Capítulo 21

1129 Palavras
Do outro lado do palco, Juan sentiu que não aguentaria ver Laura se mostrando tanto para os outros. Ele queria provar do seu sabor. Queria saber como era estar dentro dela, a fodendo com força e a fazendo gozar feito louca enquanto ele metia fundo e sem parar, porém, ele sabia que Laura era diferente, ela não se jogaria em sua cama assim tão fácil, teria que domá-la antes de partir para cima. Depois que Laura saiu do palco e trocou de roupa, Juan a levou para casa. Como sempre, foram em silêncio, apenas o som do ronco do motor do carro e de suas respirações eram ouvidos. — Obrigada pela carona — disse Laura assim que o carro parou. — Foi um prazer. Com uma tensão s****l pairando dentro do carro, Laura soltou um leve suspiro e saiu. Seu plano estava dando certo, e ela não estragaria isso, não dessa vez. *** Distante dali, Pietro andava de um lado para o outro em seu quarto de hotel, pensando em como voltaria a ver Laura de novo. Ele não conseguia esquecer a bela morena nua sobre o palco. Suas curvas, assim como o pequeno sorriso de lado que ela dera ao final da apresentação, o encantaram. Ele sabia que chegar perto e conquistar a sua confiança não seria uma tarefa fácil, não com tantos segredos entre eles. Ele era filho da mulher que causou a separação de seus pais, a mesma mulher que escolheu um amor do que o seu próprio filho. Mas ele não era a sua mãe, não agia e nem pensava como ela. Seu pai havia lhe deixado várias lições de vida valiosas, e ele as honraria. Tirado de seus devaneios, Pietro olhou para seu celular que tocava sem parar sobre a cama. — Alô! — exclamou, irritado. — Calma, Pietro. — Dominic, um dos seus amigos de infância, disse. — Desculpa, Dominic. — Tudo bem, não liguei para isso. Minha empresa está precisando de um arquiteto para cuidar de uma reforma. Quando soube que estava aqui pensei logo em você. Minha equipe está atolada de trabalhos, não tenho ninguém de confiança para entregar algo assim, só você mesmo. O que me diz? Ele estava mesmo precisando de um emprego, algo que ocupasse sua mente e que o fizesse ganhar dinheiro. Ele não queria depender de sua mãe, muito menos do homem que estava dormindo com ela. — Mande as informações do projeto e o endereço para o meu e-mail. — Sem demora, já estava abrindo seu notebook. — Obrigado, Dominic. Eles encerraram a ligação com a promessa de se verem em breve para tomarem umas cervejas juntos. Pietro analisou o projeto e constatou que gastaria mais tempo que imaginou. Era um café pequeno criado próximo ao centro comercial da cidade que precisava de uma reforma e uma ampliação do local. O espaço era pequeno demais para a reforma que o dono queria realizar. Pietro ficaria responsável por criar um projeto que fosse bom e que atendesse todas as necessidades do seu cliente. Ele sentia falta de sentir a adrenalina percorrer por suas veias, a emoção de pôr tudo abaixo e reconstruir. Sorrindo, Pietro começou a desenhar seu mais novo projeto, desenhou a noite toda que m*l percebeu que já havia amanhecido e nem havia dormido. Olhou em seu relógio e viu que já se aproximava das sete e meia da manhã. Desligou o notebook, guardou as folhas do projeto dentro de uma pasta escura e seguiu para o banheiro. Ele precisava de um banho e um café forte para aguentar aquele dia. O banho não foi muito demorado, foi tempo suficiente para ele lavar seus cabelos e seu corpo. Fez a barba e vestiu um dos seus ternos de três peças feito sob encomenda. Arrumou o cabelo, pegou seu celular, carteira e assim saiu. Por onde Pietro passava arrancava sorrisos. Seu jeito másculo, ombros largos e sorriso sedutor, formavam a combinação perfeita para enlouquecer qualquer mulher. Andando pelas calçadas movimentadas de Nova Iorque, ele pensava em Laura. Não tinha um minuto sequer que a morena saísse de seus pensamentos. m*l ele sabia que seus pensamentos se tornariam realidades. *** Laura desfilava sobre seus saltos altos pretos, vestido justo e cabelos presos. Depois de deixar sua irmã na nova escola, resolveu sair para procurar um emprego, seu plano era trabalhar de manhã e dançar na boate à noite, assim ela ganharia dinheiro mais rápido e pagaria a maldita dívida que seu pai lhe deixou de presente de despedida. Um raio cortou o céu de Nova Iorque, e em poucos segundos pingos grossos de chuva caíram sobre a sua cabeça. Correndo desesperada na tentativa de escapar da chuva, entrou no primeiro estabelecimento aberto que encontrou. Lá dentro, várias pessoas se abrigavam do temporal que caía sobre a cidade. Outro raio e de repente tudo estava escuro. As luzes da rua também haviam se apagado, o que indicava que havia faltado luz. — Vocês não têm um gerador de emergência? — Uma voz rouca surgiu do meio. — Velas? Qualquer coisa. Tem mulheres e crianças aqui. Andando devagar tentando não esbarrar em ninguém ou em nenhum objeto. O que a tranquilizava era saber que sua irmã estava a salva na escola. — Ai! — Laura gritou quando sentiu alguém pisar em seu pé. — Me desculpe, está muito escuro. — Era o dono da voz que reclamava com o dono do local. — Você está bem? — Sim, não foi nada. Fuçando em sua bolsa, Laura tirou seu celular e ligou a lanterna. Apontou para seu pé só para ter certeza de que não havia machucado e foi então que ela o viu. Laura conseguiu sentar em uma mesa. Colocou sua bolsa sobre ela e ficou à espera da luz voltar e da chuva parar. Pietro encarava Laura com espanto. Ela estava bem ali na sua frente, o fitando sem piscar. Parecia que seus olhares estavam conectados um ao outro. Era uma ligação estranha e inexplicável, tão forte e densa que chegava a ser palpável. — Prazer, Pietro. — Educadamente, ele esticou sua mão em forma de cumprimento. — Laura. — Suas mãos se uniram e uma corrente elétrica percorreu entre eles. — Posso me sentar? Com um leve aceno de cabeça, concordou. Pietro sentou na cadeira à sua frente. Ele havia esperado tanto por aquele momento, que finalmente havia chegado e ele não sabia o que falar. Estava fora de cogitação falar que sabia onde seu pai estava e com quem ele estava. Uma notícia assim não se dá de qualquer jeito. Ela não poderia saber quem era ele. — Espero que a luz não demore a voltar — comentou ele, tentando puxar assunto. — Concordo. Tenho que procurar emprego. Com luz já está difícil, imagine sem.
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