
— Não precisa ficar nervoso, vai dar tudo certo. — o acalmou, deslizava seus dedos por suas costas — Você vai ser o noivo mais lindo do mundo.
— Eu não sou tão bonito assim.
— Pra mim você é o ser mais belo que meus olhos já viram.
O menor sentiu seu rosto esquentar, deitou a cabeça sobre o peito do alfa, ouvindo assim as batidas de seu coração, era tão bom ouvir aquilo, ele podia ficar ali pelo resto da vida e jamais se cansaria daquela sensação de paz e conforto que o abraço de Jooheon lhe trazia. Amava aquilo.
[...]
As pessoas corriam de um lado para o outro, o movimento no castelo era imenso e alguns convidados — os que vinham de terras mais distantes — começavam a chegar e precisavam ser acomodados. O rei alfa recebia todos com um sorriso no rosto, e ninguém mais sabia do paradeiro de Hakyeon, que fazia questão de ver se tudo estava indo de acordo com o que haviam planejado.
Changkyun estava com os nervos à flor da pele, nem conseguia comer direito e só pensava nos olhos daquela multidão o encarando, deveria estar feliz e animado com a ideia de que em poucas horas ele e Jooheon estariam casadinhos e juntinhos, de um modo que ninguém poderia separar, nem mesmo sua mãe. Sua mãe, ela era outra pedra enorme em seu sapato, que estava bem ali sentada em uma confortável cadeira, vendo o filho ser arrumado por diversos servos, ele sabia que ela não estava completamente satisfeita com aquilo e que ainda tinha esperanças de que o príncipe desistisse dele e se casasse com Minhyuk.
Mas isso não iria acontecer, Jooheon o amava.
— Jooheon me ama... — acabou sussurrando meio que sem querer, havia pensado alto demais.
Mas isso não havia passado despercebido aos ouvidos dos ômegas que ali estavam, nem mesmo aos ouvidos de sua mãe, que agora o encarava meio confusa com aquela declaração tão aleatória. Hyungwon sorriu ouvindo aquilo, terminando de escovar seus cabelos.
— Sim, eu nunca vi o príncipe gostar tanto de alguém, nenhum de nós nunca viu. — o ômega de companhia respondeu, ainda com aquele sorrisinho feliz no rosto, ele se sentia bem com qualquer interação amorosa entre os noivos, torcia muito para que os dois dessem realmente certo e fossem felizes.
Changkyun parecia em transe.
— E eu amo o Jooheon.
Hyungwon abriu um sorriso ainda mais largo.
— Hyungwon, eu amo o Jooheon. — ele repetiu, já se erguendo da banheira com água quente e procurando qualquer coisa que pudesse usar para se cobrir.
— O que está fazendo?
— Eu preciso dizer pro Jooheon que eu amo ele.
Já coberto com o roupão que havia encontrado, o ômega arrastou seus pés molhados de volta para o quarto, Hyungwon o seguia para ver o que ele estava fazendo, mas desistiu assim que o ômega saiu do quarto apressado, ele precisava fazer aquilo sozinho.
E mesmo quase estando nu, nada impediu o Im de percorrer aquele corredor indo na direção do quarto do príncipe, onde por motivos de segurança dois guardas protegiam a porta.
— Abram, eu quero entrar! — ele ordenou afoito, foi a primeira vez que falou com algum dos guardas, foi a primeira vez que não parou para se importar com a forma com que estava agindo.
Os guardas logo abriram a porta, o príncipe já havia dito que o único que poderia entrar ali naquele dia era Changkyun, por mais que não imaginasse que aquilo poderia acontecer. O ômega entrou apressado, vasculhando tudo com os olhos e não o encontrando no cômodo, seus olhos foram para a porta do banheiro, o único lugar onde ele poderia estar numa hora daquelas, ele não ousaria sair do castelo no dia do próprio casamento.
E ele estava mesmo ali, sentado dentro da banheira dourada — e tão desnecessária — e bonita, com os olhos fechados, parecia muito concentrado no que pensava, só notou que alguém havia entrado ali quando Changkyun esbarrou em algo. Os olhos do loiro foram para ele, o ômega parado ao lado da porta parecia ter perdido as palavras no caminho, ou até perdido a própria língua.
— Changkyun... O que você... — ele iria perguntar, não que não estivesse feliz ao vê-lo, estava surpreso.
