Capítulo 20

1282 Palavras
— Laura. Laura. Laura! — Nicolle entrou correndo em seu quarto. — Meu Deus! — Laura riu. — O que foi, o prédio está caindo? Nicolle riu para sua irmã. Pulou na cama e se enrolou nas cobertas. Laura adorava ficar agarrada com sua irmã, parecia que suas vidas continuavam a mesma e que a qualquer momento sua mãe entraria no quarto para acordá-las. — Um moço está lá na sala te esperando. — Laura, assustada, encarou Nicolle. — Como assim, tem um moço na sala? — Aquele moço que deu essa casa para gente. Ele é legal, Laura. Você está namorando com ele? Laura não conseguia entender como Juan havia entrado em seu apartamento. Ela entendia que ele tinha a chave, sendo que se não fosse pela sua ajuda ela ainda estaria morando naquele abrigo, mas isso não dava o direito dele entrar a hora que quisesse. Furiosa, levantou-se da cama, calçou seus chinelos e ordenou a Nicolle que não saísse do quarto. Ela resolveria aquilo. — Laura... — Quem você pensa que é para entrar aqui a hora que quer? — Juan m*l pode terminar de falar, Laura o interrompeu. — Já estou fazendo o que você quer, não é? Você vai receber todo o dinheiro que meu pai... Ouviu bem? Meu pai está devendo. Acho que já é o bastante. Juan observou Laura ganhar vida. Ela já não era mais aquela garota amedrontada de antes, agora tinha garra. Ele continuou ali, sentado no sofá, calado e e******o. Vê-la com raiva e com roupa de dormir, o fez querer fazer com ela o que muitos homens queriam na noite em que ela dançou. — Vai ficar aí sem falar nada? Ele riu. Riu e se levantou, revelando sua enorme ereção dentro da calça. Andou até ela e, delicadamente, acariciou seu rosto. — Bom dia, Laura — disse, sorrindo. — Eu vim trazer seu pagamento, bom... parte dele, já que eu tirei a primeira parcela da dívida. Juan estendeu a mão para Laura, que sem graça pegou o dinheiro. Ela ainda estava irritada com ele, ainda não achava certo ele entrar a qualquer hora em sua casa, mas ela também sabia que dependia dele e do dinheiro que dançar na boate dava. — Juan, eu... — O aluguel deverá ser pago todo final do mês. Você já conhece o responsável por aqui. Pague a ele e com o resto do dinheiro faça o que quiser. Eu irei tirar uma parte do dinheiro de quinze em quinze dias. — Laura sacudiu sua cabaça em concordância. — Não se preocupe, irei bater na porta antes de entrar na próxima vez. Mais uma vez, bom dia, Laura. Assim que Juan saiu, Laura conseguiu finalmente respirar aliviada. Seu peito subia e descia rápido, pesado. Suas mãos tremiam e ela começava a sentir um formigamento em sua v****a. Ela estava excitada, como ele também ficou. “Mas que merda está acontecendo comigo?” Ela se fez a mesma pergunta milhares de vezes. Como é que ela poderia estar excitada por alguém como Juan? Tudo bem que seus olhos azuis eram fascinantes, mas o seu jeito asqueroso já seria um bom motivo para que ela o detestasse. Laura se repreendeu mentalmente e seguiu para seu quarto. — Vamos, meu amor. Vamos tomar o café da manhã. O dia se passou e a sensação de desejo acumulado a torturava. Ela precisava fazer algo que ocupasse sua mente. Já fazia tanto tempo que não tinha ninguém que qualquer coisa a deixava excitada. Era nisso que ela estava se apegando para ter alguma explicação plausível para o que tinha acontecido mais cedo quando Juan estava em sua casa. Aquilo havia mexido tanto com sua cabeça, que ela nem teve tempo para contar o dinheiro que recebera. Laura voltou até seu quarto, pegou a bolsa preta de alças finas que estava sobre uma poltrona velha e tirou de lá o dinheiro. Seu peito de encheu de felicidade quando percebeu que poderia dar uma vida melhor para sua irmã. Ela finalmente poderia voltar a estudar. Sorrindo, Laura guardou o dinheiro e correu até a sala. Nicolle assistia um filme de desenho na televisão. Seus olhinhos estavam tão vidrados na imagem, que nem percebeu quando Laura sentou ao seu lado. — O que você acha de estudar numa escola bem grande e bonita? — Sério, Laura? — perguntou, feliz. — Igual àquela que a Vick estuda? — Sim, meu amor. Eu prometi que iria cuidar de você. Você terá um grande futuro pela frente. Farei qualquer coisa para que não passe por coisas ruins. — Eu acredito em você. Nicolle envolveu seus braços pequenos e finos ao redor do pescoço da jovem. Abraçou a irmã mais velha e ali ficaram as duas, assistindo o filme naquele fim de tarde. *** As semanas se passavam diante dos olhos de Laura. Era como se o relógio brincasse com ela, todos os dias eram iguais: acordar cedo, fazer o café da manhã, levar sua irmã para a escola e voltar para casa. À noite, tinha a boate onde ela dançava e assim conseguia quitar aos poucos a dívida de seu pai, que fazia tempo que não dava sinal de vida. Ela queria confrontá-lo, gritar e exigir explicações. Saber o motivo do seu abandono e o mais importante, o porque não votou quando sua mãe faleceu. — É você! — Juan, falou a tirando do transe que ela sempre entrava quando pensava em seu pai. — A casa está cheia, não me decepcione, Laurinha. Suspirando, ela colocou a máscara como todas as noites e andou em direção ao palco. Seus cabelos soltos com pequenos cachos nas pontas, balançavam conforme ela andava lentamente. Seus olhos carregados de maquiagem escura e seus lábios grossos pintados de vermelho. Uma lingerie branca e saltos pretos. Laura era com certeza a mais bela daquele lugar. Ao mesmo tempo em que era sexy, o jeito de menina doce se fazia presente. Ela estava gostando daquela vida, se sentia mais forte e corajosa, como se pudesse vencer o mundo. No centro do palco, já ouvia os gritos dos vários homens que ali estavam. Ela não se assustava mais, nem achava r**m quando algum homem a chamava de gostosa, Laura sabia que era porquê estava ali, aquilo era apenas resultado do que seus movimentos em cima do palco faziam com as pessoas. Rebolando, lentamente, Laura rodopiava de um jeito que faria qualquer um enlouquecer. Ela sabia como usar os quadris, e se aquilo a ajudasse a sair da lama em que seu pai havia lhe deixado, então ela rebolaria mais e mais vezes. Como todas as noites, Laura abriu o fecho do sutiã branco e deixou que seus lindos s***s brilhassem diante dos vários pares de olhos. Assobios preenchiam toda a boate, se alguém ali falasse algo seria quase impossível de ouvir. Virando de costas, Laura moveu seus quadris e focou seus olhos em Juan. Ele observava atentamente cada movimento dela, era como se ele estivesse hipnotizado. Ela não era boba, a inocência que Laura tinha antes, havia sido deixada sobre aquele palco na primeira vez em que ela se despiu. Sorrindo, desceu o fino e delicado tecido que cobria suas partes íntimas e jogou na direção de Juan. Ela usaria todas as armas para se livrar daquela vida. Um pé na frente do outro, Laura virou e andou até uma cadeira que estava posta no início do palco, bem de frente para a plateia. Andou ao seu redor e de repente se sentou abrindo bem as pernas. Aquilo havia sido o ápice da noite. Ela jamais se imaginou mostrando sua v****a tão explicitamente para um homem estranho, quem dirá vários de uma vez só.
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