Ester Narrando. A noite tinha caído devagar, com aquele silêncio típico depois de um dia pesado. O morro dormia cedo ultimamente, mas ali dentro, dentro da casa dele, dentro do peito dele, e do meu, nada tava quieto. DV trancou a porta devagar, sem fazer barulho. Eu já tava deitada na cama, com a luz apagada e só a luz da rua entrando pela fresta da janela. Tava com a blusa dele no corpo, a mesma que eu dormia quase todas as noites desde que tudo mudou. Ele se aproximou sem dizer nada, tirando a camisa manchada de suor, jogando pro lado como quem não precisava de palavras. Os olhos dele diziam tudo. Cansado, ferido, mas com aquele fogo que nunca apagava quando me olhava. DV se agachou ao meu lado e passou a mão devagar no meu joelho exposto. DV: Cê tá bem? Ester: Tô agora. Ele riu d

