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1574 Palavras

DV narrando A lembrança é um veneno que vai corroendo devagar. E essa noite, eu tô afundado nela. Depois que a Ester falou da cicatriz, tudo desabou dentro de mim. Eu achei que tinha enterrado aquela parte da vida. Joguei terra, concreto, fogo por cima. Mas ela voltou. Voltou com o mesmo cheiro da noite em que tudo se perdeu. Camila. O nome ecoou na minha cabeça como tiro no escuro. E cada vez que eu tentava respirar, era como se uma mão invisível apertasse meu pescoço. Saí da sala sem falar nada. Entrei no quarto e comecei a vasculhar as gavetas com raiva, jogando as coisas no chão, abrindo caixas, revirando passado. Ester bateu na porta, mas eu não deixei ela entrar. DV: Não agora, p0rr@. Me dá um minuto. Ela insistiu, mas eu fechei com força. Ali dentro, tudo girava. A caixa. As

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