CAPÍTULO 19

970 Palavras
Quando eu volto para o meu quarto novamente, encontro Lucas esparramado na minha cama com os braços e as pernas abertos, enquanto encara o teto, cantarolando uma música aleatória que parece ser um pancadão bem pesado. — O que você... — começo sem saber de verdade o que pretendia dizer, é bizarro como ele se apropria de um lugar em poucos segundos. Lucas ergue a cabeça e simplesmente dá de ombros, com aquele sorrisinho um tanto sarcástico em um dos cantos dos seus lábios. — Você não vai sair não? Já não basta ter estragado a minha noite? — solto um suspiro de irritação, porque aquela foi definitivamente a minha primeira verdadeira experiência, e Lucas fez o a favor de acabar com ela. Ele não parece preocupado em ter me visto beijando outro cara, até porque o meu jeito de caminhar, o meu estilo de roupas, a minha voz praticamente tudo em mim grita um grande e enorme "GAY". E só um tapado não perceberia isso. — Então quer dizer que você está gostando daquele cara? — Lucas senta na cama com um sorriso torto, e eu preciso desviar o olhar porque aquele maldito calção de jogar futebol está marcando mais ainda, e o fato dele estar sentado faz os músculos do seu abdômen flexionarem sobre a pele marrom clara. — E se for? Não é da sua conta. — tiro algumas mechas de cabelo do rosto e às coloco atrás da orelha. Meu cabelo ruivo está chegando até os meus ombros, e pra mim está em um tamanho perfeito, apesar de ser um pouquinho difícil de cuidar. — Na verdade, é sim. — Lucas levanta da cama e caminha até mim, então saio do caminho, achando que ele está querendo passagem para ir até a porta do banheiro, mas o desgraçado pelo visto tem outros planos, porque me encurrala no canto do quarto, colocando ambas as mãos na parede ao lado da minha cabeça. — não é da sua conta não, Lucas, quem eu gosto eu deixo de gostar não tem nada a ver com você. — Rosno, tentando empurra-lo para longe, mas o meu tamanho e o fato dele ser um gigante não ajuda muito. As palmas das minhas mãos ainda estão contra o seu peitoral quente, e a sensação dos músculos duros contra a minha pele me faz arfar. — É da minha conta sim. — ele repete, olhando para os meus dedos pálidos e cheios de sardas contra a sua pele morena. Eu tento tirar as mãos dele, mas Lucas aproveita deixa para empurrar o seu corpo contra o meu, me prendendo entre a parede e o seu peitoral. Eu solto um gemido involuntário, porque consigo sentir cada centímetro do seu corpo, e mais que isso... Consigo sentir uma coisa grande e dura pressionada contra a minha virilha, uma coisa grande e dura que está pulsando sem parar dentro do short absurdamente fino. As mãos dele agarram as minhas, prendendo-as acima da minha cabeça. Os seus olhos escuros estão focados nos meus, e eu m*l tenho tempo de registrar nada antes que ele me ataque e cole sua boca na minha, abrindo os meus lábios com força, mordiscando-os e enfiando a sua língua quente molhada no interior da minha boca. É impossível acompanhar o que está acontecendo aqui, mas eu solto um gemido tão alto de puro prazer que eu não tenho certeza se saiu de mim ou não. Eu praticamente me derreto contra ele, sentindo a sua língua explorar a minha boca e os seus lábios se moverem contra os meus com força, fazendo sons molhados e delirantes. A nossa saliva se mistura por completo, e ele tem um gosto bom. As suas mãos soltam as minhas e descem para minha cintura, apertando-me com força contra ele, como se estivesse saboreando as minhas curvas e o fato de eu ser gordinho. Eu gemo alto ao constatar o fato de que ele está esfregando aquele seu m****o enorme em mim sem pudor algum. Por fim, o beijo acaba tão rápido quanto começou, e eu fico arfando sem parar, em busca de fôlego. Consigo sentir a respiração quente de Lucas bater no meu rosto, e os seus olhos escuros me encararem com intensidade sobrenatural. — entendeu agora Nanico, porque é da minha conta? Entendeu agora porque eu me importo? Essa boquinha rosada é só minha, e só eu posso meter a minha língua nela. — Lucas rosna, me deixando completamente atônito, ainda me recuperando do beijo avassalador. Ele dá um passo para trás, separando nossos corpos, sem sequer se importar em está com uma barraca absurdamente armada na frente do seu calção verde e fino, e o tamanho daquela coisa me deixa completamente assustado. — Ah Nanico... Tudo que eu queria agora era te colocar de joelhos, enrolar esse seu cabelo fofo no meu punho e te fazer pagar por cada uma daquelas provocaçõezinhas dos últimos tempos, mas pelo visto vamos ter que deixar isso para depois. Grave bem as minhas palavras, Porque vai ter um "depois", e eu vou te fazer gemer o meu nome tantas vezes que você vai esquecer de tudo a nossa volta, enquanto implora por mais. — ele completa, me encarando de cima a baixo com aquele olhar afiado, antes de simplesmente dá meia-volta e ir até o banheiro, sumindo de vista poucos segundos depois e batendo a porta com força, me deixando aqui completamente abismado e bêbado de tanto prazer. O seu gosto ainda está na minha boca, e ele chupou tanto meus lábios que eles estão inchados para caramba. Eu estou furioso, envergonhado e confuso ao mesmo tempo com tudo que acabou de acontecer, mas não consigo parar de lamber os meus lábios, tirando os últimos resquícios da sua saliva, como se quisesse gravar o seu gosto na minha mente.
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