Quando dei uma chance pro Marvin percebi como ele era legal e diferente do pré conceito que eu havia criado em minha cabeça.
Bateu uma química da hora entre a gente. Não tínhamos muito em comum mas o papo não acabava nunca quando estávamos conversando. Logo ele passou a sentar do meu lado na classe e a amizade só aumentou.
O Marvin de verdade era um cara incrível, amigo e extremamente sincero com aqueles que ele gostava.
Aquele jeito bonachão e playboyzinho dele era apenas uma fachada de superioridade pra tentar esconder seus problemas (que não eram poucos).
Descobri que ele era 1 ano mais velho que eu, teve que ficar um ano sem estudar pra ajudar a mãe na feira, vendendo chinelos. Na verdade a família dele veio com uma mão na frente e outra atrás pro interior. O pai tinha perdido o emprego e eles estavam morando de favor na casa da vó.
- Nem doente a velha está! - ele riu amargo pra mim - mas não ia falar isso pra sala toda querer me dar cesta básica né?
Ele tinha um irmão mais velho no exército e ele reaproveitava suas roupas. Por isso a falta de caimento delas.
Imagina minha culpa.
E ele me contou tudo isso numa boa. Na verdade a sinceridade dele me desconcertava as vezes. E era só comigo esse tratamento, notei que com os outros ele mantinha um jeito mais brincalhão e raso. Comigo ele não tinha firulas.
Comigo sua sinceridade beirava a esquisitisse.
- Mó corpão que você tem Felix! - ele comentou no vestiário num dia de educação física.
Eu estava sem camisa e de bermuda naquela hora. Olhei sem entender pra ele. Ele me analisava.
- Que isso Marvin? Tá me estranhando?
Ele ignorou a pergunta.
- É sério meu! Todo grandão, Loirão... Ouvi as minas comentando sobre você e elas tão certas. - Ele se inclinou pra analizar minha b***a e riu - Mó rabão!
Olhei para os lados, constrangido mas ninguém prestava atenção na gente.
- Vai se ferrar. - fiquei roxo. - brincadeira b***a.
Mas eu via na sua expressão que ele não estava brincando. Era simplesmente seu jeito sincero demais.
Ele passou a dormir na minha casa quase todo final de semana. Eu sabia que era um alívio deixar a casa apertada da avó nem que fosse por um dia então sempre convidava ele. Minha mãe e irmã logo foram conquistadas pelo jeito educado e honesto dele.
- Seu amigo é uma gracinha. - minha irmãzinha sempre me provocava.
Mas eu não ligava. Marvin era educado com elas e só. Sua atenção sempre era minha.
Numa dessas vezes aqui em casa vi o Marvin de cueca pela primeira vez.
Não era final de semana mas a gente tinha ficado até mais tarde que o normal jogando vídeo game. A casa da avó era mais afastada então ele ligou pra mãe pedindo pra dormir em casa.
Mas como era inesperado ele não tinha trazido roupa.
- Se você não se importar eu posso dormir de cueca?
Não vou mentir pra vocês. Eu estava louco de curiosidade pra ver sua mala. No vestiário da escola a gente só se via sem camisa e quando ele dormia aqui ele se trocava no banheiro e sempre vinha com um short largo (provavelmente do irmão). Eu só conseguia discretamente visualizar seu volume nessas ocasiões.
E não me estranhem! Meu interesse em ver sua mala era puramente a título de comparação. Vocês lembram da minha cisma não?
A inveja já tinha sumido há muito tempo. Agora eu tinha um carinho imenso e real por aquele cara mas sei que se eu pedisse pra ver sua mala ele poderia interpretar de um jeito errado.
- Pode ser cara.- respondi meio tenso. - se quiser uma camisa eu velha eu posso empres...
Ele nem deixou eu terminar. Tirou a camiseta e a calça numa tacada só. Jogou as duas no canto do quarto e se espreguiçou feliz.
- Ah como eu gosto de ficar só de cueca!
Eu juro que tentei disfarçar. Juro que tentei ser discreto. Mas foi tentativas em vão. Eu simplesmente não consegui tirar os olhos do seu volume.
Era, pra dizer o mínimo, enorme. Ele usava uma cueca justa branca da Calvin Klein. Aquilo não podia ser normal. Ele tinha um corpo bonito também, parrudo, de esportista. Mas minha atenção estava 100% voltada para sua cintura.
Ele colocou a mão na cintura e me encarou curioso.
- Posso ajudar?
Voltei a consciência e o encarei mortificado e vermelho. Quanto tempo eu fiquei manjando ele?
- Foi m*l Marvin... É... Eu...
Ele sentou na minha cama sorrindo triste.
- Eu sei...- ele deu uma pegada na mala - é grandão né?
Concordei com a cabeça. Muito grandão. Era quase injusto. Eu era meio palmo maior que o Marvin mas meu p***o devia fazer um terço daquele volume.
Sem raciocinar direito eu abri a boca pra pedir pra ele me mostrar mas me controlei a tempo. Tá doido Félix!? Fiquei com a boca meio aberta olhando pra ele.
- Pois é...- ele parecia triste. - É grande até demais.
- Mas isso não é bom? - me forcei a encarar seu rosto.
- Sei lá... Já perdi mina por causa do tamanho dele. - Ele deitou na minha cama pensativo.- as vezes acho que vou morrer virgem Félix.
Eu não acreditei no que ouvi. Era como se, em uma guerra ele portas de uma bazuca e eu uma faca de cozinha. Eu também era virgem, justamente pelo argumento oposto ao que ele deu. Não acreditava que o descolado da capital também era.
Naquela noite nossa amizade enveredou para outros rumos. Passamos horas falando de p*****a. Eu contei que também era virgem e ele não acreditou. Disse que eu era muito atraente pra ser. Esses comentários dele me deixavam confuso.
Ele contou uns casos dele. De garotas que não foram pra cama com ele por conta do tamanho do seu p*u. Que quando ele estava ereto ele media 20cm... Enfim, só informações úteis pra minha auto estima.
Tem gente que nunca está contente com os dons que tem né?
Naquela noite ele pediu que eu ficasse só de cueca também, pra ele não se sentir deslocado. Meio frustrado tirei minha roupa e deitei no colchão. Ele olhou meu volume e suspirou.
- Queria ter um p*u pequeno assim.
Olhei bravo pra ele mas vi que não havia maldade em seu rosto e comentário. Ele era o Marvin. Falava e agia com essa sinceridade desconcertante. Não tive coragem de me abrir com ele sobre minha cisma. Ao menos não naquela noite.
A partir daquela noite iniciamos o primeiro de muitos rituais que viriam com o tempo. Sempre ficar só de cueca lá em casa.
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