— Eu te amo! — falou de uma vez, parecia que uma pedra avia sido tirada de suas costas — Eu te amo de um jeito que não consigo explicar, eu só penso em você e estou muito feliz porque vamos nos casar, eu não queria que casasse comigo sentindo dúvida do que eu realmente quero, eu quero me casar, eu quero ficar com você pelo resto da minha vida, eu quero te dar muitos filhos... Jooheon, eu quero ser o seu ômega!
O alfa estava sem palavras, mas muito feliz, tão feliz que tudo o que pensava em dizer parecia pouco demais. Mas ele não teve tempo de pensar, quando percebeu Changkyun já estava dentro da banheira, bem em sua frente e aproximando ainda mais. Fora o ômega o responsável por juntar seus lábios, com as mãos grudadas nas laterais do rosto do loiro, segurando-o como se tivesse medo de que ele sumisse, de que parasse de existir.
De uma forma um tanto desapercebida, o alfa puxava o roupão do menor, deixando seu ombro à mostra. Seus beijos desceram até ali, precisando conter urgentemente a vontade que sentia de cravar seus dentes naquela pele e tornar Changkyun inteiramente seu para sempre, mas precisava guardar isso para a cerimônia, todos deveriam ver quando o futuro rei marcasse seu ômega. O Im entrelaçava seus dedos pelos fios molhados do loiro, os puxando levemente, arfava pelos toques da língua do alfa em sua pele exposta, sentia algo começar a escorrer de dentro de si.
Desceu suas mãos para desatar o nó do roupão, o puxando para fora de seu corpo e o largando dentro da água mesmo, sem se importar se iria precisar dele pra voltar depois. O alfa puxou seu corpo mais para trás, descendo seus beijos pela clavícula, enquanto as mãos do menor, que não paravam quietas, buscavam as laterais de seu corpo, arranhando sua pele com as unhas curtas. Changkyun segurou o alfa pelo rosto, o puxando para que olhasse para ele.
— Eu quero ser seu, alfa. — ele disse, Jooheon nunca o vira falar com tanta convicção — Me tome para si.
— E os seus planos de se casar virgem? — o loiro sorriu sacana, convincente o suficiente para fazer Changkyun esquecer que o mesmo já estava duro abaixo dele.
— Achei clichê demais.
— Pensei que gostasse de clichês.
— E eu gosto. — o menor ficou de joelhos, dessa forma podia ficar mais alto que o alfa, o encarando de cima enquanto o m****o duro do mesmo roçava em suas coxas vez ou outra — Mas eu sou impulsivo, foram meus impulsos que me fizeram vir até você, eu gosto disso.
O loiro o agarrou pela cintura, o fazendo se aproximar mais de seu corpo, o rosto do alfa rente ao seu abdômen, deixou um ou dois beijos ali. Escorregou suas mãos lentamente, até que ambas apalpassem as nádegas do menor, fazendo com que o mesmo suspirasse e se segurasse nos ombros do Lee. O mesmo mordia a pele de sua barriga enquanto apertava suas nádegas e uma forma que deixava o ômega mais duro e mais e******o, sentindo coisas ainda não experimentadas, suas pernas chegavam a tremer.
Os dedos do loiro roçavam pela entrada do ômega o incentivando a lubrificar mais, a sensação trouxera um arrepio nas costas do menor, que mordeu a parte interna da bochecha, ainda com vergonha de soltar algum gemido.
— Relaxe, Changkyun. — sussurrou.
E ele até tentou relaxar, mas suas unhas cravaram forte assim que sentiu um dos dedos do alfa entrando dentro de si, não era r**m e entrava fácil por estar bem lubrificado, mas mesmo assim incomodava um pouco. O dedo entrava e saía devagar, passando a arrancar um suspiro ou outro do menor, que já estava começando a gostar daquilo. Outro dedo entrou, tornando aquilo um pouco mais incômodo, ardia um pouco.
Sua lubrificação escorria e se perdia pela água, precisava confessar que aquilo o deixava um pouco envergonhado, já havia lido em um livro que a lubrificação entregava o quanto estava e******o e ansioso e pela quantidade que escorria, Jooheon já deveria estar achando que ele estava desesperado.
O alfa o empurrou levemente fazendo o menor entender que ele iria mudar de posição, as mãos do ômega agora estavam postas sobre a borda da banheira, enquanto o loiro estava atrás de si, de certa forma aquilo o deixava ainda mais nervoso, especialmente pelas mãos grandes que seguravam em sua cintura e o m****o rijo que roçava em suas nádegas, aquilo lhe dava vontade de gemer, as pernas ficavam fracas.
