Capítulo 27

1959 Palavras

Serena A pulsação constante dentro da minha cabeça me deixa tonta, como um martelo batendo sem parar, um som que só eu consigo ouvir — não tem forma, nem palavra. É um barulho surdo, insistente, um zumbido estridente como uma turbina dentro de um motor a jato que não para de roncar bem ao lado do meu ouvido. Cada batida parece querer explodir meu crânio, me sufoca, me desorienta, roubando meu fôlego e afogando meus pensamentos. — Serena, querida, por favor, abra os olhos, meu doce... — A voz de Dário chega até mim como um eco distante, arrastada, como se viesse de um túnel fundo e úmido, trazendo uma esperança frágil, mas cada palavra custa a atravessar o nevoeiro dentro da minha cabeça. Quero abrir os olhos, quero responder, mas tudo que consigo é um murmúrio rouco e sem força: — Onde

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