— Pense só em mim, ômega, se entregue pra mim. — as palavras do alfa eram sussurradas, tirando ainda mais as forças e a sanidade do Im — Seja só meu e eu serei só seu pelo resto de nossas vidas.
Por que ele tinha que falar assim? Acima de tudo as palavras do alfa transmitiam seus sentimentos, seu amor. Lee Jooheon o faria perder qualquer limite já imposto em sua mente, pois naquele momento Im Changkyun poderia esquecer o próprio nome e deixar que todos o chamassem apenas de ômega do príncipe, pois era isso que ele era, ele era o ômega do príncipe, hoje e pela eternidade.
Uma das mãos do alfa segurava em sua cintura, enquanto a outra mão o ajudava a forçar seu pênis para dentro. Enquanto o m****o do mais alto entrava em sua virgem entrada, a boca do ômega se abria em um grito mudo, os músculos do abdômen se contraiam pela dor e tudo o que ele mais queria ter alguma carne entre os dedos para apertar.
— Joo... — tentou falar, seus olhos cheios de lágrimas.
— Vai passar, meu amor.
Ainda parado dentro dele, o alfa deixou um beijo em suas costas, em seguida o abraçando, se esticando para alcançar sua nuca e deixar mil beijos ali tentando o distrair. O loiro se movimentava bem devagar, o ômega largou as laterais da banheira e ergueu mais o corpo, nesta posição poderia virar seu rosto e alcançar os lábios do príncipe. Ele não largou aquele aperto ao redor da cintura, as mãos do ômega sobre as suas enquanto era penetrado bem devagar, deixando que um gemido baixo escapasse sem querer.
Mas outro gemido veio e mais outro, a sensação boa preenchendo seu corpo e o deixando mais trêmulo e entregue, o cheiro de ambos se espalhando pelo ar, enchendo seus pulmões de um conforto indescritível. O ritmo das penetrações mudou, o alfa saía quase por completo, bem devagar, mas voltava inteiro e de uma vez, indo muito fundo, todas as vezes que ele fazia isso o ômega sentia a cabeça girar.
O alfa soltou sua cintura, empurrado seu corpo para frente o ômega mais uma vez prendeu suas mãos na beirada da banheira, então ele passou a entrar e sair rápido, do jeito que queria e que precisou conter. Os dedos do ômega se contorciam, não só os das mãos, mas também os dos pés. As mãos do maior se prendiam com força, a maldita possessão dos alfas enquanto acasalavam, que seguravam seus companheiros como se temessem sua fuga, mesmo que involuntariamente ela fazia o lobo dos ômegas ficar ainda mais e******o e sedento.
O menor puxou seu próprio corpo para frente, forçando o alfa a sair, se virou para ele encostando o bumbum na banheira como se estivesse tentando se proteger.
— Me dá um minuto, minhas pernas estão sem força. — o ômega confessou, sentando-se exausto, a respiração completamente descompassada.
Os olhos do alfa eram pura luxuria, ele não dizia mais nada, apenas o encarava com a boca entreaberta. Ele era tão bonito, suas feições eram perfeitas e seus cabelos molhados grudados na testa faziam o ômega se sentir ainda mais apaixonado, ainda mais necessitado dele. Lee Jooheon era um pecado.
Se aproximou devagar, deixando o alfa apertar sua cintura da forma possessiva que tanto gostava e voltar a beijar seus lábios de um jeito afoito que havia notado gostar muito. Quando se deu conta já estava sentado sobre ele novamente, desta vez na outra ponta da banheira, com as costas do loiro grudadas no aceiro. As mãos pequenas do ômega se prendiam em seus olhos, os olhos admirando sua beleza.
O m****o do alfa entrou com mais facilidade desta vez e agora tinha os ombros do mesmo para cravar suas unhas, a boca do loiro presa em seu pescoço, provando o sabor de sua pele. O menor sentiu uma das mãos do alfa tocando seu m****o tão esquecido, o massageando de um jeito que fazia o Im esquecer do mundo, esquecer tudo e querer ficar ali pra sempre.
Não demorou para o ômega sentir uma pontada em seu baixo ventre e uma sensação indescritível tomar seu corpo por completo, misturando tudo na água já fria. Só foram precisos mais alguns segundos para que o alfa também se despejasse dentro dele, pela primeira vez formando seu nó dentro do ômega que dividiria a vida dali em diante. O menor relaxou e deitou a cabeça em seu peito, sendo abraçado com carinho desta vez.